Dica – “Bolha digital” para videomakers móveis

Reparem no horizonte
Reparem no horizonte

Hoje vou deixar aqui uma pequena dica simples, mas bastante útil, para videomakers iniciantes, mais precisamente para quem trabalha com filmagens utilizando smartphones.

Filmar utilizando tripé é básico e se você está querendo começar sem um saiba que seus vídeos iniciais dificilmente terão bons resultados. Então sim, adquira um bom tripé para suas produções. Quando for fazer isso compre um voltado para vídeo. A principal diferença entre este e um para fotografias é que nos modelos para filmagens a cabeça permite a movimentação suave e os para fotografia isso não é uma preocupação. Outro detalhe que precisa ser levado em consideração é se o tripé que irá adquirir possui um nível de bolha na cabeça. É com ele que suas gravações poderão ficar sempre “retas”.

Marcadores bolha para nível em tripé
Marcadores bolha para nível em tripé

Mas talvez você já tenha comprado um tripé e agora reparou que ele não tem isso. Dependendo da cena que irá gravar não há problema em ficar um pouco torto, pode até ser um recurso interessante, mas não dá para fazer sempre isso. Então o que fazer? Comprar outro? Não, claro que não.

Você pode até substituir o nível bolha convencional por um acessório extra, mas que tal um digital? E mais, sem gastar por isso? Seu smartphone pode fazer isso por você.

Caso seu aparelho seja um iPhone siga o seguinte caminho:

  1. Abra o aplicativo chamado “Medida” em seu iPhone. Caso não o tenha instalado basta baixar aqui. Ele é gratuito e desenvolvido pela própria Apple.
  2. Abra e selecione abaixo a opção nível.
  3. Agora, com seu aparelho já posicionado no tripé basta ajustar a posição até que apareça 0º (ficará verde). 
  4. Pronto, pode começar a filmar pois agora sim está reto.
Aplicativo Medida mostrando nível
Aplicativo Medida mostrando nível

Seu aparelho é Android? Sem problema, basta procurar por “nível” na Google Play e irá encontrar diversos aplicativos que fazem a mesma coisa.

A importância de baterias extras para videomakers

A importância de baterias extras para videomakers
A importância de baterias extras para videomakers

O desempenho de energia dos smartphones tem melhorado, mas ainda assim está sempre aquém do que gostaríamos. Se para uso “comum” as baterias não duram muito, imaginem então nas mãos de um videomaker que faz um uso um pouco mais intenso produzindo vídeos mais pesados. Trabalhar com filmagens, ou mesmo edição de vídeos, faz com que a bateria acabe logo. Se estiver filmando em 1080p ou 4K, com 60fps, microfone externo ligado… ai é que a energia será drenada ainda mais rápido.

As baterias externas, também conhecidas como Power Banks, ajudam muito neste sentido já que possibilitam continuar trabalhando mesmo longe de tomadas. Dependendo de onde for o set de filmagem estas últimas sequer existem por perto. Então NUNCA saia para gravar vídeos sem levar uma boa fonte de energia contigo, você não quer perder uma produção porque ficou sem bateria.

Há diversas boas opções de baterias no mercado, mas nem todas são bons investimentos quando se pensa em filmagem. Vou aqui deixar como sugestão quais os critérios levo em consideração na hora de escolher um Power Bank.

Meus critérios

Uma das principais questões a avaliar quando adquiro uma é a sua capacidade (mAh). É ela que vai dizer quantas vezes seu equipamento será carregado. O problema é que nunca é possível utilizar toda a energia armazenada. Sempre há perda na transferência de energia entre a bateria e o equipamento conectado. Sendo assim, para resolver isso, quanto maior for a capacidade do Power Bank melhor. Se a idéia é manter sua câmera ou smartphone sempre à postos para filmar invista em muita capacidade. 

Então uma grande capacidade é importante, mas como aqui estou focando no trabalho de filmagem e edição existem outros detalhes a considerar.

Um exemplo de detalhe a se pensar é a facilidade de transporte. Um Power Bank sozinho pode não ser uma grande preocupação mas somado a todo o resto do equipamento de filmagem pode ser um peso extra bem incômodo. A maioria dos modelos tem um tamanho bom, mas já vi uma  de 50.000mAh que pesa um quilo e meio. Normalmente quanto maior for a bateria, mais capacidade tem e vice-versa. Tamanho e peso vão influenciar também em transporte e armazenagem. Não compre uma muito grande se não for realmente necessário.

Também considere o tempo de transferência e o tempo de carga. O primeiro é o tempo em que tal bateria levará para transferir energia ao(s) seu(s) equipamento e o segundo o tempo que ela leva para ser abastecida de energia. Consulte as informações no manual do Power Bank. Alguns modelos contam também com um sistema de carregamento inteligente. Isso faz com que identifiquem a amperagem do equipamento conectado e otimize o processo de transferência de energia.

Você não quer passar por isso
Você não quer passar por isso

Considere também quantos equipamentos precisará carregar durante suas filmagens. Pode ser que mais de um necessite ao mesmo tempo de energia. Sendo assim, quanto mais portas de saída o Power Bank tiver melhor. Mas quais são as melhores portas de saída? USB-A, USB-C, micro-USB, Lightning, Qi (indução)…? Existem várias opções diferentes no mercado mas não são todas que irão lhe atender bem. Não escolha uma bateria baseando-se apenas no modelo de saída de energia, mas também na entrada do que será carregado. Porque comprar, por exemplo, uma com USB-C se seus dispositivos não trabalham com esta porta? 

Também não adianta procurar a tão falada “carga rápida” se seus equipamentos não são compatíveis com isso. Procure uma que transfira na maior velocidade que seu dispositivo permita receber. O importante é não ficar sem bateria durante uma produção de vídeo. Sendo assim, considerando este contexto, não recomendo se preocupar com baterias que transfiram energia por indução (padrão Qi), elas são lentas. Ao invés de investir mais dinheiro neste recurso, invista em mais capacidade de energia.

Um dos itens mais importantes a ser levado em consideração na hora de escolher qual modelo comprar, mas que vejo muita gente “se esquecer” disso, é a qualidade. Fuja daqueles Power Banks baratinhos vendidos no semáforo, em portas de mercados, feiras ou no camelô da esquina. Eles só servem para gastar dinheiro e ainda oferecem risco de explosão. Várias destas baterias sequer passaram por algum teste de qualidade. Basta fazer uma procura por “Power Bank explodindo” no Youtube e você fará uma idéia do perigo que elas oferecem.

De mãos dadas à qualidade é claro que vem a segurança. Não adquira uma Power Bank que não forneçam proteção contra cargas e descargas excessivas, contra curtos-circuitos ou temperaturas elevadas.

E por fim, escolha bem o carregador que irá utilizar para abastecer a energia da bateria. Normalmente os Power Banks não vem com carregadores, então vale a pena investir também nisso. Basicamente lembre-se das dicas anteriores sobre qualidade e segurança. O mesmo vale também para os cabos que irá conectar seus equipamentos, na dúvida, use sempre originais.

Qual bateria comprar?

Já utilizei vários modelos diferentes e seguindo as sugestões acima nunca tive problemas em carregar meus dispositivos. As minhas antigas baterias, modelo TurboCharger, uma com 5.000mAh e outra com 7.000mAh, com anos de uso, ainda atendem muito bem no dia a dia. Mas conforme o trabalho de produção de vídeos vai aumentando a necessidade de mais capacidade também vai ficando cada vez maior. Filmar em 1080p ou 4K, as vezes com 60fps, suga a energia do smartphone. 

Hoje, uma bateria que está me atendendo de maneira excelente é o Power Bank 2C da Xiaomi com 20.000mAh (mais que as minhas duas antigas juntas). Ela se enquadra em todos os critérios acima, me dá muita autonomia longe de uma tomada e é bem discreta, mesmo sendo branca. Suporta carga e descarga rápidas, vem com controlador de carga USB integrado, permite carga de baixa corrente (para dispositivos pequenos) e outros detalhes aqui e ali.

Power Bank 2C 20.000mAh - Xiaomi
Power Bank 2C 20.000mAh – Xiaomi

Mas e ai? Qual Power Bank adquirir? Qual é o melhor? A resposta correta vai depender de sua necessidade, de quanto pretende investir e de quais critérios irá escolher para uma boa escolha. Mas se fosse para escolher apenas uma regra, eu me preocuparia com a segurança, afinal não quero uma bateria explodindo ou pegando fogo durante as produções.

Rig de câmera – Elevando o nível das filmagens com smartphones

Rig de câmera para smartphone
Rig de câmera para smartphone

Tenho certeza de que você que está lendo este post já fez algum vídeo utilizando seu smartphone. Isso é algo totalmente normal há alguns anos, mas já pensou em fazer isso profissionalmente? Saiba que existem muitos videomakers (profissionais responsáveis pela captação, edição e finalização de materiais audiovisuais) que trabalham com smartphones ao invés de câmeras dedicadas.

É claro que estes não saem à campo para filmar apenas com o smartphone, eles utilizam uma série de outros equipamentos que auxiliam suas produções. São eles: Microfones direcionais, lentes, filtros, LEDs de iluminação, receptores e gravadores de áudio, baterias, telas extras… dentre outros. Mas como manusear tudo isso e ainda assim filmar?

Neste ponto entram os Rigs (também conhecidos como cages ou “gaiolas”), eles são estruturas que funcionam como uma espécie de “exoesqueleto”. São muito comuns em Sets de gravação de vídeo pois permitem acoplar todos estes equipamentos extras à sua câmera (incluindo aqui aos smartphones). Rigs para smartphones são mais comuns do que imagina, acredite, muitas reportagens jornalísticas de TV são feitas com equipamentos assim. Na imagem acima temos dois exemplos de Rigs.

Certo, entendi basicamente para que servem, mas como escolher um? Aqui vão algumas dicas para ajudar. Primeiro olhe para o equipamento que já possui e o que ainda pretende adquirir antes de pensar neste acessório. Depois pense em quantos equipamentos vai acoplar. Eles cabem ao redor dele? Seu smartphone cabe nele? Se vai trocar de smartphone não compre um Rig exclusivo para o seu modelo atual. O Rig só pode ser utilizado “na mão” ou pode ser acoplado à um outros equipamentos como tripés, monopés, sliders…? São muitas variáveis a analizar antes de escolher um bom modelo.

Outra coisa a levar em consideração: Este não é o primeiro equipamento a adquirir. Antes melhore sua câmera (smartphone) e invista nos outros (Lentes, LEDs, microfones…) à medida em que forem necessários. Não adianta ter um Rig se não tiver o que acoplar.

Vou deixar aqui alguns exemplos interessantes de Rigs para você que deseja subir o nível de suas produções audiovisuais:

Beastgrip Pro

Beastgrip Pro
Beastgrip Pro

Este é o mais conhecido no meio. Neste é possível utilizar smartphones de diversos tamanhos diferentes e conta com adaptador de lentes (17mm e 37mm). Vem com cinco entradas de 1/4 e um “cold shoe” para acoplar diversos equipamentos (incluíndo tripé) e um grip lateral para utilizar na mão. Este é o Rig mais caro desta lista, mas também um dos melhores atualmente. Eles também vendem o Beastcage for iPhone, mas sinceramente não recomendo pois é apenas para modelos específicos de iPhones, ou seja, trocou o smartphone perdeu o Rig.

A empresa BeastGrip comercializa não apenas o Rig, mas também uma série de acessórios, incluíndo o DOF MK2 (adaptador para lentes DSLR).

Ulanzi U-Rig Metal e Ulanzi U Rig Pro

A chinesa Ulanzi é uma empresa especializada em produtos para fotografia e filmagem com acessórios de boa qualidade e preços mais acessíveis. Dois de seus Rig que recomendo são:

O U-Rig Metal, a versão mais completa de seus equipamentos para smartphones. Além de ser o mais resistente de todos os Rigs, já que conta com o corpo inteiro de metal, portanto mais pesado que os demais, pode ser utilizado com diversos acessórios. Conta com 2 “cold shoes”, 4 entradas de 1/4 e também um adaptador de lentes (17mm e 37mm). Praticamente cabem todos os mesmos equipamentos que os do Beastgrip Pro, incluíndo o DOF MK2. A vantagem do U-Rig Metal? Preço: Fácil de ser encontrado em sites chineses custando a metade do Beastgrip Pro.

Ulanzi U-Rig Metal
Ulanzi U-Rig Metal

O modelo U Rig Pro é a versão mais barata da Ulanzi. As diferenças deste para o modelo anterior ficam por conta do corpo de plástico, das entradas (3 “cold shoes” e 2 entradas de 1/4) e por não contar com adaptador para lentes. Este custa bem menos e pode ser facilmente encontrado em sites chineses. Caso goste destes fique atento pois há um modelo anterior sendo vendido que conta com menos entradas.

Ulanzi U Rig Pro
Ulanzi U Rig Pro

Evolution Pro

Este modelo da DREAMGRIP é bem similar aos anteriores mas com um visual diferente e desmontável. Isso permite que você troque suas partes por outras caso prefira. Sua estrutura é parte de metal parte de plástico. Este conta com 7 entradas de 1/4 e 2 “cold shoes” e um adaptador de lentes. E é neste ponto que este se destaca já que pode ser utilizado com lentes de 17mm, 37mm e 52mm nativamente.

DREAMGRIP EVOLUTION PRO
DREAMGRIP EVOLUTION PRO

O Evolution Pro também tem uma vantagem sobre os demais: Preço. O kit básico está posicionado entre o o Beastgrip Pro e o Ulanzi U-Rig Metal, mas já vem com dois filtros de lentes. Pagando um pouco mais pelo kit Evolution Mojo o pacote conta também com dois LEDs e um microfone shotgun. Para mais detalhes confira no site oficial. Lá também é possível adquirir outros acessórios.

Existem diversos outros modelos diferentes de Rigs para smartphones, mas estes são alguns dos mais interessantes e já permitem melhorar muito o seu fluxo de trabalho de filmagem. Espero que gostem.

Xiaomi Mi Sphere – Vale a pena comprar um câmera 360º?

Mi Sphere - Câmera 360º da Xiaomi
Mi Sphere – Câmera 360º da Xiaomi

A pergunta do título deste post é uma que sempre me fazia todas as vezes em que pensava em adquirir um equipamento deste tipo. É realmente algo que vale a compra ou uma moda passageira? Há realmente espaço para fotografia e filmagem em 360º?

Há um tempo atrás chegou para testes uma câmera que me ajudou a conhecer mais de perto o que dá para fazer com este tipo de equipamento. O modelo em questão é a Xiaomi Mi Sphere, que também pode ser chamada de Mijia 3.5K. Mas sejamos sinceros, para nós brasileiros uma câmera com nome de “Mijia” fica bem esquisito então vou chamar apenas de Mi Sphere.

Nomes à parte, o que esta câmera é capaz de fazer? Simples e direto: Imagens e filmagens em 360º de forma extremamente simples e com qualidade impressionante. Estou falando de um equipamento que tem a metade do tamanho de um smartphone médio e que conta com um leque impressionante de recursos.

Para ter uma idéia, algumas das resoluções de vídeo: 2304×1152(30fps), 2304×1152(60fps), 3456×1728(30fps), ou seja 3.5K em 360º. Quer mais? GPS, Wi-FI (802.11 b/g/n, 2.4GHz e alcance de até 50 metros), IP67 (sim fotógrafos e filmmakers radicais, pode molhar um pouco), sistema eletrônico de estabilização de imagens em 6 eixos (3-eixos no giroscópio + 3-eixos no acelerômetro), processador de imagens Ambarella A12 e suporta cartões (oficialmente) de até 128GB. Pode ser utilizada sozinha ou em companhia de seu smartphone (iOS e/ou Android).

Resumindo a sopa de letrinhas acima: É muita tecnologia em um espaço tão pequeno. Me surpreendeu positivamente como isso tudo coube ali e fiquei ainda mais impressionado com o resultado final. As imagens/filmagens tem uma qualidade excelente.

Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere
Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere

Aliado a isso há o aplicativo nativo da Xiaomi chamado Mi Sphere Camera (iOS e Android) que entrega uma boa relação entre recursos, facilidade de uso e rede social para fans de 360º. Não vou detalhar agora a sua rede social pois pretendo escrever depois sobre esta e outras semelhantes. 

Na minha opinião a câmera é ótima e vale cada centavo cobrado por ela, mesmo com as  ressalvas que irei detalhar mais abaixo.

Ponto positivo – Facilidade de uso

A qualidade das fotos poderia entrar aqui, mas como já falei sobre isso acima vamos para o outro ponto. Com um aparelho assim é tão fácil filmar/fotografar que me faz pensar no porquê as outras câmeras, sejam elas profissionais ou mesmo smartphones, não podem simplificar o uso.

Imagine a seguinte cena: Férias em algum lugar bonito com sua família e quer registrar isso. Neste momento tira o smartphone do bolso, pede para todos ficarem juntos, abre seu aplicativo de fotos, olha na tela e faz a foto/filme. Com uma DSLR o processo é igual mas precisa trocar a lente, fazer alguns ajustes de foco, de luz, ISO… Sem dúvida a foto ficará ótima, seja com um ou outro aparelho citado, mas pense no tempo que levou.

Com esta câmera basta tirar do bolso (já falei que é pequena?) e apertar um botão. Não precisa pedir para as pessoas ficarem juntas, apontar a lente para elas, abrir aplicativo… Nada. Como ela registra tudo ao seu redor só é preciso tocar no botão e vá curtir o momento. Como falei, facilidade de uso.

Pontos negativos

A bateria tem apenas 1600mAH/3.8V. Mantendo o Wi-fi desligando a empresa promete 90 minutos de gravação de vídeo e 75 minutos mantiver ligado. Se deixar o GPS ligado e mantendo a transferência automática de arquivos para o smartphone a queda na autonomia cai consideravelmente. Sendo assim lembre-se de sempre levar uma bateria extra quando for sair com ela.

Outro ponto negativo é o calor que ela gera. Não sei como é o processamento interno, mas com poucos minutos de uso ela fica bastante quente, imagino que pelo fato de ser selada para não entrar água e/ou poeira. Ainda bem que ela consegue esfriar rápido quando desligada.

Acessórios para Mi Sphere

A Mi Sphere já vem com um mini-tripé bem prático e que pode ser utilizado como mini selfie stick (me recuso a chamar de “pau de selfie”). Já resolve bem e quebra um galho para a maioria das fotos. Mas recomendo muito a compra do selfie stick oficial da Xiaomi para este aparelho. Primeiro porque ele conta com botão multi-uso para ligar/desligar, escolher modos (fotografia ou filmagem) e tudo isso sem necessitar de bateria. Basta encostar aos conectores abaixo da Mi Sphere. É um acessório necessário? Na verdade não, mas ele facilita muito o uso e de quebra desaparece nas fotos e filmagens já que é tão fino que fica entre as duas lentes (frontal e traseira)

Existe um controle remoto para a Mi Sphere que pode ser encontrado em sites como Amazon, GearBest e outros. Mas este é algo que não sei se vale a pena já que o aplicativo para smartphones permite fazer a mesma função. Talvez para quem resolva trabalhar profissionalmente com esta câmera seja algo que valha o investimento.

Já vi algumas pessoas utilizarem a Mi Sphere em drones e o resultado ficou muito interessante, infelizmente não tenho um drone por aqui para poder testar pessoalmente. Se alguém quiser emprestar um para isso é só falar.

Onde utilizar fotos 360º?

Hoje vários serviços online estão preparados para a publicação de fotos e vídeos em 360º. Youtube, Facebook, Google Street View só para citar os mais famosos e utilizados. No Instagram é possível desde que você edite o vídeo/foto para mostrar o ambiente. Além destes existem redes sociais próprias para 360º como a VeerR. Esta rede conta com nomes de peso com Oculus, Windows Mixed Reality, Vive, Mi, Oculus Go, Samsung Gear VR e Daydream. Me parece ser a maior rede atualmente focada em 360º e realidade virtual.

Além de tudo isso há ainda a possibilidade de visualizar o material gerado com ela através de óculos de realidade virtual. É muito prático para mostrar algum local e passar a sensação de imersão. Imagine as possibilidades: Fotos de viagens, seu negócio, incrementar o Google Street View, venda/aluguel de imóveis… solte a imaginação.

Um detalhe pessoal que gostaria de compartilhar. Depois de tanto testar e publicar fotos hoje sou um fotógrafo com selo de confiança do GOOGLE Street View. Isso quer dizer que se alguém ai tiver interesse em publicar seu negócio em 360º para o mundo estou à disposição.

Certificação de Confiança do GOOGLE Street View
Certificação de Confiança do GOOGLE Street View

Relógios de corrida TomTom são descartáveis?

Bateria morrendo antes da hora? Obsolescência programada? Há solução? Calma que talvez o problema seja fácil de resolver.
Bateria morrendo antes da hora? Obsolescência programada? Há solução? Calma que talvez o problema seja fácil de resolver.

Sempre que tenho um produto em mãos que merece elogios o faço com prazer aqui no site, afinal merecem. Independente de serem emprestados por empresas (nunca me pagaram por isso) ou mesmo adquiridos, o que vale são os resultados obtidos em testes. Da mesma maneira, quando o produto é ruim me sinto na obrigação de também deixar minha opinião. Garmin que o diga, já elogiei e critiquei bastante seus produtos.

Sendo assim hoje venho deixar minha crítica à TomTom sobre um dos seus produtos mais procurados por corredores de rua: TomTom Spark 3. Já vi muito Youtuber ir à eventos de corrida rasgar elogios aos relógios da marca mas não encontrei nenhum deles sequer comentar sobre um problema que parece ser bastante comum aos relógios dela: “Morte programada da bateria”.

O problema

Há pouco mais de um ano minha esposa adquiriu um relógio TomTom Spark 3. O aparelho é super completo, faz medições para vários tipos de esportes diferentes, GPS rápido, à prova d’água, medidor de batimentos cardíacos sem necessidade de fita no peito, aplicativo, marcação de treino, Bluetooth, armazenamento de músicas na memória interna e uma série de outros recursos legais. Mas, e aqui começa o problema, ele aparentemente tem prazo curto de vida.

O relógio em questão começou a apresentar uma mensagem na tela informando falta de energia mesmo tendo acabado de ser carregado completamente. Nas primeiras vezes bastava conectar novamente o carregador que voltava ao normal. Mas de uma hora para a outra parou de vez e mesmo repetindo este procedimento, ao final da carga voltava a apresentar a mesma informação.

Se fosse um aparelho com muitos anos de uso e que tivesse acabando assim os ciclos de vida da bateria eu até entenderia, bateria realmente tem tempo útil, mas não me parece ser o caso. Só para comparação tenho um Suunto Ambit 3 Sport com três anos de uso constante. Já realizei 800 treinos com ele (sim, eu contei) e até hoje funciona muito bem. Já este TomTom em questão tem apenas UM ano e pouco e foi utilizado somente 140 vezes.

Estranhei o fato dele com tão pouco tempo começar a alertar sobre problema de bateria. Em uma rápida busca por informações encontrei muitos casos de outras pessoas relatando o mesmo. No ReclameAqui e no YouTube (um exemplo) há vários relatos e todos dizem o mesmo: Depois de um ano e pouco começaram a apresentar a mesma mensagem de problema de bateria. No fórum oficial da TomTom (em inglês) encontrei reclamações de até seis anos atrás, com mais de dezoito mil visualizações, relatando este mesmo defeito.

Entrei em contato com a assistência técnica e me informaram o mesmo que li nos relatos: “A TomTom não presta manutenção em seus relógios e não troca bateria, ao invés disso dá 50% de desconto para a compra de outro”. Parece uma resposta padrão e é isso. Quer compre outro, não tem o que fazer.

Óbvio que uma resposta como essa não me agradou ou passou o mínimo de profissionalismo. Eles sequer tentaram fazer algum teste para verificar se era realmente problema de bateria. Foi um “cliente, toma ai um desconto e se quiser compra outro”.

Solução

Resolvi investigar mais um pouco antes de tomar alguma decisão sobre o que fazer e nisso acabei deixando o relógio de lado por alguns dias. Foi então que reparei na falha do discurso do suporte e da mensagem no relógio. Como é que um aparelho com bateria estragada, a ponto de não deixar fazer mais nada, fica uma semana inteira com a tela ligada mostrando que está sem bateria? Como é possível isso? Se não tem bateria, qualquer aparelho que seja desliga. Simples assim.

Baixei o programa TomTom Sports Connect para meu computador, conectei o relógio com o cabo carregador e atualizei o sistema dele. Sabem o que aconteceu? Voltou a funcionar normalmente como se nunca tivesse tido problema algum. O relógio está em funcionamento há uma semana e nada de apresentar a mensagem de bateria ruim.

Opinião

Como é que a TomTom e o seu suporte não fizeram um teste assim com tantas reclamações de seus clientes? Não é um problema novo e não é de um produto apenas, o mesmo acontece com vários relógios diferentes. Para mim ficou aquela impressão de “obsolescência programada” já que todos os relatos que li dizem a mesma coisa: Um ano, um ano e pouco de uso (logo depois de acabar a garantia) e dá-lhe mensagem de bateria estragada sem aparentemente estar estragada. Claro que não são em todos os relógios da marca que acontece isso, do contrário já teriam boicotado a empresa há muito tempo, mas que parece mesmo ter algo de errado ai parece.

Se você que está lendo isso estiver passando por este problema, tente fazer o que fiz. Fico na torcida para que dê certo. Agora, se você não tem relógio desta marca e está pensando em adquirir um… pense novamente nisso e pesquise outras opções. Não custa nada fazer isso antes.