A importância de baterias extras para videomakers

A importância de baterias extras para videomakers
A importância de baterias extras para videomakers

O desempenho de energia dos smartphones tem melhorado, mas ainda assim está sempre aquém do que gostaríamos. Se para uso “comum” as baterias não duram muito, imaginem então nas mãos de um videomaker que faz um uso um pouco mais intenso produzindo vídeos mais pesados. Trabalhar com filmagens, ou mesmo edição de vídeos, faz com que a bateria acabe logo. Se estiver filmando em 1080p ou 4K, com 60fps, microfone externo ligado… ai é que a energia será drenada ainda mais rápido.

As baterias externas, também conhecidas como Power Banks, ajudam muito neste sentido já que possibilitam continuar trabalhando mesmo longe de tomadas. Dependendo de onde for o set de filmagem estas últimas sequer existem por perto. Então NUNCA saia para gravar vídeos sem levar uma boa fonte de energia contigo, você não quer perder uma produção porque ficou sem bateria.

Há diversas boas opções de baterias no mercado, mas nem todas são bons investimentos quando se pensa em filmagem. Vou aqui deixar como sugestão quais os critérios levo em consideração na hora de escolher um Power Bank.

Meus critérios

Uma das principais questões a avaliar quando adquiro uma é a sua capacidade (mAh). É ela que vai dizer quantas vezes seu equipamento será carregado. O problema é que nunca é possível utilizar toda a energia armazenada. Sempre há perda na transferência de energia entre a bateria e o equipamento conectado. Sendo assim, para resolver isso, quanto maior for a capacidade do Power Bank melhor. Se a idéia é manter sua câmera ou smartphone sempre à postos para filmar invista em muita capacidade. 

Então uma grande capacidade é importante, mas como aqui estou focando no trabalho de filmagem e edição existem outros detalhes a considerar.

Um exemplo de detalhe a se pensar é a facilidade de transporte. Um Power Bank sozinho pode não ser uma grande preocupação mas somado a todo o resto do equipamento de filmagem pode ser um peso extra bem incômodo. A maioria dos modelos tem um tamanho bom, mas já vi uma  de 50.000mAh que pesa um quilo e meio. Normalmente quanto maior for a bateria, mais capacidade tem e vice-versa. Tamanho e peso vão influenciar também em transporte e armazenagem. Não compre uma muito grande se não for realmente necessário.

Também considere o tempo de transferência e o tempo de carga. O primeiro é o tempo em que tal bateria levará para transferir energia ao(s) seu(s) equipamento e o segundo o tempo que ela leva para ser abastecida de energia. Consulte as informações no manual do Power Bank. Alguns modelos contam também com um sistema de carregamento inteligente. Isso faz com que identifiquem a amperagem do equipamento conectado e otimize o processo de transferência de energia.

Você não quer passar por isso
Você não quer passar por isso

Considere também quantos equipamentos precisará carregar durante suas filmagens. Pode ser que mais de um necessite ao mesmo tempo de energia. Sendo assim, quanto mais portas de saída o Power Bank tiver melhor. Mas quais são as melhores portas de saída? USB-A, USB-C, micro-USB, Lightning, Qi (indução)…? Existem várias opções diferentes no mercado mas não são todas que irão lhe atender bem. Não escolha uma bateria baseando-se apenas no modelo de saída de energia, mas também na entrada do que será carregado. Porque comprar, por exemplo, uma com USB-C se seus dispositivos não trabalham com esta porta? 

Também não adianta procurar a tão falada “carga rápida” se seus equipamentos não são compatíveis com isso. Procure uma que transfira na maior velocidade que seu dispositivo permita receber. O importante é não ficar sem bateria durante uma produção de vídeo. Sendo assim, considerando este contexto, não recomendo se preocupar com baterias que transfiram energia por indução (padrão Qi), elas são lentas. Ao invés de investir mais dinheiro neste recurso, invista em mais capacidade de energia.

Um dos itens mais importantes a ser levado em consideração na hora de escolher qual modelo comprar, mas que vejo muita gente “se esquecer” disso, é a qualidade. Fuja daqueles Power Banks baratinhos vendidos no semáforo, em portas de mercados, feiras ou no camelô da esquina. Eles só servem para gastar dinheiro e ainda oferecem risco de explosão. Várias destas baterias sequer passaram por algum teste de qualidade. Basta fazer uma procura por “Power Bank explodindo” no Youtube e você fará uma idéia do perigo que elas oferecem.

De mãos dadas à qualidade é claro que vem a segurança. Não adquira uma Power Bank que não forneçam proteção contra cargas e descargas excessivas, contra curtos-circuitos ou temperaturas elevadas.

E por fim, escolha bem o carregador que irá utilizar para abastecer a energia da bateria. Normalmente os Power Banks não vem com carregadores, então vale a pena investir também nisso. Basicamente lembre-se das dicas anteriores sobre qualidade e segurança. O mesmo vale também para os cabos que irá conectar seus equipamentos, na dúvida, use sempre originais.

Qual bateria comprar?

Já utilizei vários modelos diferentes e seguindo as sugestões acima nunca tive problemas em carregar meus dispositivos. As minhas antigas baterias, modelo TurboCharger, uma com 5.000mAh e outra com 7.000mAh, com anos de uso, ainda atendem muito bem no dia a dia. Mas conforme o trabalho de produção de vídeos vai aumentando a necessidade de mais capacidade também vai ficando cada vez maior. Filmar em 1080p ou 4K, as vezes com 60fps, suga a energia do smartphone. 

Hoje, uma bateria que está me atendendo de maneira excelente é o Power Bank 2C da Xiaomi com 20.000mAh (mais que as minhas duas antigas juntas). Ela se enquadra em todos os critérios acima, me dá muita autonomia longe de uma tomada e é bem discreta, mesmo sendo branca. Suporta carga e descarga rápidas, vem com controlador de carga USB integrado, permite carga de baixa corrente (para dispositivos pequenos) e outros detalhes aqui e ali.

Power Bank 2C 20.000mAh - Xiaomi
Power Bank 2C 20.000mAh – Xiaomi

Mas e ai? Qual Power Bank adquirir? Qual é o melhor? A resposta correta vai depender de sua necessidade, de quanto pretende investir e de quais critérios irá escolher para uma boa escolha. Mas se fosse para escolher apenas uma regra, eu me preocuparia com a segurança, afinal não quero uma bateria explodindo ou pegando fogo durante as produções.

Rig de câmera – Elevando o nível das filmagens com smartphones

Rig de câmera para smartphone
Rig de câmera para smartphone

Tenho certeza de que você que está lendo este post já fez algum vídeo utilizando seu smartphone. Isso é algo totalmente normal há alguns anos, mas já pensou em fazer isso profissionalmente? Saiba que existem muitos videomakers (profissionais responsáveis pela captação, edição e finalização de materiais audiovisuais) que trabalham com smartphones ao invés de câmeras dedicadas.

É claro que estes não saem à campo para filmar apenas com o smartphone, eles utilizam uma série de outros equipamentos que auxiliam suas produções. São eles: Microfones direcionais, lentes, filtros, LEDs de iluminação, receptores e gravadores de áudio, baterias, telas extras… dentre outros. Mas como manusear tudo isso e ainda assim filmar?

Neste ponto entram os Rigs (também conhecidos como cages ou “gaiolas”), eles são estruturas que funcionam como uma espécie de “exoesqueleto”. São muito comuns em Sets de gravação de vídeo pois permitem acoplar todos estes equipamentos extras à sua câmera (incluindo aqui aos smartphones). Rigs para smartphones são mais comuns do que imagina, acredite, muitas reportagens jornalísticas de TV são feitas com equipamentos assim. Na imagem acima temos dois exemplos de Rigs.

Certo, entendi basicamente para que servem, mas como escolher um? Aqui vão algumas dicas para ajudar. Primeiro olhe para o equipamento que já possui e o que ainda pretende adquirir antes de pensar neste acessório. Depois pense em quantos equipamentos vai acoplar. Eles cabem ao redor dele? Seu smartphone cabe nele? Se vai trocar de smartphone não compre um Rig exclusivo para o seu modelo atual. O Rig só pode ser utilizado “na mão” ou pode ser acoplado à um outros equipamentos como tripés, monopés, sliders…? São muitas variáveis a analizar antes de escolher um bom modelo.

Outra coisa a levar em consideração: Este não é o primeiro equipamento a adquirir. Antes melhore sua câmera (smartphone) e invista nos outros (Lentes, LEDs, microfones…) à medida em que forem necessários. Não adianta ter um Rig se não tiver o que acoplar.

Vou deixar aqui alguns exemplos interessantes de Rigs para você que deseja subir o nível de suas produções audiovisuais:

Beastgrip Pro

Beastgrip Pro
Beastgrip Pro

Este é o mais conhecido no meio. Neste é possível utilizar smartphones de diversos tamanhos diferentes e conta com adaptador de lentes (17mm e 37mm). Vem com cinco entradas de 1/4 e um “cold shoe” para acoplar diversos equipamentos (incluíndo tripé) e um grip lateral para utilizar na mão. Este é o Rig mais caro desta lista, mas também um dos melhores atualmente. Eles também vendem o Beastcage for iPhone, mas sinceramente não recomendo pois é apenas para modelos específicos de iPhones, ou seja, trocou o smartphone perdeu o Rig.

A empresa BeastGrip comercializa não apenas o Rig, mas também uma série de acessórios, incluíndo o DOF MK2 (adaptador para lentes DSLR).

Ulanzi U-Rig Metal e Ulanzi U Rig Pro

A chinesa Ulanzi é uma empresa especializada em produtos para fotografia e filmagem com acessórios de boa qualidade e preços mais acessíveis. Dois de seus Rig que recomendo são:

O U-Rig Metal, a versão mais completa de seus equipamentos para smartphones. Além de ser o mais resistente de todos os Rigs, já que conta com o corpo inteiro de metal, portanto mais pesado que os demais, pode ser utilizado com diversos acessórios. Conta com 2 “cold shoes”, 4 entradas de 1/4 e também um adaptador de lentes (17mm e 37mm). Praticamente cabem todos os mesmos equipamentos que os do Beastgrip Pro, incluíndo o DOF MK2. A vantagem do U-Rig Metal? Preço: Fácil de ser encontrado em sites chineses custando a metade do Beastgrip Pro.

Ulanzi U-Rig Metal
Ulanzi U-Rig Metal

O modelo U Rig Pro é a versão mais barata da Ulanzi. As diferenças deste para o modelo anterior ficam por conta do corpo de plástico, das entradas (3 “cold shoes” e 2 entradas de 1/4) e por não contar com adaptador para lentes. Este custa bem menos e pode ser facilmente encontrado em sites chineses. Caso goste destes fique atento pois há um modelo anterior sendo vendido que conta com menos entradas.

Ulanzi U Rig Pro
Ulanzi U Rig Pro

Evolution Pro

Este modelo da DREAMGRIP é bem similar aos anteriores mas com um visual diferente e desmontável. Isso permite que você troque suas partes por outras caso prefira. Sua estrutura é parte de metal parte de plástico. Este conta com 7 entradas de 1/4 e 2 “cold shoes” e um adaptador de lentes. E é neste ponto que este se destaca já que pode ser utilizado com lentes de 17mm, 37mm e 52mm nativamente.

DREAMGRIP EVOLUTION PRO
DREAMGRIP EVOLUTION PRO

O Evolution Pro também tem uma vantagem sobre os demais: Preço. O kit básico está posicionado entre o o Beastgrip Pro e o Ulanzi U-Rig Metal, mas já vem com dois filtros de lentes. Pagando um pouco mais pelo kit Evolution Mojo o pacote conta também com dois LEDs e um microfone shotgun. Para mais detalhes confira no site oficial. Lá também é possível adquirir outros acessórios.

Existem diversos outros modelos diferentes de Rigs para smartphones, mas estes são alguns dos mais interessantes e já permitem melhorar muito o seu fluxo de trabalho de filmagem. Espero que gostem.

Xiaomi Mi Sphere – Vale a pena comprar um câmera 360º?

Mi Sphere - Câmera 360º da Xiaomi
Mi Sphere – Câmera 360º da Xiaomi

A pergunta do título deste post é uma que sempre me fazia todas as vezes em que pensava em adquirir um equipamento deste tipo. É realmente algo que vale a compra ou uma moda passageira? Há realmente espaço para fotografia e filmagem em 360º?

Há um tempo atrás chegou para testes uma câmera que me ajudou a conhecer mais de perto o que dá para fazer com este tipo de equipamento. O modelo em questão é a Xiaomi Mi Sphere, que também pode ser chamada de Mijia 3.5K. Mas sejamos sinceros, para nós brasileiros uma câmera com nome de “Mijia” fica bem esquisito então vou chamar apenas de Mi Sphere.

Nomes à parte, o que esta câmera é capaz de fazer? Simples e direto: Imagens e filmagens em 360º de forma extremamente simples e com qualidade impressionante. Estou falando de um equipamento que tem a metade do tamanho de um smartphone médio e que conta com um leque impressionante de recursos.

Para ter uma idéia, algumas das resoluções de vídeo: 2304×1152(30fps), 2304×1152(60fps), 3456×1728(30fps), ou seja 3.5K em 360º. Quer mais? GPS, Wi-FI (802.11 b/g/n, 2.4GHz e alcance de até 50 metros), IP67 (sim fotógrafos e filmmakers radicais, pode molhar um pouco), sistema eletrônico de estabilização de imagens em 6 eixos (3-eixos no giroscópio + 3-eixos no acelerômetro), processador de imagens Ambarella A12 e suporta cartões (oficialmente) de até 128GB. Pode ser utilizada sozinha ou em companhia de seu smartphone (iOS e/ou Android).

Resumindo a sopa de letrinhas acima: É muita tecnologia em um espaço tão pequeno. Me surpreendeu positivamente como isso tudo coube ali e fiquei ainda mais impressionado com o resultado final. As imagens/filmagens tem uma qualidade excelente.

Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere
Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere

Aliado a isso há o aplicativo nativo da Xiaomi chamado Mi Sphere Camera (iOS e Android) que entrega uma boa relação entre recursos, facilidade de uso e rede social para fans de 360º. Não vou detalhar agora a sua rede social pois pretendo escrever depois sobre esta e outras semelhantes. 

Na minha opinião a câmera é ótima e vale cada centavo cobrado por ela, mesmo com as  ressalvas que irei detalhar mais abaixo.

Ponto positivo – Facilidade de uso

A qualidade das fotos poderia entrar aqui, mas como já falei sobre isso acima vamos para o outro ponto. Com um aparelho assim é tão fácil filmar/fotografar que me faz pensar no porquê as outras câmeras, sejam elas profissionais ou mesmo smartphones, não podem simplificar o uso.

Imagine a seguinte cena: Férias em algum lugar bonito com sua família e quer registrar isso. Neste momento tira o smartphone do bolso, pede para todos ficarem juntos, abre seu aplicativo de fotos, olha na tela e faz a foto/filme. Com uma DSLR o processo é igual mas precisa trocar a lente, fazer alguns ajustes de foco, de luz, ISO… Sem dúvida a foto ficará ótima, seja com um ou outro aparelho citado, mas pense no tempo que levou.

Com esta câmera basta tirar do bolso (já falei que é pequena?) e apertar um botão. Não precisa pedir para as pessoas ficarem juntas, apontar a lente para elas, abrir aplicativo… Nada. Como ela registra tudo ao seu redor só é preciso tocar no botão e vá curtir o momento. Como falei, facilidade de uso.

Pontos negativos

A bateria tem apenas 1600mAH/3.8V. Mantendo o Wi-fi desligando a empresa promete 90 minutos de gravação de vídeo e 75 minutos mantiver ligado. Se deixar o GPS ligado e mantendo a transferência automática de arquivos para o smartphone a queda na autonomia cai consideravelmente. Sendo assim lembre-se de sempre levar uma bateria extra quando for sair com ela.

Outro ponto negativo é o calor que ela gera. Não sei como é o processamento interno, mas com poucos minutos de uso ela fica bastante quente, imagino que pelo fato de ser selada para não entrar água e/ou poeira. Ainda bem que ela consegue esfriar rápido quando desligada.

Acessórios para Mi Sphere

A Mi Sphere já vem com um mini-tripé bem prático e que pode ser utilizado como mini selfie stick (me recuso a chamar de “pau de selfie”). Já resolve bem e quebra um galho para a maioria das fotos. Mas recomendo muito a compra do selfie stick oficial da Xiaomi para este aparelho. Primeiro porque ele conta com botão multi-uso para ligar/desligar, escolher modos (fotografia ou filmagem) e tudo isso sem necessitar de bateria. Basta encostar aos conectores abaixo da Mi Sphere. É um acessório necessário? Na verdade não, mas ele facilita muito o uso e de quebra desaparece nas fotos e filmagens já que é tão fino que fica entre as duas lentes (frontal e traseira)

Existe um controle remoto para a Mi Sphere que pode ser encontrado em sites como Amazon, GearBest e outros. Mas este é algo que não sei se vale a pena já que o aplicativo para smartphones permite fazer a mesma função. Talvez para quem resolva trabalhar profissionalmente com esta câmera seja algo que valha o investimento.

Já vi algumas pessoas utilizarem a Mi Sphere em drones e o resultado ficou muito interessante, infelizmente não tenho um drone por aqui para poder testar pessoalmente. Se alguém quiser emprestar um para isso é só falar.

Onde utilizar fotos 360º?

Hoje vários serviços online estão preparados para a publicação de fotos e vídeos em 360º. Youtube, Facebook, Google Street View só para citar os mais famosos e utilizados. No Instagram é possível desde que você edite o vídeo/foto para mostrar o ambiente. Além destes existem redes sociais próprias para 360º como a VeerR. Esta rede conta com nomes de peso com Oculus, Windows Mixed Reality, Vive, Mi, Oculus Go, Samsung Gear VR e Daydream. Me parece ser a maior rede atualmente focada em 360º e realidade virtual.

Além de tudo isso há ainda a possibilidade de visualizar o material gerado com ela através de óculos de realidade virtual. É muito prático para mostrar algum local e passar a sensação de imersão. Imagine as possibilidades: Fotos de viagens, seu negócio, incrementar o Google Street View, venda/aluguel de imóveis… solte a imaginação.

Um detalhe pessoal que gostaria de compartilhar. Depois de tanto testar e publicar fotos hoje sou um fotógrafo com selo de confiança do GOOGLE Street View. Isso quer dizer que se alguém ai tiver interesse em publicar seu negócio em 360º para o mundo estou à disposição.

Certificação de Confiança do GOOGLE Street View
Certificação de Confiança do GOOGLE Street View

Osmo Mobile 2 – Este estabilizador para filmagens com smartphones vale a compra?

Gimbal Osmo Mobile 2
Gimbal Osmo Mobile 2

Há algum tempo tenho me dedicado a um dos meus hobbies prediletos: produção de vídeos. Para isso, além de estar estudando sobre captura de imagens, ângulos, iluminação… o estudo de edição de vídeos também se tornou uma constante. Mas claro que para isso também tenho lido e testado alguns equipamentos e acessórios tais como tripés, sliders, dolly skaters e outros. Neste sentido recentemente adquiri um equipamento que sempre tive curiosidade de testar, um gimbal.

Um gimbal, a grosso modo, é um suporte para sua câmera que consegue estabilizar o movimento, por exemplo, de caminhar enquanto filma. Para quem faz vídeos parados (você sentado em frente à uma câmera como a maioria dos Youtubers) pode até ser um acessório dispensável, mas se pretende gravar em movimento e com mais qualidade a coisa muda bastante com um destes.

Osmo Mobile 2 em detalhes

O gimbal em questão que tenho testado é o Osmo Mobile 2, um acessório da DJI (famosa pelos seus drones), mas este é específico para uso de smartphones. A empresa comercializa outros modelos deste tipo de equipamento para uso com diversos tipos de câmera, inclusive uma versão antiga também para smartphones. Esta nova versão, lançada este ano, veio para aprimorar ainda mais a experiência do primeiro Osmo Mobile.

Uma das novidades deste em relação ao antigo é a possibilidade de filmar com o smartphone na vertical. Não é algo que pessoalmente me agrada muito, mas para quem gosta de fazer vídeos para os Stories (Instagram, IGTV e outros) ajuda bastante.

Balanceamento

Ao “instalar” o smartphone no gimbal é preciso balanceá-lo para que fique no melhor equilíbrio possível. Isso faz com que sua filmagem fique sempre na posição correta, elimine quase que por completo o balanço ao caminhar e também ajuda a poupar bateria do acessório. Do contrário ele fará “mais força” para tentar corrigir tudo isso. No vídeo abaixo é mais fácil entender como funciona.

Utilizando o Osmo Mobile 2

O uso deste gimbal é bem mais simples do que eu imaginava, mesmo tendo ele diversos recursos que fazem a filmagem ficar com um ar de profissional. Após a instalação do aplicativo padrão e o balanceamento (ver acima) ele já está pronto para uso. Requer um pouco de treino para acostumar com o posicionamento dos botões, virar para um lado e para outro, para cima e para baixo… mas nada complicado e em alguns minutos já dá para começar a brincadeira. Além disso dá para ajustar, nas configurações, a velocidade dos movimentos além de inverter a direção do joystick.

Pode parecer um tanto estranho falar em mudar a direção do joystick mas para mim foi mais lógico fazer assim. Na configuração padrão ao pressionar para a esquerda a câmera vira para a direita e vice-versa. Funciona assim? Sim, mas leva tempo para o cérebro compreender que você está indicando que ao apontar o joystick para um lado é aquela lateral correspondente do smartphone que irá para frente. Preferi fazer a inversão para indicar com o joystick para que lado ele deve virar a câmera e assim ficou bem mais fácil controlar o Osmo Mobile 2.

Botões

O aparelho conta com quatro botões que permitem fazer praticamente tudo, o resto se faz tocando a tela do smartphone. Na lateral há um botão deslizante que serve para aumentar/diminuir o zoom, na frente um outro vermelho de disparo tanto para fotografia quanto para filmagem e o já citado joystick para direcionar a câmera. 

Botões e conexões

Abaixo destes, marcado com a letra M, há um botão multiuso. Ele serve para ligar/desligar o Osmo Mobile 2, para alternar entre câmera frontal e traseira, para travar/soltar o movimento de subida/descida da câmera e também para fazer com que ela volte para a posição inicial. Para tudo isso é preciso decorar a quantidade de cliques para cada uma destas funções.

Recursos

Através do aplicativo original é possível ter acesso a uma série de recursos que tornam o Osmo Mobile 2 tão incrível. Funcionalidade como Timelapse, tão comum em diversos aplicativos de filmagem (incluíndo o nativo do iPhone) é expandida e levada a outro nível. Além da funcionalidade normal deste tipo de filmagem o conjunto aplicativo/gimbal permite fazer Hyperlapse e Motionlapse.

O Timelapse comum é aquela técnica em que a câmera fica parada e registra diversas fotos em sequencia com intervalos curtos entre elas e no final forma-se um vídeo com isso. Já o Hyperlapse segue a mesma ideia, mas com você que está filmando em movimento. Já o Motionlapse o gimbal fica parado mas a câmera vai virando de um lado para outro onde é possível escolher inclusive diversos pontos nos quais ela irá apontar.

Claro que recursos como filmagem normal, câmera lenta, iluminação, foco e outros fazem parte do pacote como era de se esperar. Mas um outro recurso extra é, na minha opinião, o mais interessante. Há uma configuração bem simples de utilizar que permite travar o foco em determinado objeto/pessoa. Muito útil para quem gosta de se filmar (Youtubers) já que com esta função o smartphone no gimbal fica seguindo o “alvo”.

Uma novidade neste aparelho em relação ao seu modelo anterior é que a bateria interna (que chega a  durar até 15 horas de uso) pode também carregar a bateria do smartphone. Basta conectar um cabo na porta traseira do gimbal e no seu celular. Dá até mesmo para carregar a bateria interna ao mesmo tempo em que se carrega a do smartphone.

Aplicativo(s)

O aplicativo padrão, DJI GO, é bem completo e trás diversos recursos bem interessantes para a dupla smartphone/gimbal, é a melhor opção para utilizar o Osmo Mobile 2. Ele na verdade é o mesmo utilizado para manusear outros produtos da DJI como outros gimbals e até seus drones. Dentro dele há também um editor de vídeos, a Skypixel, uma rede social estilo Instagram para usuários de produtos da DJI, acesso à loja, forum, suporte, programa de afiliados e o Flight Records que mostra seus dados de voos com drones.

Reparou que neste tópico eu disse “aplicativo(S)”, no plural? Pois é, o DJI GO não é o único que consegue controlar o Osmo Mobile 2. Há um outro aplicativo chamado FILMIC Pro que também consegue. Este é, na opinião de diversos profissionais da área de filmagens (e na minha também), o melhor aplicativo do tipo para os iPhones. É o que conta com os recursos de filmagem mais avançados que conheço.

Não vou entrar em detalhes sobre este aplicativo aqui, tem tantos recursos que daria para vários posts. Mas para ter uma ideia do que ele é capaz, vários dos melhores “cineastas móveis” profissionais o utilizam inclusive para gravar longa-metragens (alguém ainda usa este termo?). O FILMIC tem um custo de R$50,00, uma compra interna de R$32,90 e um aplicativo extra para controle/tela extra de também R$32,90. É uma brincadeira bem cara, então é melhor deixar para os profissionais da área e ficar com o DJI GO mesmo já que é gratuito.

Acessórios

O Osmo Mobile 2 por si só já é uma grande aquisição e não precisa de mais nada extra, mas ainda assim ele pode ser acrescido de acessórios diversos caso necessite. Na parte inferior há uma conexão padrão de acessórios de fotografia/filmagem, assim dá para utilizá-lo em tripés, sliders, tiras de pulso/pescoço, com a base própria (vendida à parte), suporte para microfone e/ou iluminação… o céu o bolso é o limite.

Vale a pena comprar?

Se você não se interessa por fazer filmagens mais fluidas/niveladas e está satisfeito com o resultado que produz apenas com seu smartphone digo para guardar seu dinheiro para outra coisa. Mas se pretende melhorar seus vídeos e produzir com qualidade semi-profissional, se é um Youtuber, aspirante a cinegrafista ou algo do tipo vá lá e compre um destes para ontem. Vale cada centavo.

Quanto custa? Em “terra brasilis” está saindo em torno de R$1400,00, mas em vários sites estrangeiros dá para pagar a metade disso. Só torça para não ser taxado na Receita Federal. Isso pode acabar deixando pelo mesmo preço cobrado por aqui e ainda ter de esperar quase uma eternidade para chegar.

Claro que eu não deixaria de postar um vídeo que gravei utilizando o Osmo Mobile 2. Dêem uma olhada abaixo para tirar suas próprias conclusões sobre o resultado:

Como resolver o problema de sincronização e/ou pareamento da Mi Band 2

Como resolver o problema de sincronização e/ou pareamento da Mi Band 2
Como resolver o problema de sincronização e/ou pareamento da Mi Band 2

Se você chegou até este post muito provavelmente está passando por um dos dois problemas mais comuns da pulseira Mi Band 2 da Xiaomi. Sei que este não é um gadget novo e que há inclusive boatos de uma versão 3 no forno, mas como passei por isso e tive de descobrir na marra como resolver estes problemas achei melhor compartilhar estas dicas. Caso saiba de mais alguém com estes problemas, fique à vontade para retransmitir a dica.

Os problemas? São eles:

  • Aplicativo não mostra os dados
  • Problema com pareamento

Aplicativo não mostra os dados

Você comprou uma Mi Band 2 da Xiaomi e ela não sincroniza passos, dados de sono e outras informações com seu smartphone? Saiba que você não é o único a passar por isso. Também tive este problema recentemente e é impressionante como encontrei relatos de pessoas em diversos países diferentes, utilizando aparelhos de sistemas diferentes, passando pela mesma situação.

O erro é por um motivo tão esdrúxulo que me admira até hoje não terem corrigido o aplicativo. Ainda bem que a solução também é igualmente simples, o próprio aplicativo sem querer já dá uma pista de como resolver. Vamos lá:

  1. Abra o aplicativo Mi Fit e toque em Perfil.
  2. Em “Meus dispositivos” toque em Mi Band 2
  3. Role a tela até chegar em “Formato de hora”. 

Reparou que as duas únicas opções estão em formato 24 horas? Um mostra apenas a hora e o outro hora com data. Esta é a dica. O aplicativo não funciona direito se o formato de hora do aparelho estiver para o padrão 12 horas. Basta ir nas configurações do smartphone e mudar o padrão para 24 horas.

Problema com pareamento

Situação: Você precisou restaurar o iPhone ou comprou outro smartphone. Em qualquer um dos casos instalou o aplicativo Mi Fit novamente e não consegue parear com sua Mi Band 2. Novamente a solução é simples e não requer gambiarras ou instalação de aplicativos de terceiros.

  1. Acesse o site da sua conta Xiaomi – clique aqui
  2. Após logar, clique (ou toque) em “Contas & Permissões”.
  3. Remova a Mi Fit.

Reinicie o aplicativo em seu smartphone (talvez seja necessário reiniciar o aparelho) e faça novamente o pareamento normalmente.