Xiaomi Mi Sphere – Vale a pena comprar um câmera 360º?

Mi Sphere - Câmera 360º da Xiaomi
Mi Sphere – Câmera 360º da Xiaomi

A pergunta do título deste post é uma que sempre me fazia todas as vezes em que pensava em adquirir um equipamento deste tipo. É realmente algo que vale a compra ou uma moda passageira? Há realmente espaço para fotografia e filmagem em 360º?

Há um tempo atrás chegou para testes uma câmera que me ajudou a conhecer mais de perto o que dá para fazer com este tipo de equipamento. O modelo em questão é a Xiaomi Mi Sphere, que também pode ser chamada de Mijia 3.5K. Mas sejamos sinceros, para nós brasileiros uma câmera com nome de “Mijia” fica bem esquisito então vou chamar apenas de Mi Sphere.

Nomes à parte, o que esta câmera é capaz de fazer? Simples e direto: Imagens e filmagens em 360º de forma extremamente simples e com qualidade impressionante. Estou falando de um equipamento que tem a metade do tamanho de um smartphone médio e que conta com um leque impressionante de recursos.

Para ter uma idéia, algumas das resoluções de vídeo: 2304×1152(30fps), 2304×1152(60fps), 3456×1728(30fps), ou seja 3.5K em 360º. Quer mais? GPS, Wi-FI (802.11 b/g/n, 2.4GHz e alcance de até 50 metros), IP67 (sim fotógrafos e filmmakers radicais, pode molhar um pouco), sistema eletrônico de estabilização de imagens em 6 eixos (3-eixos no giroscópio + 3-eixos no acelerômetro), processador de imagens Ambarella A12 e suporta cartões (oficialmente) de até 128GB. Pode ser utilizada sozinha ou em companhia de seu smartphone (iOS e/ou Android).

Resumindo a sopa de letrinhas acima: É muita tecnologia em um espaço tão pequeno. Me surpreendeu positivamente como isso tudo coube ali e fiquei ainda mais impressionado com o resultado final. As imagens/filmagens tem uma qualidade excelente.

Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere
Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere

Aliado a isso há o aplicativo nativo da Xiaomi chamado Mi Sphere Camera (iOS e Android) que entrega uma boa relação entre recursos, facilidade de uso e rede social para fans de 360º. Não vou detalhar agora a sua rede social pois pretendo escrever depois sobre esta e outras semelhantes. 

Na minha opinião a câmera é ótima e vale cada centavo cobrado por ela, mesmo com as  ressalvas que irei detalhar mais abaixo.

Ponto positivo – Facilidade de uso

A qualidade das fotos poderia entrar aqui, mas como já falei sobre isso acima vamos para o outro ponto. Com um aparelho assim é tão fácil filmar/fotografar que me faz pensar no porquê as outras câmeras, sejam elas profissionais ou mesmo smartphones, não podem simplificar o uso.

Imagine a seguinte cena: Férias em algum lugar bonito com sua família e quer registrar isso. Neste momento tira o smartphone do bolso, pede para todos ficarem juntos, abre seu aplicativo de fotos, olha na tela e faz a foto/filme. Com uma DSLR o processo é igual mas precisa trocar a lente, fazer alguns ajustes de foco, de luz, ISO… Sem dúvida a foto ficará ótima, seja com um ou outro aparelho citado, mas pense no tempo que levou.

Com esta câmera basta tirar do bolso (já falei que é pequena?) e apertar um botão. Não precisa pedir para as pessoas ficarem juntas, apontar a lente para elas, abrir aplicativo… Nada. Como ela registra tudo ao seu redor só é preciso tocar no botão e vá curtir o momento. Como falei, facilidade de uso.

Pontos negativos

A bateria tem apenas 1600mAH/3.8V. Mantendo o Wi-fi desligando a empresa promete 90 minutos de gravação de vídeo e 75 minutos mantiver ligado. Se deixar o GPS ligado e mantendo a transferência automática de arquivos para o smartphone a queda na autonomia cai consideravelmente. Sendo assim lembre-se de sempre levar uma bateria extra quando for sair com ela.

Outro ponto negativo é o calor que ela gera. Não sei como é o processamento interno, mas com poucos minutos de uso ela fica bastante quente, imagino que pelo fato de ser selada para não entrar água e/ou poeira. Ainda bem que ela consegue esfriar rápido quando desligada.

Acessórios para Mi Sphere

A Mi Sphere já vem com um mini-tripé bem prático e que pode ser utilizado como mini selfie stick (me recuso a chamar de “pau de selfie”). Já resolve bem e quebra um galho para a maioria das fotos. Mas recomendo muito a compra do selfie stick oficial da Xiaomi para este aparelho. Primeiro porque ele conta com botão multi-uso para ligar/desligar, escolher modos (fotografia ou filmagem) e tudo isso sem necessitar de bateria. Basta encostar aos conectores abaixo da Mi Sphere. É um acessório necessário? Na verdade não, mas ele facilita muito o uso e de quebra desaparece nas fotos e filmagens já que é tão fino que fica entre as duas lentes (frontal e traseira)

Existe um controle remoto para a Mi Sphere que pode ser encontrado em sites como Amazon, GearBest e outros. Mas este é algo que não sei se vale a pena já que o aplicativo para smartphones permite fazer a mesma função. Talvez para quem resolva trabalhar profissionalmente com esta câmera seja algo que valha o investimento.

Já vi algumas pessoas utilizarem a Mi Sphere em drones e o resultado ficou muito interessante, infelizmente não tenho um drone por aqui para poder testar pessoalmente. Se alguém quiser emprestar um para isso é só falar.

Onde utilizar fotos 360º?

Hoje vários serviços online estão preparados para a publicação de fotos e vídeos em 360º. Youtube, Facebook, Google Street View só para citar os mais famosos e utilizados. No Instagram é possível desde que você edite o vídeo/foto para mostrar o ambiente. Além destes existem redes sociais próprias para 360º como a VeerR. Esta rede conta com nomes de peso com Oculus, Windows Mixed Reality, Vive, Mi, Oculus Go, Samsung Gear VR e Daydream. Me parece ser a maior rede atualmente focada em 360º e realidade virtual.

Além de tudo isso há ainda a possibilidade de visualizar o material gerado com ela através de óculos de realidade virtual. É muito prático para mostrar algum local e passar a sensação de imersão. Imagine as possibilidades: Fotos de viagens, seu negócio, incrementar o Google Street View, venda/aluguel de imóveis… solte a imaginação.

Um detalhe pessoal que gostaria de compartilhar. Depois de tanto testar e publicar fotos hoje sou um fotógrafo com selo de confiança do GOOGLE Street View. Isso quer dizer que se alguém ai tiver interesse em publicar seu negócio em 360º para o mundo estou à disposição.

Certificação de Confiança do GOOGLE Street View
Certificação de Confiança do GOOGLE Street View

Osmo Mobile 2 – Este estabilizador para filmagens com smartphones vale a compra?

Gimbal Osmo Mobile 2
Gimbal Osmo Mobile 2

Há algum tempo tenho me dedicado a um dos meus hobbies prediletos: produção de vídeos. Para isso, além de estar estudando sobre captura de imagens, ângulos, iluminação… o estudo de edição de vídeos também se tornou uma constante. Mas claro que para isso também tenho lido e testado alguns equipamentos e acessórios tais como tripés, sliders, dolly skaters e outros. Neste sentido recentemente adquiri um equipamento que sempre tive curiosidade de testar, um gimbal.

Um gimbal, a grosso modo, é um suporte para sua câmera que consegue estabilizar o movimento, por exemplo, de caminhar enquanto filma. Para quem faz vídeos parados (você sentado em frente à uma câmera como a maioria dos Youtubers) pode até ser um acessório dispensável, mas se pretende gravar em movimento e com mais qualidade a coisa muda bastante com um destes.

Osmo Mobile 2 em detalhes

O gimbal em questão que tenho testado é o Osmo Mobile 2, um acessório da DJI (famosa pelos seus drones), mas este é específico para uso de smartphones. A empresa comercializa outros modelos deste tipo de equipamento para uso com diversos tipos de câmera, inclusive uma versão antiga também para smartphones. Esta nova versão, lançada este ano, veio para aprimorar ainda mais a experiência do primeiro Osmo Mobile.

Uma das novidades deste em relação ao antigo é a possibilidade de filmar com o smartphone na vertical. Não é algo que pessoalmente me agrada muito, mas para quem gosta de fazer vídeos para os Stories (Instagram, IGTV e outros) ajuda bastante.

Balanceamento

Ao “instalar” o smartphone no gimbal é preciso balanceá-lo para que fique no melhor equilíbrio possível. Isso faz com que sua filmagem fique sempre na posição correta, elimine quase que por completo o balanço ao caminhar e também ajuda a poupar bateria do acessório. Do contrário ele fará “mais força” para tentar corrigir tudo isso. No vídeo abaixo é mais fácil entender como funciona.

Utilizando o Osmo Mobile 2

O uso deste gimbal é bem mais simples do que eu imaginava, mesmo tendo ele diversos recursos que fazem a filmagem ficar com um ar de profissional. Após a instalação do aplicativo padrão e o balanceamento (ver acima) ele já está pronto para uso. Requer um pouco de treino para acostumar com o posicionamento dos botões, virar para um lado e para outro, para cima e para baixo… mas nada complicado e em alguns minutos já dá para começar a brincadeira. Além disso dá para ajustar, nas configurações, a velocidade dos movimentos além de inverter a direção do joystick.

Pode parecer um tanto estranho falar em mudar a direção do joystick mas para mim foi mais lógico fazer assim. Na configuração padrão ao pressionar para a esquerda a câmera vira para a direita e vice-versa. Funciona assim? Sim, mas leva tempo para o cérebro compreender que você está indicando que ao apontar o joystick para um lado é aquela lateral correspondente do smartphone que irá para frente. Preferi fazer a inversão para indicar com o joystick para que lado ele deve virar a câmera e assim ficou bem mais fácil controlar o Osmo Mobile 2.

Botões

O aparelho conta com quatro botões que permitem fazer praticamente tudo, o resto se faz tocando a tela do smartphone. Na lateral há um botão deslizante que serve para aumentar/diminuir o zoom, na frente um outro vermelho de disparo tanto para fotografia quanto para filmagem e o já citado joystick para direcionar a câmera. 

Botões e conexões

Abaixo destes, marcado com a letra M, há um botão multiuso. Ele serve para ligar/desligar o Osmo Mobile 2, para alternar entre câmera frontal e traseira, para travar/soltar o movimento de subida/descida da câmera e também para fazer com que ela volte para a posição inicial. Para tudo isso é preciso decorar a quantidade de cliques para cada uma destas funções.

Recursos

Através do aplicativo original é possível ter acesso a uma série de recursos que tornam o Osmo Mobile 2 tão incrível. Funcionalidade como Timelapse, tão comum em diversos aplicativos de filmagem (incluíndo o nativo do iPhone) é expandida e levada a outro nível. Além da funcionalidade normal deste tipo de filmagem o conjunto aplicativo/gimbal permite fazer Hyperlapse e Motionlapse.

O Timelapse comum é aquela técnica em que a câmera fica parada e registra diversas fotos em sequencia com intervalos curtos entre elas e no final forma-se um vídeo com isso. Já o Hyperlapse segue a mesma ideia, mas com você que está filmando em movimento. Já o Motionlapse o gimbal fica parado mas a câmera vai virando de um lado para outro onde é possível escolher inclusive diversos pontos nos quais ela irá apontar.

Claro que recursos como filmagem normal, câmera lenta, iluminação, foco e outros fazem parte do pacote como era de se esperar. Mas um outro recurso extra é, na minha opinião, o mais interessante. Há uma configuração bem simples de utilizar que permite travar o foco em determinado objeto/pessoa. Muito útil para quem gosta de se filmar (Youtubers) já que com esta função o smartphone no gimbal fica seguindo o “alvo”.

Uma novidade neste aparelho em relação ao seu modelo anterior é que a bateria interna (que chega a  durar até 15 horas de uso) pode também carregar a bateria do smartphone. Basta conectar um cabo na porta traseira do gimbal e no seu celular. Dá até mesmo para carregar a bateria interna ao mesmo tempo em que se carrega a do smartphone.

Aplicativo(s)

O aplicativo padrão, DJI GO, é bem completo e trás diversos recursos bem interessantes para a dupla smartphone/gimbal, é a melhor opção para utilizar o Osmo Mobile 2. Ele na verdade é o mesmo utilizado para manusear outros produtos da DJI como outros gimbals e até seus drones. Dentro dele há também um editor de vídeos, a Skypixel, uma rede social estilo Instagram para usuários de produtos da DJI, acesso à loja, forum, suporte, programa de afiliados e o Flight Records que mostra seus dados de voos com drones.

Reparou que neste tópico eu disse “aplicativo(S)”, no plural? Pois é, o DJI GO não é o único que consegue controlar o Osmo Mobile 2. Há um outro aplicativo chamado FILMIC Pro que também consegue. Este é, na opinião de diversos profissionais da área de filmagens (e na minha também), o melhor aplicativo do tipo para os iPhones. É o que conta com os recursos de filmagem mais avançados que conheço.

Não vou entrar em detalhes sobre este aplicativo aqui, tem tantos recursos que daria para vários posts. Mas para ter uma ideia do que ele é capaz, vários dos melhores “cineastas móveis” profissionais o utilizam inclusive para gravar longa-metragens (alguém ainda usa este termo?). O FILMIC tem um custo de R$50,00, uma compra interna de R$32,90 e um aplicativo extra para controle/tela extra de também R$32,90. É uma brincadeira bem cara, então é melhor deixar para os profissionais da área e ficar com o DJI GO mesmo já que é gratuito.

Acessórios

O Osmo Mobile 2 por si só já é uma grande aquisição e não precisa de mais nada extra, mas ainda assim ele pode ser acrescido de acessórios diversos caso necessite. Na parte inferior há uma conexão padrão de acessórios de fotografia/filmagem, assim dá para utilizá-lo em tripés, sliders, tiras de pulso/pescoço, com a base própria (vendida à parte), suporte para microfone e/ou iluminação… o céu o bolso é o limite.

Vale a pena comprar?

Se você não se interessa por fazer filmagens mais fluidas/niveladas e está satisfeito com o resultado que produz apenas com seu smartphone digo para guardar seu dinheiro para outra coisa. Mas se pretende melhorar seus vídeos e produzir com qualidade semi-profissional, se é um Youtuber, aspirante a cinegrafista ou algo do tipo vá lá e compre um destes para ontem. Vale cada centavo.

Quanto custa? Em “terra brasilis” está saindo em torno de R$1400,00, mas em vários sites estrangeiros dá para pagar a metade disso. Só torça para não ser taxado na Receita Federal. Isso pode acabar deixando pelo mesmo preço cobrado por aqui e ainda ter de esperar quase uma eternidade para chegar.

Claro que eu não deixaria de postar um vídeo que gravei utilizando o Osmo Mobile 2. Dêem uma olhada abaixo para tirar suas próprias conclusões sobre o resultado:

Informações de saúde nos exercícios físicos. Você sabe a melhor maneira de utilizar?

Como aproveitar as informações de seus exercícios?
Como aproveitar as informações de seus exercícios?

Não é de hoje as pessoas utilizam smartphones, smartbands e/ou relógios dedicados para praticar esportes. Falar em GPS, medição de frequência cardíaca, ritmo, medição de sono, contagem de calorias e tantas outras coisas é algo bem comum. Não precisa ser um geek para perceber isso, basta dar uma olhada em corridas de rua, academia, ir a algum parque para ver quantas pessoas fazem isso ou simplesmente abrir o Instagram para ser bombardeado por fotos com informações de exercícios.

Geramos muitos dados toda vez que praticamos algum tipo de esporte. São dados como distância percorrida, contagem de passos, calorias gastas e/ou consumidas, batimentos cardíacos, saturação de oxigênio, pressão arterial, lances de escadas subidos, tempo em pé, tempo de repouso e outros mais complicados como swolf, pace, potência e outros. Ufa!

Mas o que fazer com tudo isso? Será que você está tirando o melhor proveito destas informações? Se você é um atleta profissional e conta com um treinador competente claro que este saberá o que fazer, mas as dicas aqui não são para este público. Hoje vou falar o que eu, geek esportista amador, faço com meus dados. Quem sabe isso sirva para que você possa aproveitar melhor as suas informações ou até ajude a motivar a sair do sedentarismo.

Neste artigo vou citar vários aplicativos já citados aqui no NPossibilidades, para maiores detalhes sobre estes basta clicar em seus links correspondentes.

Captura de dados

Antes de pensar em utilizar algum dado é preciso capturá-lo e para isso o que mais temos à disposição são opções que vão das mais simples, passando pelas gratuitas até as mais caras,  e chegando até as mais complexas.

Vamos do básico: Aplicativos em smartphones. Existem os mais diversos para os mais variados esportes. Nomes como Nike+, Runtastic, Strava e outros são bastante comuns e fáceis de encontrar e atendem muito bem, mas são apenas os mais comuns, abaixo irei citar outros. Já algumas pessoas preferem opções mais dedicadas como relógios da Garmin, Suunto, Polar, Apple Watch ou pulseiras esportivas (smartbands).

Eu fico com uma mescla de dois tipos de solução. Utilizo um relógio Suunto Ambit 3 Sport que me permite fazer medições em todos os esportes que pratico (e até dos que um dia talvez faça) e junto a ele diversos aplicativos para estipular treinos e capturar informações variadas.

Alguns dos aplicativos são os da suite Freeletics (Bodyweight, Running e Gym), Nike+ Training, SWORKIT pro, diversos da Runtastic (PushUps, PullUps, SitUps, Six Pack, Leg Trainer, Butt Trainer e Squats), Fitness Point Pro e My Asics.

Todos este são para exercícios, mas a captura não termina ai. Utilizo também alguns para outras informações pertinentes à saúde. Dentre eles iCare Monitor (para medir pressão arterial, ritmo cardíaco, capacidade pulmonar, frequencia respiratória…), Sleep Cycle (qualidade do sono), Breathe+ (relaxamento – a vida precisa de pausas), Saldo de Água (lembrar de me hidratar) e MyFitnessPal (para ajudar na dieta).

Sincronização

RunGap - aplicativo para sincronizar dados entre diversos outros aplicativos
RunGap – aplicativo para sincronizar dados entre diversos outros aplicativos

Alguns dos aplicativos citados acima armazenam informações no Apple Saúde automaticamente, o que facilita bastante. Outros não fazem isso por puro desinteresse de seus desenvolvedores, como é o caso do Movescount (aplicativo do relógio Suunto). O que faço então é deixar meu relógio armazenar as informações durante os exercícios os quais são passados para o Movescount. Após isso aciono o aplicativo RunGap que permite fazer sincronização de diversas fontes diferentes (Garmin Connect, RunKeeper, Endomondo, Nike+, MapMyRun, Strava, Runtastic, SportsTracker, PolarFlow, Suunto Movescount), TomTom MySports, Adidas miCoach, TrainingPeaks, SportTracks, SmashRun, Magella Active, Dailymile, Fitbit, 2Peak, Løberute.dk, Polar Personal Trainer…) para o Apple Saúde ou vice versa.

Análise

Até aqui nada de diferente, tirando a quantidade de aplicativos (sim eu sei, sou viciado em aplicativos). Mas e a parte de “aproveitar os dados”? É agora que começa a brincadeira. Meu primeiro passo após a captura dos dados é o armazenamento em um local onde posso fazer algum tipo de análise. Como sou usuário de iPhone minha escolha óbvia é o Saúde (aplicativo nativo também conhecido como Apple Health). Para o Android acredito que o Samsung Health deva ser muito bom (desculpem não o conheço bem) e faça algo parecido (quem sabe até melhor?).

TactioSaúde - Aplicativo para analisar dados de saúde
TactioSaúde – Aplicativo para analisar dados de saúde

Para análise o Saúde não é dos melhores, mas serve como um agregador de informações. É nele que armazeno tudo gerado nos aplicativos citados acima e é a partir dele que outros aplicativos neste sentido conseguem trabalhar. Um dos melhores em minha opinião é o TactioHealth. Já comentei sobre ele anteriormente (confira aqui) mas basicamente o que este faz é mostrar como anda a sua saúde baseado em todas as informações que você gera. Ele até mostra gráficos como tantos outros, mas o melhor fica por conta dos resultados. Por exemplo, com suas informações sobre sono ele irá te dizer se dormiu o suficiente ou se as noites mal dormidas estão afetando a sua cognição. Qual o seu risco cardiovascular baseado na sua frequência cardíaca, quão saudável anda seu estilo de vida e outras informações.

Zones mostra informações sobre seus últimos exercícios
Zones mostra informações sobre seus últimos exercícios

Um outro que comecei a utilizar recentemente mas que tenho gostado bastante é o Zones. Ele consulta o Apple Saúde e mostra informações sobre seus últimos exercícios. São dados como tempo em cada zona cardíaca, calorias gastas, tempo, ritmo, intensidade e outros. Estatísticas comparativas entre seus esportes praticados em cada semana e outros. Sim, vários outros aplicativos mostram este tipo de coisa, mas o melhor vem agora. Você consegue neste criar painéis com visões diversas sobre seus exercícios da maneira que desejar. Por exemplo: Quais foram as suas corridas mais distantes (este ano, ano passado…)? Quais pedaladas você gastou mais calorias? Como anda o seu gasto mensal/semanal de calorias? Top 10 distancias praticadas por você na natação. Em que esporte você queimou mais calorias?… Como disse, o aplicativo permite que você faça os seus painéis comparativos.

HealthView - Quadro de informações
HealthView – Quadro de informações

O HealthView é uma espécie de “quadro geral” com todas as informações armazenadas no Apple Saúde. Totalmente personalizável, ele permite filtrar quaisquer dados que você achar mais relevantes e mostrar gráficos que podem ser divididos entre o dia atual, da semana, do mês e do ano. Conta também com um widget no qual você escolhe três dados para apresentar.

Stepz - Contagem de passos com direito a disputa entre amigos
Stepz – Contagem de passos com direito a disputa entre amigos

Stepz aplicativo para contagem de passos. Sim, é o mais simples dos aplicativos de análise desta lista, mas é interessante para ter uma idéia do quão ativo você fica durante o dia. Um lado interessante do Stepz é que além de te alertar como você anda (tuntiss) ele traz um pouco de “gameficação” para ajudar a manter o ritmo. Para isso conta com badges de conquistas e uma disputa saudável entre você e seus amigos para ver quem dá mais passos durante o dia.

Fitness Point - Musculação e medições
Fitness Point – Musculação e medições

O Fitness Point que falei acima na parte sobre captura de dados tem uma pequena parte na qual você pode analizar como anda o seu “crescimento”. É que além dele ter toda a parte de exercícios para quem pratica academia ele gera gráficos com suas medidas corporais. Útil para quem deseja este tipo de informação.

Outro interessante é o Deadline. Ele analisa seus dados de saúde, compara com os resultados de um questionário que você preenche e diz em que idade você irá morrer. Alguns vão dizer que é um pouco mórbido, mas depende de como você observa. Ele fica verificando o Apple Saúde e conforme você se exercita ele te mostra o quanto você aumentou sua expectativa de vida. Nada é oficial, não passa de uma brincadeira, mas é bom ter aquela sensação de que estamos no caminho certo mantendo um estilo de vida mais saudável.

QS Access - Importar dados para planilha
QS Access – Importar dados para planilha

QS Access – Esta dica vai para quem precisa exportar os dados do Apple Saúde para alguma outra aplicação, programa mais detalhado, seu médico… Este aplicativo permite criar planilhas no formato CSV com dados de TODOS os tipos armazenados por lá. Isso mesmo todos os dados de todos os tipos… tudo.

Descontos, dinheiro “fácil” e caridade

Aplicativo disponível para iOS e Android
Aplicativo disponível para iOS e Android

Sim, é possível conseguir descontos para compra de produtos através dos seus dados gerados durante exercícios. A dica não é nova mas ainda assim é válida. O aplicativo Heartbit (antigo Mova Maisveja aqui) faz isso. Pena que só aceita dados de caminhada, corrida e bicicleta. Além deste probleminha há ainda a falta de sincronização com diversos aplicativos de exercício. Fácil de resolver se o seu aplicativo preferido consegue sincronizar com o Strava. Basta ligar uma conta na outra e pronto, seus dados irão para o Heartbit, é assim que faço para meus dados do Movescount irem para lá.

Já a parte de ganhar dinheiro “fácil” fica por conta do aplicativo Beeminder. Nele você cria desafios pessoais os quais terá de realizar. Cumpriu o desafio recebe por isso, não fez paga para a empresa por trás do aplicativo. O Beeminder fica de olho nas suas metas através do Apple Saúde ou algumas outras opções à suas escolha.

Charity Miles - Aplicativo doa dinheiro para ONGs por seus exercícios
Charity Miles – Aplicativo doa dinheiro para ONGs por seus exercícios

Que tal além de descontos e dinheiro ajudar outras pessoas? Com o Charity Miles você ajuda em causas sociais diversas. Basta se exercitar que as empresas parceiras fazem doações para alguma das ONGs cadastradas, e você escolha qual delas. Para mais detalhes confira aqui.

Existem outras formas de aproveitar todas estas informações mas por hoje chega. O post já está muito grande e irei deixar para voltar a falar sobre este assunto outro dia. Aproveitem bem estas dicas e seus exercícios.

Deixei de usar o aplicativo Nike+ Run Club. Saibam porque.

Deixei de usar o aplicativo Nike+ Run Club. Saibam porque.
Deixei de usar o aplicativo Nike+ Run Club. Saibam porque.

Como alguns sabem, sou (ou era) usuário assíduo do aplicativo Nike+ Run Club em meus treinos. Sempre considerei este uma das melhores opções para me ajudar na preparação para provas de corrida de rua. Infelizmente de uns tempos para cá a coisa não tem sido tão boa como imaginei com seu uso.

Primeiro tiraram recursos bem legais como os desafios entre amigos e as medalhas de incentivo. Achei que era algo temporário e que voltaria em alguma atualização mas até do site foi removido. Depois vieram os constantes travamentos e perdas de dados de treinamento. E como se isso não bastasse veio a atualização de Fevereiro que impossibilitou o uso do aplicativo já que sequer permitia que eu o abrisse.

Reparem bem nesta informação: Desde Fevereiro sem conseguir abrir o aplicativo. É algo que simplesmente não dá para acontecer em se tratando de uso em treinamentos feitos quatro vezes por semana.

Se observarem nos comentários deixados sobre este aplicativo tanto na App Store quanto na Google Play é possível perceber o descontentamento de vários usuários desde que lançaram as atualizações deste ano (respectivamente 2 e 14 de Fevereiro na versão iPhone e 31 de Janeiro para Android). De lá para cá nada foi feito para corrigir os problemas ou melhorar a experiência de uso e as queixas só aumentaram.

Até mesmo a sincronização que existe com o Training Club (também da Nike) anda apresentando problemas. Não foram raras as vezes em que tentei escolher um plano de treinamento e este ter me apresentado um conflito. Era preciso excluir o treino do Run Club, escolher um no Training Club para só então voltar com o primeiro. Confuso? Sim, muito.

Com os constantes travamentos, tentei ficar com as metas traçadas e marcar manualmente no aplicativo após cada treino. No começo funcionava mas depois até desta forma ficou inviável já que mais travamentos me impediam. Apenas hoje (data de publicação deste post) é que conseguir fazer funcionar novamente o aplicativo, e isso depois de desinstalar e reinstalar várias vezes.

Além dos problemas citados acima, outra motivo que me fez deixar de utiliza-lo foram os treinos recomendados pelo aplicativo. Antes pareciam mais concisos e percebia melhora em meu condicionamento, mas nos últimos meses, mesmo seguindo à risca, não percebia mais qualquer ganho. Pelo contrário, as mudanças automáticas que o sistema faz estavam, em grande parte, me obrigando a correr cada vez menos (tempo e velocidade). Não consigo entender a lógica disso se a meta que tracei nele era correr uma maratona.

Parece que a Nike focou o desenvolvimento deste aplicativo mais em compartilhamento de corridas nas redes sociais e se esqueceu de corrigir os constantes problemas relatados por seus usuários. Pena.

Por conta destes e outros problemas é que deixei de usar o Nike+ Run Club. Hoje sigo as orientações do aplicativo My Asics que está se mostrando ainda melhor do que eu pensava. Estou correndo mais e com treinos progressivos cada vez maiores. Não enfrento qualquer dos defeitos no Nike e tenho me sentido mais confiante na minha meta. Vamos ver se a Nike consegue corrigir estes problemas, da forma como está ela pode ver sua base de usuários começar a cair logo.

Planilha de planilhas de aplicativos para correr/malhar? Como assim?

Planilha de planilhas de aplicativos
Planilha de planilhas de aplicativos

Outro dia publiquei no Instagram uma imagem (parecida com esta acima) com uma planilha que criei de aplicativos que estou utilizando para me exercitar. Algumas pessoas vieram me perguntar o que era isso afinal de contas é comum o uso de planilhas de treinos, por exemplo para corridas, mas não de aplicativos.

Apesar de parecer algo diferente, minha ideia é até que bem simples. Atualmente estes são os aplicativos que mais utilizo para treinar. Sigo as orientações destes para condicionar meus treinos. Mas como são muitos (e meu tempo curto) estava difícil utilizá-los sem algum tipo de organização. Sendo resolvi colocar ordem na bagunça e resultou nesta planilha.

O que fiz foi o seguinte: Comecei com meu foco que é correr uma maratona, então parti primeiro para configurar uma planilha de treinos de corrida dentro do aplicativo My Asics. Este resultou em quatro dias por semana. Com isso fui fazendo o mesmo com os outros mas tentando encaixar suas rotinas nos outros dias. Sendo assim tenho agora uma “planilha de planilhas” de treinos diversos.

É a melhor solução? Não faço ideia, mas é a que melhor consegui para mim. Vai dar certo? Espero que sim, veremos no dia da Maratona do Rio de Janeiro que é minha meta.

Já estava esquecendo de dizer quais são estes aplicativos. Vamos a eles:

Detalhe: Todos estes aplicativos estão disponíveis tanto para iOS quanto para Android. Alguns são gratuitos, outros possuem versões pagas.