Xiaomi Mi Sphere – Vale a pena comprar um câmera 360º?

Mi Sphere - Câmera 360º da Xiaomi
Mi Sphere – Câmera 360º da Xiaomi

A pergunta do título deste post é uma que sempre me fazia todas as vezes em que pensava em adquirir um equipamento deste tipo. É realmente algo que vale a compra ou uma moda passageira? Há realmente espaço para fotografia e filmagem em 360º?

Há um tempo atrás chegou para testes uma câmera que me ajudou a conhecer mais de perto o que dá para fazer com este tipo de equipamento. O modelo em questão é a Xiaomi Mi Sphere, que também pode ser chamada de Mijia 3.5K. Mas sejamos sinceros, para nós brasileiros uma câmera com nome de “Mijia” fica bem esquisito então vou chamar apenas de Mi Sphere.

Nomes à parte, o que esta câmera é capaz de fazer? Simples e direto: Imagens e filmagens em 360º de forma extremamente simples e com qualidade impressionante. Estou falando de um equipamento que tem a metade do tamanho de um smartphone médio e que conta com um leque impressionante de recursos.

Para ter uma idéia, algumas das resoluções de vídeo: 2304×1152(30fps), 2304×1152(60fps), 3456×1728(30fps), ou seja 3.5K em 360º. Quer mais? GPS, Wi-FI (802.11 b/g/n, 2.4GHz e alcance de até 50 metros), IP67 (sim fotógrafos e filmmakers radicais, pode molhar um pouco), sistema eletrônico de estabilização de imagens em 6 eixos (3-eixos no giroscópio + 3-eixos no acelerômetro), processador de imagens Ambarella A12 e suporta cartões (oficialmente) de até 128GB. Pode ser utilizada sozinha ou em companhia de seu smartphone (iOS e/ou Android).

Resumindo a sopa de letrinhas acima: É muita tecnologia em um espaço tão pequeno. Me surpreendeu positivamente como isso tudo coube ali e fiquei ainda mais impressionado com o resultado final. As imagens/filmagens tem uma qualidade excelente.

Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere
Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere

Aliado a isso há o aplicativo nativo da Xiaomi chamado Mi Sphere Camera (iOS e Android) que entrega uma boa relação entre recursos, facilidade de uso e rede social para fans de 360º. Não vou detalhar agora a sua rede social pois pretendo escrever depois sobre esta e outras semelhantes. 

Na minha opinião a câmera é ótima e vale cada centavo cobrado por ela, mesmo com as  ressalvas que irei detalhar mais abaixo.

Ponto positivo – Facilidade de uso

A qualidade das fotos poderia entrar aqui, mas como já falei sobre isso acima vamos para o outro ponto. Com um aparelho assim é tão fácil filmar/fotografar que me faz pensar no porquê as outras câmeras, sejam elas profissionais ou mesmo smartphones, não podem simplificar o uso.

Imagine a seguinte cena: Férias em algum lugar bonito com sua família e quer registrar isso. Neste momento tira o smartphone do bolso, pede para todos ficarem juntos, abre seu aplicativo de fotos, olha na tela e faz a foto/filme. Com uma DSLR o processo é igual mas precisa trocar a lente, fazer alguns ajustes de foco, de luz, ISO… Sem dúvida a foto ficará ótima, seja com um ou outro aparelho citado, mas pense no tempo que levou.

Com esta câmera basta tirar do bolso (já falei que é pequena?) e apertar um botão. Não precisa pedir para as pessoas ficarem juntas, apontar a lente para elas, abrir aplicativo… Nada. Como ela registra tudo ao seu redor só é preciso tocar no botão e vá curtir o momento. Como falei, facilidade de uso.

Pontos negativos

A bateria tem apenas 1600mAH/3.8V. Mantendo o Wi-fi desligando a empresa promete 90 minutos de gravação de vídeo e 75 minutos mantiver ligado. Se deixar o GPS ligado e mantendo a transferência automática de arquivos para o smartphone a queda na autonomia cai consideravelmente. Sendo assim lembre-se de sempre levar uma bateria extra quando for sair com ela.

Outro ponto negativo é o calor que ela gera. Não sei como é o processamento interno, mas com poucos minutos de uso ela fica bastante quente, imagino que pelo fato de ser selada para não entrar água e/ou poeira. Ainda bem que ela consegue esfriar rápido quando desligada.

Acessórios para Mi Sphere

A Mi Sphere já vem com um mini-tripé bem prático e que pode ser utilizado como mini selfie stick (me recuso a chamar de “pau de selfie”). Já resolve bem e quebra um galho para a maioria das fotos. Mas recomendo muito a compra do selfie stick oficial da Xiaomi para este aparelho. Primeiro porque ele conta com botão multi-uso para ligar/desligar, escolher modos (fotografia ou filmagem) e tudo isso sem necessitar de bateria. Basta encostar aos conectores abaixo da Mi Sphere. É um acessório necessário? Na verdade não, mas ele facilita muito o uso e de quebra desaparece nas fotos e filmagens já que é tão fino que fica entre as duas lentes (frontal e traseira)

Existe um controle remoto para a Mi Sphere que pode ser encontrado em sites como Amazon, GearBest e outros. Mas este é algo que não sei se vale a pena já que o aplicativo para smartphones permite fazer a mesma função. Talvez para quem resolva trabalhar profissionalmente com esta câmera seja algo que valha o investimento.

Já vi algumas pessoas utilizarem a Mi Sphere em drones e o resultado ficou muito interessante, infelizmente não tenho um drone por aqui para poder testar pessoalmente. Se alguém quiser emprestar um para isso é só falar.

Onde utilizar fotos 360º?

Hoje vários serviços online estão preparados para a publicação de fotos e vídeos em 360º. Youtube, Facebook, Google Street View só para citar os mais famosos e utilizados. No Instagram é possível desde que você edite o vídeo/foto para mostrar o ambiente. Além destes existem redes sociais próprias para 360º como a VeerR. Esta rede conta com nomes de peso com Oculus, Windows Mixed Reality, Vive, Mi, Oculus Go, Samsung Gear VR e Daydream. Me parece ser a maior rede atualmente focada em 360º e realidade virtual.

Além de tudo isso há ainda a possibilidade de visualizar o material gerado com ela através de óculos de realidade virtual. É muito prático para mostrar algum local e passar a sensação de imersão. Imagine as possibilidades: Fotos de viagens, seu negócio, incrementar o Google Street View, venda/aluguel de imóveis… solte a imaginação.

Um detalhe pessoal que gostaria de compartilhar. Depois de tanto testar e publicar fotos hoje sou um fotógrafo com selo de confiança do GOOGLE Street View. Isso quer dizer que se alguém ai tiver interesse em publicar seu negócio em 360º para o mundo estou à disposição.

Certificação de Confiança do GOOGLE Street View
Certificação de Confiança do GOOGLE Street View

Relógios de corrida TomTom são descartáveis?

Bateria morrendo antes da hora? Obsolescência programada? Há solução? Calma que talvez o problema seja fácil de resolver.
Bateria morrendo antes da hora? Obsolescência programada? Há solução? Calma que talvez o problema seja fácil de resolver.

Sempre que tenho um produto em mãos que merece elogios o faço com prazer aqui no site, afinal merecem. Independente de serem emprestados por empresas (nunca me pagaram por isso) ou mesmo adquiridos, o que vale são os resultados obtidos em testes. Da mesma maneira, quando o produto é ruim me sinto na obrigação de também deixar minha opinião. Garmin que o diga, já elogiei e critiquei bastante seus produtos.

Sendo assim hoje venho deixar minha crítica à TomTom sobre um dos seus produtos mais procurados por corredores de rua: TomTom Spark 3. Já vi muito Youtuber ir à eventos de corrida rasgar elogios aos relógios da marca mas não encontrei nenhum deles sequer comentar sobre um problema que parece ser bastante comum aos relógios dela: “Morte programada da bateria”.

O problema

Há pouco mais de um ano minha esposa adquiriu um relógio TomTom Spark 3. O aparelho é super completo, faz medições para vários tipos de esportes diferentes, GPS rápido, à prova d’água, medidor de batimentos cardíacos sem necessidade de fita no peito, aplicativo, marcação de treino, Bluetooth, armazenamento de músicas na memória interna e uma série de outros recursos legais. Mas, e aqui começa o problema, ele aparentemente tem prazo curto de vida.

O relógio em questão começou a apresentar uma mensagem na tela informando falta de energia mesmo tendo acabado de ser carregado completamente. Nas primeiras vezes bastava conectar novamente o carregador que voltava ao normal. Mas de uma hora para a outra parou de vez e mesmo repetindo este procedimento, ao final da carga voltava a apresentar a mesma informação.

Se fosse um aparelho com muitos anos de uso e que tivesse acabando assim os ciclos de vida da bateria eu até entenderia, bateria realmente tem tempo útil, mas não me parece ser o caso. Só para comparação tenho um Suunto Ambit 3 Sport com três anos de uso constante. Já realizei 800 treinos com ele (sim, eu contei) e até hoje funciona muito bem. Já este TomTom em questão tem apenas UM ano e pouco e foi utilizado somente 140 vezes.

Estranhei o fato dele com tão pouco tempo começar a alertar sobre problema de bateria. Em uma rápida busca por informações encontrei muitos casos de outras pessoas relatando o mesmo. No ReclameAqui e no YouTube (um exemplo) há vários relatos e todos dizem o mesmo: Depois de um ano e pouco começaram a apresentar a mesma mensagem de problema de bateria. No fórum oficial da TomTom (em inglês) encontrei reclamações de até seis anos atrás, com mais de dezoito mil visualizações, relatando este mesmo defeito.

Entrei em contato com a assistência técnica e me informaram o mesmo que li nos relatos: “A TomTom não presta manutenção em seus relógios e não troca bateria, ao invés disso dá 50% de desconto para a compra de outro”. Parece uma resposta padrão e é isso. Quer compre outro, não tem o que fazer.

Óbvio que uma resposta como essa não me agradou ou passou o mínimo de profissionalismo. Eles sequer tentaram fazer algum teste para verificar se era realmente problema de bateria. Foi um “cliente, toma ai um desconto e se quiser compra outro”.

Solução

Resolvi investigar mais um pouco antes de tomar alguma decisão sobre o que fazer e nisso acabei deixando o relógio de lado por alguns dias. Foi então que reparei na falha do discurso do suporte e da mensagem no relógio. Como é que um aparelho com bateria estragada, a ponto de não deixar fazer mais nada, fica uma semana inteira com a tela ligada mostrando que está sem bateria? Como é possível isso? Se não tem bateria, qualquer aparelho que seja desliga. Simples assim.

Baixei o programa TomTom Sports Connect para meu computador, conectei o relógio com o cabo carregador e atualizei o sistema dele. Sabem o que aconteceu? Voltou a funcionar normalmente como se nunca tivesse tido problema algum. O relógio está em funcionamento há uma semana e nada de apresentar a mensagem de bateria ruim.

Opinião

Como é que a TomTom e o seu suporte não fizeram um teste assim com tantas reclamações de seus clientes? Não é um problema novo e não é de um produto apenas, o mesmo acontece com vários relógios diferentes. Para mim ficou aquela impressão de “obsolescência programada” já que todos os relatos que li dizem a mesma coisa: Um ano, um ano e pouco de uso (logo depois de acabar a garantia) e dá-lhe mensagem de bateria estragada sem aparentemente estar estragada. Claro que não são em todos os relógios da marca que acontece isso, do contrário já teriam boicotado a empresa há muito tempo, mas que parece mesmo ter algo de errado ai parece.

Se você que está lendo isso estiver passando por este problema, tente fazer o que fiz. Fico na torcida para que dê certo. Agora, se você não tem relógio desta marca e está pensando em adquirir um… pense novamente nisso e pesquise outras opções. Não custa nada fazer isso antes.

Informações de saúde nos exercícios físicos. Você sabe a melhor maneira de utilizar?

Como aproveitar as informações de seus exercícios?
Como aproveitar as informações de seus exercícios?

Não é de hoje as pessoas utilizam smartphones, smartbands e/ou relógios dedicados para praticar esportes. Falar em GPS, medição de frequência cardíaca, ritmo, medição de sono, contagem de calorias e tantas outras coisas é algo bem comum. Não precisa ser um geek para perceber isso, basta dar uma olhada em corridas de rua, academia, ir a algum parque para ver quantas pessoas fazem isso ou simplesmente abrir o Instagram para ser bombardeado por fotos com informações de exercícios.

Geramos muitos dados toda vez que praticamos algum tipo de esporte. São dados como distância percorrida, contagem de passos, calorias gastas e/ou consumidas, batimentos cardíacos, saturação de oxigênio, pressão arterial, lances de escadas subidos, tempo em pé, tempo de repouso e outros mais complicados como swolf, pace, potência e outros. Ufa!

Mas o que fazer com tudo isso? Será que você está tirando o melhor proveito destas informações? Se você é um atleta profissional e conta com um treinador competente claro que este saberá o que fazer, mas as dicas aqui não são para este público. Hoje vou falar o que eu, geek esportista amador, faço com meus dados. Quem sabe isso sirva para que você possa aproveitar melhor as suas informações ou até ajude a motivar a sair do sedentarismo.

Neste artigo vou citar vários aplicativos já citados aqui no NPossibilidades, para maiores detalhes sobre estes basta clicar em seus links correspondentes.

Captura de dados

Antes de pensar em utilizar algum dado é preciso capturá-lo e para isso o que mais temos à disposição são opções que vão das mais simples, passando pelas gratuitas até as mais caras,  e chegando até as mais complexas.

Vamos do básico: Aplicativos em smartphones. Existem os mais diversos para os mais variados esportes. Nomes como Nike+, Runtastic, Strava e outros são bastante comuns e fáceis de encontrar e atendem muito bem, mas são apenas os mais comuns, abaixo irei citar outros. Já algumas pessoas preferem opções mais dedicadas como relógios da Garmin, Suunto, Polar, Apple Watch ou pulseiras esportivas (smartbands).

Eu fico com uma mescla de dois tipos de solução. Utilizo um relógio Suunto Ambit 3 Sport que me permite fazer medições em todos os esportes que pratico (e até dos que um dia talvez faça) e junto a ele diversos aplicativos para estipular treinos e capturar informações variadas.

Alguns dos aplicativos são os da suite Freeletics (Bodyweight, Running e Gym), Nike+ Training, SWORKIT pro, diversos da Runtastic (PushUps, PullUps, SitUps, Six Pack, Leg Trainer, Butt Trainer e Squats), Fitness Point Pro e My Asics.

Todos este são para exercícios, mas a captura não termina ai. Utilizo também alguns para outras informações pertinentes à saúde. Dentre eles iCare Monitor (para medir pressão arterial, ritmo cardíaco, capacidade pulmonar, frequencia respiratória…), Sleep Cycle (qualidade do sono), Breathe+ (relaxamento – a vida precisa de pausas), Saldo de Água (lembrar de me hidratar) e MyFitnessPal (para ajudar na dieta).

Sincronização

RunGap - aplicativo para sincronizar dados entre diversos outros aplicativos
RunGap – aplicativo para sincronizar dados entre diversos outros aplicativos

Alguns dos aplicativos citados acima armazenam informações no Apple Saúde automaticamente, o que facilita bastante. Outros não fazem isso por puro desinteresse de seus desenvolvedores, como é o caso do Movescount (aplicativo do relógio Suunto). O que faço então é deixar meu relógio armazenar as informações durante os exercícios os quais são passados para o Movescount. Após isso aciono o aplicativo RunGap que permite fazer sincronização de diversas fontes diferentes (Garmin Connect, RunKeeper, Endomondo, Nike+, MapMyRun, Strava, Runtastic, SportsTracker, PolarFlow, Suunto Movescount), TomTom MySports, Adidas miCoach, TrainingPeaks, SportTracks, SmashRun, Magella Active, Dailymile, Fitbit, 2Peak, Løberute.dk, Polar Personal Trainer…) para o Apple Saúde ou vice versa.

Análise

Até aqui nada de diferente, tirando a quantidade de aplicativos (sim eu sei, sou viciado em aplicativos). Mas e a parte de “aproveitar os dados”? É agora que começa a brincadeira. Meu primeiro passo após a captura dos dados é o armazenamento em um local onde posso fazer algum tipo de análise. Como sou usuário de iPhone minha escolha óbvia é o Saúde (aplicativo nativo também conhecido como Apple Health). Para o Android acredito que o Samsung Health deva ser muito bom (desculpem não o conheço bem) e faça algo parecido (quem sabe até melhor?).

TactioSaúde - Aplicativo para analisar dados de saúde
TactioSaúde – Aplicativo para analisar dados de saúde

Para análise o Saúde não é dos melhores, mas serve como um agregador de informações. É nele que armazeno tudo gerado nos aplicativos citados acima e é a partir dele que outros aplicativos neste sentido conseguem trabalhar. Um dos melhores em minha opinião é o TactioHealth. Já comentei sobre ele anteriormente (confira aqui) mas basicamente o que este faz é mostrar como anda a sua saúde baseado em todas as informações que você gera. Ele até mostra gráficos como tantos outros, mas o melhor fica por conta dos resultados. Por exemplo, com suas informações sobre sono ele irá te dizer se dormiu o suficiente ou se as noites mal dormidas estão afetando a sua cognição. Qual o seu risco cardiovascular baseado na sua frequência cardíaca, quão saudável anda seu estilo de vida e outras informações.

Zones mostra informações sobre seus últimos exercícios
Zones mostra informações sobre seus últimos exercícios

Um outro que comecei a utilizar recentemente mas que tenho gostado bastante é o Zones. Ele consulta o Apple Saúde e mostra informações sobre seus últimos exercícios. São dados como tempo em cada zona cardíaca, calorias gastas, tempo, ritmo, intensidade e outros. Estatísticas comparativas entre seus esportes praticados em cada semana e outros. Sim, vários outros aplicativos mostram este tipo de coisa, mas o melhor vem agora. Você consegue neste criar painéis com visões diversas sobre seus exercícios da maneira que desejar. Por exemplo: Quais foram as suas corridas mais distantes (este ano, ano passado…)? Quais pedaladas você gastou mais calorias? Como anda o seu gasto mensal/semanal de calorias? Top 10 distancias praticadas por você na natação. Em que esporte você queimou mais calorias?… Como disse, o aplicativo permite que você faça os seus painéis comparativos.

HealthView - Quadro de informações
HealthView – Quadro de informações

O HealthView é uma espécie de “quadro geral” com todas as informações armazenadas no Apple Saúde. Totalmente personalizável, ele permite filtrar quaisquer dados que você achar mais relevantes e mostrar gráficos que podem ser divididos entre o dia atual, da semana, do mês e do ano. Conta também com um widget no qual você escolhe três dados para apresentar.

Stepz - Contagem de passos com direito a disputa entre amigos
Stepz – Contagem de passos com direito a disputa entre amigos

Stepz aplicativo para contagem de passos. Sim, é o mais simples dos aplicativos de análise desta lista, mas é interessante para ter uma idéia do quão ativo você fica durante o dia. Um lado interessante do Stepz é que além de te alertar como você anda (tuntiss) ele traz um pouco de “gameficação” para ajudar a manter o ritmo. Para isso conta com badges de conquistas e uma disputa saudável entre você e seus amigos para ver quem dá mais passos durante o dia.

Fitness Point - Musculação e medições
Fitness Point – Musculação e medições

O Fitness Point que falei acima na parte sobre captura de dados tem uma pequena parte na qual você pode analizar como anda o seu “crescimento”. É que além dele ter toda a parte de exercícios para quem pratica academia ele gera gráficos com suas medidas corporais. Útil para quem deseja este tipo de informação.

Outro interessante é o Deadline. Ele analisa seus dados de saúde, compara com os resultados de um questionário que você preenche e diz em que idade você irá morrer. Alguns vão dizer que é um pouco mórbido, mas depende de como você observa. Ele fica verificando o Apple Saúde e conforme você se exercita ele te mostra o quanto você aumentou sua expectativa de vida. Nada é oficial, não passa de uma brincadeira, mas é bom ter aquela sensação de que estamos no caminho certo mantendo um estilo de vida mais saudável.

QS Access - Importar dados para planilha
QS Access – Importar dados para planilha

QS Access – Esta dica vai para quem precisa exportar os dados do Apple Saúde para alguma outra aplicação, programa mais detalhado, seu médico… Este aplicativo permite criar planilhas no formato CSV com dados de TODOS os tipos armazenados por lá. Isso mesmo todos os dados de todos os tipos… tudo.

Descontos, dinheiro “fácil” e caridade

Aplicativo disponível para iOS e Android
Aplicativo disponível para iOS e Android

Sim, é possível conseguir descontos para compra de produtos através dos seus dados gerados durante exercícios. A dica não é nova mas ainda assim é válida. O aplicativo Heartbit (antigo Mova Maisveja aqui) faz isso. Pena que só aceita dados de caminhada, corrida e bicicleta. Além deste probleminha há ainda a falta de sincronização com diversos aplicativos de exercício. Fácil de resolver se o seu aplicativo preferido consegue sincronizar com o Strava. Basta ligar uma conta na outra e pronto, seus dados irão para o Heartbit, é assim que faço para meus dados do Movescount irem para lá.

Já a parte de ganhar dinheiro “fácil” fica por conta do aplicativo Beeminder. Nele você cria desafios pessoais os quais terá de realizar. Cumpriu o desafio recebe por isso, não fez paga para a empresa por trás do aplicativo. O Beeminder fica de olho nas suas metas através do Apple Saúde ou algumas outras opções à suas escolha.

Charity Miles - Aplicativo doa dinheiro para ONGs por seus exercícios
Charity Miles – Aplicativo doa dinheiro para ONGs por seus exercícios

Que tal além de descontos e dinheiro ajudar outras pessoas? Com o Charity Miles você ajuda em causas sociais diversas. Basta se exercitar que as empresas parceiras fazem doações para alguma das ONGs cadastradas, e você escolha qual delas. Para mais detalhes confira aqui.

Existem outras formas de aproveitar todas estas informações mas por hoje chega. O post já está muito grande e irei deixar para voltar a falar sobre este assunto outro dia. Aproveitem bem estas dicas e seus exercícios.

E a Maratona treinando com aplicativos?

Há alguns meses escrevi um texto falando sobre minha ideia de treinar para corridas apenas com a utilização de aplicativos (texto completo aqui). Nesta época disse que voltaria a falar no assunto quando tivesse alcançado meu objetivo de completar uma maratona. E ai, será que deu certo?

Orgulhosamente posso dizer que sim, consegui correr uma maratona! Domingo passado (18 de Julho de 2017) participei da Maratona Caixa do Rio de Janeiro, uma das, se não a prova mais bonita do Brasil. Ok, tem uma ainda mais bonita em Fernando de Noronha, mas lá é meia-maratona (um dia corro essa).

Mas voltando ao assunto dos aplicativos, contrariando as expectativas de várias pessoas, treinei utilizando somente estes e consegui concluir os tão difíceis 42,195km da prova. E mais, terminei sem lesões, caibras ou distensões. Ah, e antes que alguém diga que isso pode ter sido por algum fator físico anterior ou sei lá o que, deixa te dizer só mais uma coisa: Logo completarei 40 anos e peso mais de 90kg. Se tudo isso não serve para mostrar que é possível treinar com aplicativo, não sei mais o que pode.

Certo, mas qual foi o escolhido? Dos vários aplicativos que testei durante o ano passado, acabei ficando mesmo com o MY ASICS Run Training nos últimos meses. Este foi o que trouxe para mim o melhor treino e também o que se encaixou com minhas possibilidades de horários. Até utilizei outros aplicativos neste período de treinamento, mas foram para exercícios de força e abdominais já que sou um cara pesado. Mas treino de corrida mesmo foi apenas com o da Asics.

Vou continuar treinando assim e com o mesmo aplicativo? Provavelmente sim, ainda estou meio dolorido, no período pós-prova e restam duas semanas de recuperação da “planilha” dele. Depois disso acho que irei pensar na próxima maratona (ainda sem previsão) e voltar a configurá-lo para recomeçar os treinos. Ultramaratona? Quem sabe um dia?

Mas enfim, se você que está lendo isso e pensa em escolher alguma forma de treinar, tá aqui uma opção. No mais, deixo abaixo o vídeo que fiz durante a prova.

Abraços e bons treinos.

Nike+ Run Club – Opinião após algumas semanas de treino

Aplicativo Nike+ Run Club
Aplicativo Nike+ Run Club

Já era para ter comentado sobre a atualização que a Nike fez em seu principal aplicativo, o Nike+ Running, que além da mudança no nome (agora Nike+ Run Club) sofreu uma metamorfose total. Demorei um pouco pois precisava testar na prática para poder conhecê-lo melhor.

Novidades

Antes de passar a minha opinião vou falar sobre as mudanças no aplicativo. Foram muitas e por isso vou citar apenas algumas:

  • Planos de treinamento – Já era um recurso presente na versão anterior, mas agora ficou mais personalizável. Comece escolhendo uma opção (Iniciante, Performance ou Prova específica) e depois entre com suas informações pessoais.
  • Adaptativo – Para mim um dos melhores recursos. Ele serve de complemento ao item anterior já que muda seus treinos conforme você evolui.
  • Treinador em sua língua – Pode parecer uma coisa simples, mas era algo que faltava na versão anterior um retorno de voz em português.
  • Integração da plataforma – Não sei como as outras empresas não fazem isso (ok, algumas  poucas fazem). Se você desenvolve aplicativos diferentes para exercícios diversos me parece obvio que eles conversem entre si. E foi isso que a Nike fez nesta versão. O treino que você faz no Nike+ Run Club “fala” com o do Nike+ Trainning Club.
  • Comunidade Nike+ – Agora é possível se inscrever nos eventos organizados pela Nike (no Brasil existem apenas no Rio apesar de também mostrar São Paulo).
  • Redes sociais – Interessante para quem gosta de compartilhar os treinos nas redes sociais (quem não gosta?). Agora conta com “adesivos” para inserir em suas fotos e postar aonde quiser. Para quem usa no iPhone agora também é possível integrar com os novos recursos do iMessenger através de stickers (alguns até animados).

Pontos à melhorar

Tudo muito legal, mas o aplicativo veio com alguns bugs na primeira versão que acabaram enfurecendo muitos usuários. Felizmente os problemas já foram corrigidos e pelo menos aqui tudo está funcionando bem. Ainda assim sinto falta de alguns recursos que existiam antes, os quais espero que a Nike traga de volta. Dentre eles os desafios entre amigos e as medalhas de incentivo.

Tem alguns detalhes que acredito que o tornaria ainda melhor. Por exemplo retorno de voz para informar fim do treino. Se você não ficar de olho na quilometragem vai acabar correndo mais do que deveria. Outro ponto é sobre os treinos de tiro, nestes você precisa informar manualmente quando está fazendo os intervalos ou iniciando os sprints, poderia ser automático.

Treinamento no dia a dia

Você não disse que iria falar sobre o aplicativo após algumas semanas de treino?” Sim, é verdade e farei isso agora.

Já que a idéia era testá-lo na prática, porque não fazer isso unindo também ao meu próximo objetivo na corrida? A Maratona. Pensando assim resolvi pegar o treino específico para esta prova. Inseri minhas informações, a quantidade de corridas por semana, meu nível e tudo mais, com isso ele me retornou um planejamento de 26 semanas.

Como já corro há alguns anos e tenho um certo condicionamento os primeiros treinos me pareceram fracos. Pouca distância a percorrer, velocidade bem baixa e nada de tiros. Desanimei com isso e achei que não iria seguir com este planejamento. Ledo engano.

Lembra que falei que o aplicativo se adapta? Pois é, há uma analise dos seus resultados nos treinos normais e também no que ele chama de “treinos de referência”. Estes últimos são curtos (15 minutos) mas intensos. São 7 minutos de aquecimento, 3 gradativos na sua maior velocidade e 5 de desaquecimento. Com isso o aplicativo redefine a velocidade média de todo o programa de treinamento.

Com isso meu planejamento que estava bem fácil no começo está cada vez mais difícil. O bom é que estou sentindo uma diferença considerável no meu rendimento e começo a ter certeza de que vou conseguir os tão sonhados 42.195 metros da Maratona.

Ah! Já estava me esquecendo de um detalhe. Se forem utilizar o Nike+ Run Club fiquem atentos às mudanças no planejamento. Isso normalmente acontece no domingo à noite quando ele fecha o período e te mostra seu histórico. Neste momento ele reavalia seu rendimento e pode redefinir a semana seguinte. Comigo aconteceu de um treino que antes estava previsto para terça-feira ser antecipado para segunda-feira. Acabei não vendo isso e perdi um treino. Ainda bem que dá para reordenar os dias de treino (o que também irá refletir no planejamento futuro).

Enfim, como andam os treinos com o aplicativo? Ainda estou no meio da semana sete e tenho mais dezenove pela frente, ou seja, muuuuitos quilômetros ainda para correr (670 para ser mais exato). Por enquanto estou gostando bastante da nova versão no Nike+ Run Club e acho que vou com ele até alcançar meu objetivo.

Para finalizar, a melhor parte, o aplicativo é totalmente gratuito, incluindo os treinamentos, e está disponível tanto para iOS quanto para Android.

QR-Code Nike+Run Club iOS

Download na iTunes App Store

QR-Code Nike+Run Club Android

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