Aplicativos que simulam ciclo-computadores x ciclo-computadores dedicados

Aplicativos que simulam ciclo-computadores x ciclo-computadores dedicados
Aplicativos que simulam ciclo-computadores x ciclo-computadores dedicados

Existem diversos aplicativos para ciclistas com as mais variadas funcionalidades. Alguns deixam os ciclo-computadores (aqueles aparelhinhos dedicados à prática de ciclismo) na era das cavernas. Utilizam GPS, compartilham dados em tempo real, medem altimetria, traçam rotas em mapas, postam dados em redes sociais e um monte de outras coisas.

Como bom geek, já testei diversos aplicativos indicados para ciclismo em minhas pedaladas. Existe uma variedade grande de opções com muitos recursos legais. Mas vamos com calma pois isso pode atrapalhar. Já pensou no custo disso tudo?

Como assim custo? Do que está falando?”. Simples, estou falando de bateria! Sim, tudo isso consome muita bateria que pode fazer falta em uma pedalada mais longa, em um momento em que precisa pedir socorro ou mesmo para registrar aquela foto legal em algum local bacana do treino.

Já imaginou você estar fazendo sua pedalada com os amigos e após de algumas horas precisar do celular e ele está descarregado porque você o utilizou como ciclo-computador? Enquanto que um smartphone pode ficar sem bateria em poucas horas, sabe quanto tempo dura a de um ciclo-computador? Quase 3 anos!

Levando isso em consideração, será que não seria melhor manter um pouco o pé no chão e utilizar menos recursos? Será que aqueles dados mais básicos dos ciclo-computadores não são suficientes? Para quem não sabe, estes aparelhinhos medem pouca coisa. Basicamente contam com funções de velocidade (instantânea, média e máxima), distância, cronômetro e relógio. Alguns tem mais recursos, mas no geral é apenas isso.

Os ciclo-computadores mais básicos não custam muito (já encontrei em torno de R$70,00) e são relativamente simples de instalar. Eles são bem precisos, até mais que os aplicativos com GPS pois calculam a distância percorrida através do giro da roda da bicicleta.

Voltando aos aplicativos, existem alguns que simulam um ciclo-computador e mostram apenas as mesmas informações. Estes normalmente são bem minimalistas no visual e não armazenam dados. Mas as desvantagens destes são as citadas acima: Não são tão precisos e consomem a bateria. Por outro lado custam muito pouco financeiramente se comparados com aparelhos dedicados e contam com iluminação que se adapta tanto para o dia quanto para a noite (coisa que ciclo-computadores normalmente não tem).

Dois exemplos disso são os aplicativos Cyclo ($1.99) e BikeDaddy ($2.99). Ambos muito parecidos diferenciando apenas no quesito recurso já que o primeiro é mais completo (além de mais barato). Se você tiver algum suporte para manter seu smartphone no quadro da bicicleta até que dá para utilizá-los, mas tome cuidado com os dias de chuva.

Aplicativos Cyclo e BikeDaddy
Aplicativos Cyclo e BikeDaddy

Pessoalmente, apesar de utilizar o Cyclo, vou adquirir um ciclo-computador e poupar a bateria de meu smartphone. Mesmo utilizando um relógio Suunto Ambit 3 Sport que tem bastante recurso, consultar os dados no braço pode não ser muito seguro dependendo do terreno em que está pedalando ou da velocidade em que está.

Aplicativo Cyclo

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Aplicativo BikeDaddy

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Charity Miles – Exercite-se e ajude instituições beneficentes

Charity Miles - Aplicativo doa dinheiro para ONGs por seus exercícios
Charity Miles – Aplicativo doa dinheiro para ONGs por seus exercícios

Outro o dia comentei aqui que existe um aplicativo com o qual é possível ganhar descontos na compra de produtos e até milhagens aéreas fazendo exercícios (Não viu isso? Corre lá e veja agora). E se eu disser que ao mesmo tempo em que está fazendo isso você pode também ajudar financeiramente uma instituição beneficente sem tirar um centavo do seu bolso?

Existe um aplicativo chamado Charity Miles que acompanha a quilometragem (ou seria milhagem?) de sua caminhada, corrida e/ou pedalada e transforma isso em dinheiro para alguma das (neste momento) 37 ONGs parceiras às quais defendem as mais diversas causas.

Funciona assim: Você sai para o seu exercício, aciona o aplicativo, escolhe qual instituição deseja ajudar e vai. Ao terminar basta finalizar para saber com quanto colaborou.

Espera ai! Quer dizer que é simples assim? Eu caminho e alguém doa dinheiro para as ONGs? Mas quem paga por isso?” Isso foi o que pensei quando conheci o aplicativo. Parece coisa de “lenda de internet” ou algo do tipo. Por isso fui atrás para entender como funciona.

O pessoal por trás do Charity Miles tem parcerias com diversos anunciantes de peso, dentre eles Master Card, Johnson & Johnson, Timex e outros. São eles quem fazem esse pagamento em troca da propaganda de suas marcas que aparece na tela do aplicativo. Genial!

São pagos $0,25 para cada milha (1,6km) percorrida e outros $0,10 para cada milha pedalada. Pode não parecer grande coisa, mas lembre-se de que não sai do seu bolso e que quanto mais gente ajudando melhor.

No aplicativo é possível saber (em inglês) o que cada ONG faz, criar lembretes pessoais para se exercitar e, como incentivo extra, criar grupos para disputar quem mais colabora. Por falar nisso, deixo aqui o desafio. Procurem pelo grupo Brasil e tentem me passar. 😜

Ok, você não gosta de se exercitar. Mas saiba que ainda assim pode ajudar. Basta acionar o aplicativo toda vez que for caminhar até seu trabalho ou escola, quando for capturar Pokémons nas ruas ou apenas passear por ai.

O Charity Miles é gratuito e está disponível tanto para iOS quanto para Android. Então baixe já!

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Pacote de Aplicativos/serviços – Viajem ao Rio de Janeiro parte 2

Pacote de Aplicativos/serviços - Viajem ao Rio de Janeiro parte 2
Pacote de Aplicativos/serviços – Viajem ao Rio de Janeiro parte 2

Um ano atrás viajei ao Rio de Janeiro para correr uma meia maratona. Na época até publiquei um post (confiram aqui) falando sobre os aplicativos “urbanos” que utilizei. Como minha meta é fazer uma maratona (o que é bem possível de acontecer no Rio), resolvi voltar lá e fazer um teste com aplicativos/serviços que podem ser úteis em uma viagem assim.

Assim como no post do ano passado, não vou falar aqui sobre aplicativos para a corrida, mas para facilitar no processo da viagem e também para aproveitar e “turistar” um pouco. Acredito que com os jogos olímpicos se aproximando, essas dicas possam ser úteis também para quem pretende ir até lá para este evento.

Um detalhe que fiz questão de manter nesta viagem é o de ser totalmente móvel. Foquei em serviços aos quais poderia utilizar apenas um smartphone e sem precisar utilizar qualquer agencia de viagem ou demais formas tradicionais. Minha idéia era sair de casa com um smartphone na mão, ir ao Rio de Janeiro conhecer o máximo de lugares possível e voltar.

Passagens

Para começar as passagens aéreas. Isso é algo até simples de adquirir já que as principais empresas aéreas vendem através de seus aplicativos. Mas para facilitar a busca pelos melhores preços deixo a dica do aplicativo Skyscanner. Ele lista as passagens para seu destino na data desejada e te avisar quando tiver mudança de preços.

Hospedagem

Passagens compradas e armazenadas no Wallet (antes chamado de Passbook) do iPhone, vamos à hospedagem. Normalmente fico em hotéis, mas como a idéia era também testar serviços diferentes, resolvi ir de Airbnb. Encontrei muitas opções legais para os mais variados bolsos e gostos. Escolhido o apartamento (lembrando sempre de checar os comentários) foi muito tranquilo fechar com os proprietários. Arrisco a dizer que mais fácil que com vários hotéis.

Trasporte

Ok, passagens garantidas, hospedagem fechada, próximo passo foi cuidar do transporte. Resolvi deixar por conta do Uber tanto a saída de casa para o aeroporto de partida quanto do aeroporto de destino para o apartamento alugado. Mesmo no Rio de Janeiro, que é o local onde há mais confusão entre taxistas e motoristas de Uber, tudo foi muito tranquilo. Ao chegar lá e chamar por algum motorista o aplicativo indicou para aguardar ao lado do aeroporto. Lá percebi uma concentração considerável de outros turistas aguardando também pelos veículos do serviço.

Outro aplicativo que também foi bastante útil é o Moovit. Como queria conhecer vários pontos turísticos diferentes e também ter uma boa noção da cidade sem gastar muito, nada como utilizar o transporte público. Neste aplicativo basta dizer para onde deseja ir que ele irá indicar todas as linhas de ônibus, metrô, VLP, balsa e o que mais tiver disponível. Tudo com a localização dos pontos e previsão de chegada de cada linha. Ponto positivo também fica para o fato dele indicar até mesmo os trechos a serem feitos à pé com tempo estimado de caminhada e também o caminho.

Deixo só uma ressalva aqui. No caso específico do Rio de Janeiro, que se aproxima dos jogos olímpicos, algumas linhas de ônibus estão passando por trocas de rota. Isso atrapalhou um pouco mas foi fácil de contornar.

Alimentação

Chegando lá por perto do meio dia a primeira interação automática que me chamou a atenção foi a do aplicativo TripAdvisor. Ele identificou que era hora do almoço, o local onde eu estava e me indicou algumas opções de restaurantes por perto. Achei isso ótimo já que não conhecia nada na região que estava. O mesmo aconteceu em todos os pontos mais conhecidos do Rio por onde passei. Sempre recebia uma notificação sobre bons lugares para comer e/ou conhecer.

Ainda no quesito alimentação, utilizei o aplicativo iFood pela primeira vez e não tive o menor problema nisso. Enquanto as pessoas que estavam comigo ainda estavam procurando por alguma indicação de entrega de pizza eu já havia fechado o pedido. Muito prático, gostei.

Até este ponto, o que temos? Passagens, transportes, hospedagem e alimentação, tudo resolvido através do smartphone. Vamos aos outros aplicativos que utilizei.

Turismo

Aqui entrou novamente o TripAdvisor como uma grande opção. Encontrei diversas dicas interessantes de lugares legais para conhecer, inclusive alguns fora do circuito normal de turismo. Legal é que ele conta com uma enorme base de dados de dicas e sugestões deixadas por outros usuários.

Um aplicativo que conheci na viagem que vale citar é o VizuBox. Ele mostra imagens de câmeras em tempo real de diversos lugares do Rio de Janeiro. Pena que ele só funcione lá e aqui em Brasilia. Bem que poderiam expandir para outros estados.

Claro que não poderia deixar de citar também o bom e velho Here Maps. Para mim o melhor aplicativo de localização. Como não aluguei um carro, mantive seu uso para encontrar os melhores caminhos para chegar caminhando aos pontos que queria.

Em se tratando do Rio de Janeiro, infelizmente, tenho de lembrar que a questão de assaltos por lá é um tanto maior que em outros lugares. Então antes de sair para correr e/ou fazer passeios turísticos sempre dava uma olhada no aplicativo Onde fui roubado e verificava como era a região que pretendia conhecer. Considerando que para esta viagem o smartphone tinha um papel essencial, nada melhor do que se precaver.

Por fim, outras duas sugestões que deixo são os aplicativos Bike Rio e Catraca Livre. Não cheguei a utilizá-los de fato, mas sempre dava uma olhada para verificar seu funcionamento. O primeiro é para quem quer pegar uma daquelas famosas “bicicletas laranjas” para pedalar por ai. Já o segundo serve para encontrar eventos culturais gratuitos pela cidade.

Emergências

Não preciso dizer que problemas podem acontecer em uma viagem, seja ela para uma corrida ou apenas por lazer. Sendo assim não custava nada manter mais alguns aplicativos no smartphone para ajudar nestes momentos. Dois que levei comigo foram: Hospital+ e Beep!.

O Hospital+ serve para encontrar hospitais, clínicas, farmácias, postos de saúde e demais estabelecimentos do tipo. Já o Beep! é para encontrar profissionais de saúde que atendem em domicílio. Ainda bem que eles não precisaram entrar em ação, mas é sempre bom mantê-los por perto. Fica a dica.

Aplicativos extras

Para fechar as sugestões, deixo abaixo outros que utilizei e que considero interessantes para manter no “pacote de viagem”.

  • App in the Air – Para notificações sobre informações de embarque tais como mudança de horário, troca de portão, atraso no vôo…
  • TripList – Para organização de tudo que vai na bagagem como roupas e equipamentos, tarefas a fazer para a viagem…
  • Espresso – Aplicativo para gerenciar as despesas de viagem. Muito útil para manter os gastos sobre controle. Tem até opção de gerar relatório de gastos ao final.
  • WiFi Map – Para localizar pontos com redes gratuitas e poupar um pouco do plano de dados.

Detalhe importante desta lista de aplicativos. TODOS são de graça e apenas alguns tem gastos internos que dependem apenas de suas escolhas (Uber, iFood, Bike Rio e Beep!).

Aplicativo Runkeeper também é para você cadeirante

Cadeirantes também contam com aplicativos para treinos
Cadeirantes também contam com aplicativos para treinos

É muito comum (infelizmente) não pensarmos em atividades físicas para pessoas com necessidades especiais. Imaginar um aplicativo esportivo para cadeirantes então é algo que confesso nunca ter feito antes. De vez em quando vejo alguns cadeirantes em provas de corrida e mesmo tendo um “olhar tecnológico” das coisas (sempre estou de olho nos gadgets ao redor) nunca imaginei aplicativos para eles.

Mas para minha feliz surpresa não são todos que agem assim. O pessoal por trás do aplicativo Runkeeper não deixou isso passar e incluiu uma opção de rastreamento/acompanhamento de treinos de distancia para cadeirantes.

Não sei dizer desde quando existe esta opção neste aplicativo pois não é o que utilizo, mas fiquei muito feliz por ter me deparado com isso. Mostra uma ótima iniciativa por parte de seus desenvolvedores.

Quanto aos exercícios para cadeirantes, não sou profissional de saúde, mas imagino que uma prática regular de atividades físicas melhore de forma geral a qualidade de vida de todos. Acredito que estando melhor condicionado e com menos peso seja mais fácil para fazerem a transição da cadeira para outros lugares, para a execução de tarefas diversas que necessitam de movimento e até mesmo no humor e socialização.

Ok, mas e o recurso para cadeirantes faz o que? Exatamente o mesmo que faz para corredores sem deficiência. Ele irá medir a distancia realizada, ritmo, tempo, velocidade, calorias, pace médio… e muitas outras informações do tipo. Além disso pode medir frequência cardíaca, apresenta rota no mapa e trás informações de áudio (em português) de todas as métricas que escolher. Conta também com o queridinho de muitos que é compartilhar treinos no Twitter e/ou Facebook.

O Runkeeper também tem opção para criar rotinas de treinamento, mas até onde pude ver apenas para corredores e não para cadeirantes. Então não sei se estes treinos serão os melhores indicados, mas acredito que com uma adaptação aqui e ali seja possível contornar qualquer problema.

Fica aqui a dica de um ótimo aplicativo para cadeirantes praticarem um esporte. Não conheço outros do tipo, mas se souber é claro que indicarei aqui.

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Fruit Map – Aplicativo para encontrar frutas ao seu redor

Fruit Map - Aplicativo para encontrar frutas ao seu redor
Fruit Map – Aplicativo para encontrar frutas ao seu redor

Ontem comentei sobre um aplicativo para encontrar feiras orgânicas. Achei bem interessante, mas  e se eu disser que há uma outra opção para encontrar alimentos naturais através dos smartphones? Uma em que você não precisa de dinheiro para adquirir frutas? E mais, que estas frutas são as mais frescas possíveis.

Quem nunca encontrou uma árvore frutífera por ai, em parques, nas ruas ou mesmo em terras públicas? Não seria legal ter isso tudo catalogado e compartilhado?

Pois um grupo de estudantes aqui de Brasília criou um aplicativo que permite mapear frutas em lugares públicos. De forma bem simples o aplicativo permite que os usuários indiquem onde há frutas nas ruas, se está em propriedade pública, como é o acesso, e claro, que tipo de fruta.

O Fruit Map está disponível para iOS e em breve também estará para Android.