TripPlanner – Aplicativo/programa para organizar viagens

TripPlanner - Aplicativo/programa para organizar viagens
TripPlanner – Aplicativo/programa para organizar viagens

E lá vamos nós novamente pegar a estrada para fazer “maraturismo” (viajar para participar de alguma corrida). Desta vez voltarei ao Rio de Janeiro e agora para tentar a minha primeira maratona. Como de costume, o geek aqui continua sempre procurando e testando aplicativos para tentar deixar a vida mais fácil.

Resolvi agora testar outro aplicativo para gerenciar informações de viagem. Já brinquei com diversos, mas sempre sinto falta de algum recurso. Quando encontro um bom não faz tudo que quero e acabo tendo que utilizar mais de um (ô saudade do finado WorldMate).

Recentemente encontrei uma opção interessante chamada TripPlanner. Ele é formado por uma dupla sendo um aplicativo para iPhone/iPad e um programa para Mac. É bem simples e serve basicamente para gerenciar dados de itinerários, transportes (passagens aéreas, aluguéis de carros, bilhetes de trem…), acomodações e bagagem (roupas, itens de higiene e outros objetos). Tirando a última opção as demais contam também com contagem de despesas.

Os itens da “Packing List” (bagagem) podem ser reaproveitados para diversas viagens diferentes. Contei que você pode cadastrar informações para viagens diferentes e ter até as anteriores guardadas em seu histórico?

No geral o TripPlanner é bem simples e não conta com automações, buscas ou notificações. Neste quesito deixa a desejar para soluções mais modernas, mas a vantagem é que não depende de assinatura, não precisa de internet (importante para viagens internacionais), não fica toda hora tentando te empurrar algum recurso pago e tem a vantagem de poder fazer todo o gerenciamento prévio no Mac (bem mais fácil do que no smartphone). Não precisa sequer criar uma conta para utilizá-lo já que o sincronismo é via iCloud.

Download na iTunes App Store Download na MacAppStore

Como transferir fotos e vídeos para o rolo da câmera dos iPhones e iPads

Como exportar fotos e vídeos para o iPhone e iPad
Como exportar fotos e vídeos para o iPhone e iPad

Recentemente passei por uma situação um tanto inusitada para mim. Precisava transferir alguns vídeos que gravei com uma câmera para dentro do iPhone. A idéia era utilizar alguns aplicativos para fazer edições nestes vídeos. O problema é que como sabem a transferência neste sentido (computador para iTreco) não é muito do feitio da Apple.

Mais um detalhe, no meu caso as soluções via Wi-Fi (Portal, InstaShare, Pushbullet…) não são opções viáveis pois várias das redes que utilizo (normalmente as de trabalho) não permitem este tipo de transferência. O AirDrop seria uma possibilidade se meu Macbook Air permitisse fazer essa conexão com o iPhone.

A solução que consegui é um tanto “caseira”, mas resolveu. O primeiro passo foi instalar no iPhone um aplicativo com capacidade de exportação para dentro do rolo da câmera do iPhone. Para isso escolhi o Documents da Readdle. Gratuito e conta com diversos outros recursos interessantes, mas que não são o foco agora.

A primeira etapa, no computador:

  1. Conecte seu iPhone ou iPad em seu computador.
  2. Inicie o iTunes e espere que este detecte o seu dispositivo.
  3. Uma vez detectado, clique no botão iPhone (ou iPad) no canto superior da janela do iTunes.
  4. Clique em “Aplicativos” e role a tela até que apareça a seção “Compartilhamento de Arquivos”.
  5. Na lista, selecione o aplicativo “Documents“.
  6. Neste ponto basta arrastar e soltar os vídeos ou as fotos do seu computador para o painel ao lado direito.
  7. Suas fotos e vídeos selecionados serão transferidos para o armazenamento local do aplicativo Documents.

Segunda etapa, no iPhone/iPad

  1. Abra o aplicativo Documents no seu dispositivo iOS e vá até o local onde seus arquivos estão aguardando. No meu caso ficaram em uma pasta chamada “Arquivos do iTunes”.
  2. Abra esta pasta e selecione a imagem.
  3. Toque nos três pontos e depois em “Salvar no Rolo da Câmera”.
  4. Pronto, agora você já pode utilizar estas fotos e vídeos no aplicativo que quiser.

Há como fazer um procedimento direto do computador para o aplicativo Documents sem utilizar o iTunes, mas ai volta a ter de utilizar Wi-Fi. É mais simples, mas também mais lento e dependerá de permissões da rede utilizada permitir isso.

Fica a dica.

Atualização: Alguns passos foram modificados em uma das últimas atualizações do Documents e ficou ainda mais simples.

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WD My Cloud – Sua própria nuvem pessoal

WD My Cloud - Nuvem pessoal
WD My Cloud – Nuvem pessoal

Hoje falar em nuvem de dados é algo bastante comum. Nomes como Dropbox, Google Drive, iCloud, OneDrive são mais que conhecidos. Mas e nuvem própria? Sim, é possível ter uma armazenada ai na sua casa, escritório ou onde mais achar conveniente. Tenho testado há algum tempo o WD My Cloud, um NAS (Network Access Storage) básico voltado para uso doméstico.

Há alguns modelos semelhantes da marca que vão de 2 a 4 TB os quais bastam estar conectados ao roteador para permitir acesso remoto ao seu conteúdo. O que tenho em mãos é o de menor capacidade (2TB) mas todos podem ser ampliados bastando conectar outro HD externo em sua porta USB (3.0).

Gostei do fato deste ter um visual bem limpo e discreto, sendo basicamente branco com uma pequena parte cinza. A única luz frontal (azul) é bem sutil e pode ainda ser desligada caso queira. Lembrando que esta indica o status do NAS. A conexão com o roteador é feita exclusivamente através de cabo e pode ser tanto a 100 Mb/s ou 1 Gb/s, dependendo do seu roteador. No meu caso conectei a um Apple Airport Express sem a menor dificuldade.

Falando nisso, outro dia me perguntaram se a instalação e configuração é complicada. Não, é bem simples e não requer muitos conhecimentos técnicos. Após conectá-lo ao roteador é só acessar o endereço “http://wdmycloud” e seguir as instruções. Basicamente é só escolher o idioma, login e senha para o primeiro acesso. Depois, se for o caso é possível criar outros usuários, cada um com seu acesso diferenciado. Há outra maneira de fazer esta instalação através de programa próprio da WD (disponível para OSX e Windows). Seguindo pela instalação sem aplicativo, após a criação do usuário você será redirecionado para uma tela de administração com diversas configurações e informações. É aqui também que se pode atualizar o firmware do sistema.

WD My Cloud - Tela inicial
WD My Cloud – Tela inicial

Sobre o sistema, não espere muita coisa avançada. Nada de instalar cliente de Torrent, servidor web, download automatizado, sincronia com outras redes… O WD My Cloud tem o intuito de funcionar como armazenamento de dados e backup (funciona muito bem com o Time Machine dos Macs). Se você tiver algum dispositivo com DNLA (como uma smartTV) é possível acessar seus arquivos de mídia e até mesmo a biblioteca do iTunes. Claro que isso também funciona através da internet, afinal é para isso que serve um NAS.

Falei que dá para conectar um HD externo ao WD My Cloud certo? Não preciso dizer que o mesmo serve para pendrives. Tanto um quanto o outro podem ser utilizados não apenas para ampliar a capacidade de armazenamento, mas também para criar pontos de segurança, os “Safepoints”. Assim é possível recuperar seus dados se houver alguma falha grave no NAS. Gostei disso apesar de esperar nunca precisar restaurar arquivos desta forma, mas é bom saber que há esta opção.

Se o programa para desktop é útil, os aplicativos móveis não ficam atrás. Não testei as versões para Windows Phone ou Android, apenas a do iOS, e esta digo que funciona muito bem. Neste aplicativo há possibilidade de acessar não só o NAS mas também outras redes como Dropbox, Google Drive e OneDrive (senti falta do iCloud). Com isso optei por desinstalar o outro aplicativo que utilizava antes para centralizar tudo isso no My Cloud.

WD My Cloud - Aplicativo iOS
WD My Cloud – Aplicativo iOS

A velocidade de acesso aos arquivos, independente da maneira que fizer, é boa. Apenas as primeiras transferências demoraram consideravelmente porque armazenei tudo que tinha espalhado em outros HDs, pendrives e CDs/DVDs (sim, ainda tinha alguns, agora acabou). Um detalhe legal do WD My Cloud é que há também a possibilidade de criar pastas públicas para compartilhar arquivos com quem quiser. Tome cuidado com o que vai compartilhar e evite fazer pirataria. 😉

Minha opinião sobre o WD My Cloud: Gostei bastante do equipamento e está me atendendo muito bem. Os backups via Time Machine estão funcionando sem problemas e sequer percebo quando estes acontecem. O recurso de ser avisado via e-mail quando algo errado acontece (reinício de sistema por exemplo) é bastante útil. Acesso móvel através de smartphone também é uma mão na roda.

O futuro dos notebooks é perder as portas de conexão?

O futuro dos notebook é perder as portas de conexão? Precisamos mesmo de tantas portas?
O futuro dos notebook é perder as portas de conexão? Precisamos mesmo de tantas portas?

Tenho visto por ai uma série de comentários atacando e/ou elogiando o último lançamento da Apple na linha de notebooks, o Macbook. Alguns reviews dizem que é o notebook do futuro, outros reclamam (como sempre) da falta disso ou daquilo. Não vou entrar neste mérito, muito menos em questão de preços (sim é muito caro) até porque o foco aqui é outro. A questão que quero falar é sobre a perda de portas de conexão.

Antigamente os notebooks vinham com uma série de portas de nomes complicados, muitas delas a maioria das pessoas sequer sabia para que servia. Algumas eram muito específicas para determinados grupos de usuários, outras até que tinham usos bem comuns. Lembro de ver alguns computadores com portas paralelas, portas COM, Firewire, Thunderbolt, rede, USB, VGA, HDMI, saída/entrada de áudio, entradas para telefone, rede, cartão PCMCIA, cartões de tipos diversos (CF, SM, MMC, SD, MemoryStick, xD…), além dos também aposentados drivers de disquete, CD/DVD. Isso tudo sem contar a entrada de energia. Se procurar irão encontrar outras diversas que já existiram, mas já deu para entender né?

Antes que digam alguma coisa, não, não estou defendendo a Apple que cortou quase todas as portas neste novo computador. Estou apenas compartilhando uma opinião. Depois de ler vários reviews e comentários parei para observar o uso que utilizo conectado ao meu computador, um Macbook Air 2011.

Este tem uma entrada para cartões à qual utilizei apenas uma vez para testar se funcionava, isso foi quando comprei o computador. Há uma porta Thunderbolt que já foi utilizada diversas vezes para conectar outro monitor, mas há tempos caiu no esquecimento. Já as portas USBs só uso no trabalho para transferência de arquivos (via pendrive) por questões de bloqueio da rede (corporativa) para transferência via conexão sem fios, e ainda assim quando preciso é de apenas uma.

As únicas entradas que realmente faço uso constantemente são a de fone de ouvidos (que poderia deixar de usar com um fone Bluetooth) e a MagSafe (para carregar bateria). Sendo assim, neste ponto (falta de portas), o novo Macbook não me parece ser algo tão absurdo quanto vejo as pessoas criticarem, pelo menos para o meu uso. Ok, o USB tipo C não conta ainda com qualquer tipo de acessório ou periférico, mas isso tende a mudar com o tempo. Antes ninguém usava pendrive, era tudo com disquete e CD. Quem utiliza isso hoje?

Nós gostamos muito de criticar o que é novo mesmo antes de testar. Que tal pensarmos um pouco no que realmente usamos/precisamos?

Duet Display – Aplicativo transforma iGadets em segundo monitor para Mac


Duet Display - Transforma iGadget em tela extra para Mac

Se tem uma coisa que eu poderia apontar como principal motivo para ter deixado a plataforma Windows e migrado para o OSX (Mac) foi a produtividade. A facilidade como os aparelhos e aplicativos se integram é ímpar. Mas uma coisa sempre senti falta mesmo neste ambiente (em questão de usabilidade/produtividade) é a possibilidade de usar um aparelho como extensão de tela para outro.

Já testei diversos aplicativos que prometiam fazer isso (o Air Display por exemplo, entre outros) mas até outro dia não havia encontrado nada que pudesse chamar de satisfatório. Sempre havia algum porém que atrapalhava. Ou precisa estar ligado à mesma rede Wi-Fi ou tinha uma demora gritante para a resposta do mouse/comandos. Isso quando não era tudo ao mesmo tempo.

Mas outro dia encontrei um novo aplicativo que está funcionando quase que de forma perfeita (sim tem alguns detalhes para melhorar). De longe é o que mais se aproxima do que eu queria.

O Duet Display funciona via cabo (aquele que você só usa para carregar as baterias do iPhone ou iPad já que não precisa mais conectar para sincronizar no iTunes) tornando a velocidade muito superior à dos aplicativos que utilizam Wi-Fi para isso. É quase instantâneo e quase não se percebe lentidão alguma.

A instalação é bem fácil e não requer muitas configurações, dá para utilizar sem ter de mexer em nada. Caso queira mudar a resolução da “segunda tela” é possível fazer isso escolhendo as opções Regular, Retina ou High. A primeira é a padrão, a segunda aumenta um pouco a densidade dos pixels e a terceira deixou tudo muito pequeno (não gostei).

Por falar em instalação, é preciso baixar um aplicativo para iOSMac ($7,99) e depois a versão correspondente para Mac (este é de graça). O primeiro é compatível com qualquer aparelho que tenha pelo menos a versão 7.0 do iOS, o segundo para com Macs que com OSX 10.9 ou mais recentes.

Testando aqui não percebi problemas no aplicativo, mas já ouvi relatos de travamentos. Funcionou bem com o Macbook Air 2011 ligado a um iPhone 6 e também com iPad 3, mas apenas com um de cada vez. Seria bem interessante poder ligar mais de um iPad ao mesmo tempo ao Mac. Tudo bem que isso não é uma situação comum, mas que ficaria bem legal ficaria.

Pensando bem, este recurso até que já poderia ser nativo nos aparelhos da Apple. Seria um tremendo diferencial da empresa.