Virar corredor apenas com uso de aplicativos? É possível?

Virar corredor apenas com uso de aplicativos? Isso é possível?
Virar corredor apenas com uso de aplicativos? Isso é possível?

Hoje vou falar sobre uso de aplicativos de corrida, mas não citarei algum específico como normalmente faço. Desta vez quero falar um pouco sobre experiência com o uso destes na minha “vida de corredor” e se é possível treinar apenas com este recurso, sem ir à academias, fazer parte de grupo de corrida ou consultar algum personal trainer.

Não estou aqui dizendo que a maneira tradicional não tenha seu valor, longe disso. Um profissional sério pode e irá te proporcionar uma ótima maneira de sair do sedentarismo e/ou ganhar melhor performance. Mas pense bem. E se estas opções não estiverem disponíveis vai ficar sem treinar? Vai que onde você mora não tenha nada disso, ou que você não tenha dinheiro para custear seus treinos. O que quero mostrar é que estes não são os únicos caminhos para que você possa virar um corredor (ciclista, nadador e o que mais quiser). Seria possível treinar apenas com o uso de aplicativos?

Acredito que para provar que seja possível correr de forma satisfatória (o que varia com o objetivo de cada um) terei de contar um pouco do que eu fiz desde que comecei a participar de provas de rua. Veja bem, não sou corredor profissional, treinador ou mesmo da área de saúde, o que falo aqui é sobre a minha experiência aplicada aos meus treinos. Apenas isso.

Vamos lá! Entrei nessa de correr no final de 2013. Como bom geek procurei auxilio nos gadgets que já tinha por perto (smartphone, frequencímetro e fones de ouvido) e “corri para a esteira”. Até pensei em buscar ajuda com algum profissional da área mas devido aos meus horários malucos na época e uma “descapitalização” ($$$) tive de deixar essa alternativa de lado. Foi então que resolvi procurar os aplicativos.

Foram muitos os testes com diversos aplicativos, partindo dos mais famosos aos mais alternativos. Alguns foram úteis, outros não tanto, diversos dispensáveis e outros bastante interessantes (confira uma lista aqui).

Nesta época ouvi críticas de algumas poucas pessoas por tentar fazer assim e percebi diversas “torcerem o nariz” para essa ideia, mas ainda assim não desisti. Após as primeiras provas de 5km alguns corredores mais antigos vinham me dar parabéns meio que com desdém. Mais ou menos como quem diz para uma criancinha “que lindo seu desenho. O que é isso?”.

Quando resolvi aumentar a meta e participar das provas de 10km foi unanime: “Você agora precisa entrar para um grupo de corrida, sozinho será muito difícil”. Não gostei disso e achei que daria conta. Aumentei o nível dos treinos exigindo mais dos aplicativos e de mim. Primeira prova nesta nova distância não foi das melhores mas consegui completar. Claro que ouvi gente dizer: “Não falei? É melhor procurar um personal.”.

Continuei treinando, testando aplicativos e mudando suas configurações para personalizá-los ao meu ritmo/objetivo. Algumas provas de 10km depois esbravejei minha vontade de uma prova de 10 milhas (16km). Esta é uma distância intermediária recomendada para quem quer fazer a transição para a meia maratona. Mesmo tendo provado que até ali tinha conseguido treinar apenas com aplicativos teve gente que disse: “Agora você precisa de uma planilha de algum treinador, sem isso será impossível”. Não foi por mal, acredito que tenha sido na melhor das intenções e que apenas queria me ajudar, mas ainda assim fui de aplicativos.

Por fim conclui as 10 milhas melhor do que imaginava, com um tempo razoável e sem lesões. Para falar a verdade em alguns momentos antes da corrida achei que não conseguiria. Mais uma vez os aplicativos de corrida e exercícios se mostraram eficientes.

Próxima meta? Claro, foi a meia maratona. Escolhi uma prova com bastante tempo de antecedência para poder treinar bem e lá fui novamente mexer nos aplicativos para aumentar o nível. Foi então que apareceu uma prova de trilha com 21km no meio do caminho (que acabou virando 23km por mudança no percurso). Como estava com um nível bom resolvi me testar correndo nesta. Pensei que não seria tão difícil e que como era em trilha não precisaria me preocupar em tempo, que era só concluir.

Que engano, foi a mais difícil que já fiz até hoje e a que mais exigiu de mim. Foram muitas caibras e muita dor para concluí-la. Foi um erro correr uma prova assim? Em alguns aspectos diria que foi e que deveria ter treinado mais, mas por outro lado serviu para provar a mim mesmo que estava no caminho certo. Se consegui completar essa poderia fazer o mesmo no asfalto.

O que fiz? Já sabem, voltei a aumentar o nível dos treinos com os aplicativos, troquei alguns e procurei por novos. Resultado disso? Posso dizer com orgulho que perdi as contas de quantas vezes já fiz provas de cinco e dez quilômetros, já se foram doze meias maratonas, vários treinos de 30km, estou treinando para minha primeira maratona e penso em um dia correr uma ultramaratona. Tudo isso treinando apenas com aplicativos em meu smartphone.

Mas ai você deve estar se questionando se é correto treinar assim. Se perguntar para profissionais de educação física aposto que todos irão dizer que não. O que eu acho? Concordo com eles, esta não é a melhor maneira. Imagino que sequer seja considerada no meio profissional. Mas é a maneira que tenho feito e para mim está funcionando. Não tenho pretenção alguma de virar atleta de ponta, quero apenas alcançar meus objetivos pessoais, aprender a me superar e me divertir fazendo tudo isso com meus aplicativos.

Então, é possível treinar apenas baseado em aplicativos? Sim, é possível. Estou recomendando isso? Não, estou apenas dizendo que esta é a maneira que EU faço. Também não preciso lembrá-los de antes fazer seus exames médicos certo? Não seja inconsequente consigo mesmo.

Sobre correr uma maratona e uma ultramaratona? Um dia eu falo sobre isso, quando conseguir alcançar estes objetivos. 😉

Nike+ Run Club – Opinião após algumas semanas de treino

Aplicativo Nike+ Run Club
Aplicativo Nike+ Run Club

Já era para ter comentado sobre a atualização que a Nike fez em seu principal aplicativo, o Nike+ Running, que além da mudança no nome (agora Nike+ Run Club) sofreu uma metamorfose total. Demorei um pouco pois precisava testar na prática para poder conhecê-lo melhor.

Novidades

Antes de passar a minha opinião vou falar sobre as mudanças no aplicativo. Foram muitas e por isso vou citar apenas algumas:

  • Planos de treinamento – Já era um recurso presente na versão anterior, mas agora ficou mais personalizável. Comece escolhendo uma opção (Iniciante, Performance ou Prova específica) e depois entre com suas informações pessoais.
  • Adaptativo – Para mim um dos melhores recursos. Ele serve de complemento ao item anterior já que muda seus treinos conforme você evolui.
  • Treinador em sua língua – Pode parecer uma coisa simples, mas era algo que faltava na versão anterior um retorno de voz em português.
  • Integração da plataforma – Não sei como as outras empresas não fazem isso (ok, algumas  poucas fazem). Se você desenvolve aplicativos diferentes para exercícios diversos me parece obvio que eles conversem entre si. E foi isso que a Nike fez nesta versão. O treino que você faz no Nike+ Run Club “fala” com o do Nike+ Trainning Club.
  • Comunidade Nike+ – Agora é possível se inscrever nos eventos organizados pela Nike (no Brasil existem apenas no Rio apesar de também mostrar São Paulo).
  • Redes sociais – Interessante para quem gosta de compartilhar os treinos nas redes sociais (quem não gosta?). Agora conta com “adesivos” para inserir em suas fotos e postar aonde quiser. Para quem usa no iPhone agora também é possível integrar com os novos recursos do iMessenger através de stickers (alguns até animados).

Pontos à melhorar

Tudo muito legal, mas o aplicativo veio com alguns bugs na primeira versão que acabaram enfurecendo muitos usuários. Felizmente os problemas já foram corrigidos e pelo menos aqui tudo está funcionando bem. Ainda assim sinto falta de alguns recursos que existiam antes, os quais espero que a Nike traga de volta. Dentre eles os desafios entre amigos e as medalhas de incentivo.

Tem alguns detalhes que acredito que o tornaria ainda melhor. Por exemplo retorno de voz para informar fim do treino. Se você não ficar de olho na quilometragem vai acabar correndo mais do que deveria. Outro ponto é sobre os treinos de tiro, nestes você precisa informar manualmente quando está fazendo os intervalos ou iniciando os sprints, poderia ser automático.

Treinamento no dia a dia

Você não disse que iria falar sobre o aplicativo após algumas semanas de treino?” Sim, é verdade e farei isso agora.

Já que a idéia era testá-lo na prática, porque não fazer isso unindo também ao meu próximo objetivo na corrida? A Maratona. Pensando assim resolvi pegar o treino específico para esta prova. Inseri minhas informações, a quantidade de corridas por semana, meu nível e tudo mais, com isso ele me retornou um planejamento de 26 semanas.

Como já corro há alguns anos e tenho um certo condicionamento os primeiros treinos me pareceram fracos. Pouca distância a percorrer, velocidade bem baixa e nada de tiros. Desanimei com isso e achei que não iria seguir com este planejamento. Ledo engano.

Lembra que falei que o aplicativo se adapta? Pois é, há uma analise dos seus resultados nos treinos normais e também no que ele chama de “treinos de referência”. Estes últimos são curtos (15 minutos) mas intensos. São 7 minutos de aquecimento, 3 gradativos na sua maior velocidade e 5 de desaquecimento. Com isso o aplicativo redefine a velocidade média de todo o programa de treinamento.

Com isso meu planejamento que estava bem fácil no começo está cada vez mais difícil. O bom é que estou sentindo uma diferença considerável no meu rendimento e começo a ter certeza de que vou conseguir os tão sonhados 42.195 metros da Maratona.

Ah! Já estava me esquecendo de um detalhe. Se forem utilizar o Nike+ Run Club fiquem atentos às mudanças no planejamento. Isso normalmente acontece no domingo à noite quando ele fecha o período e te mostra seu histórico. Neste momento ele reavalia seu rendimento e pode redefinir a semana seguinte. Comigo aconteceu de um treino que antes estava previsto para terça-feira ser antecipado para segunda-feira. Acabei não vendo isso e perdi um treino. Ainda bem que dá para reordenar os dias de treino (o que também irá refletir no planejamento futuro).

Enfim, como andam os treinos com o aplicativo? Ainda estou no meio da semana sete e tenho mais dezenove pela frente, ou seja, muuuuitos quilômetros ainda para correr (670 para ser mais exato). Por enquanto estou gostando bastante da nova versão no Nike+ Run Club e acho que vou com ele até alcançar meu objetivo.

Para finalizar, a melhor parte, o aplicativo é totalmente gratuito, incluindo os treinamentos, e está disponível tanto para iOS quanto para Android.

QR-Code Nike+Run Club iOS

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QR-Code Nike+Run Club Android

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Opinião – Suíte de treinamento Freeletics – Personal Trainer no seu smartphone

Suíte de treinamento Freeletics - Personal Trainer no seu smartphone
Suíte de treinamento Freeletics – Personal Trainer no seu smartphone

Lembram do Freeletics Running que comentei aqui no site há algum tempo? Pois é, fui convidado pelo pessoal da Freeletics para testar os demais aplicativos da sua suíte de exercícios. Além do Running, voltado à corridas, existem também o Bodyweight, com exercícios calistênicos e Gym, para uso em academias.

Mas antes de falar sobre estes aplicativos, acredito ser interessante dizer o que é Freeletics. Consiste em um programa de treinamento criado na Alemanha no qual os atletas livres (como são chamados os seus praticantes) utilizam basicamente apenas o corpo para se exercitar.

Mas você deve estar se perguntando agora porque estou falando sobre exercícios em um site de tecnologia móvel. Simples, porque é tudo feito com o uso do seu smartphone. Hoje já são mais de 9 milhões de praticantes espalhados pelo mundo. Ou seja, é muito atleta com uma veia geek por ai.

Freeletics Running

Freeletics Running
Freeletics Running

O Running é o aplicativo que mais me interessa dos três, já que é o esporte que mais pratico, mas nem por isso os outros deixam de ter sua importância. No primeiro post que comentei sobre este aplicativo acabei passando a impressão de que era voltado apenas aos treinos de tiros de corrida. Isso acaba acontecendo apenas se você ficar no plano gratuito. Com a assinatura do Coach (treinador) a coisa muda pois também são acrescentados treinos de rodagem nos quais você tem distâncias definidas a percorrer e em um ritmo determinado.

Como havia comentado antes no outro post, ao instalar o aplicativo você tem liberados quatro treinamentos e os demais após assinar o Coach. Agora que testei alguns destes posso dizer com mais propriedade que são ótimos para ganhar um melhor condicionamento físico e melhorar a corrida.

Um detalhe interessante do Coach é que você pode mudar seu foco à qualquer momento de acordo com seu objetivo: Perda de peso, melhora na resistência, aumento de velocidade ou melhora no condicionamento físico em geral.

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Freeletics Gym

Freeletics Gym
Freeletics Gym

O mais novo membro da família Freeletics é o Gym. Aplicativo totalmente voltado para uso em academias. A ideia do Gym é proporcionar maior ganho de massa muscular. Semelhante aos outros aplicativos, ele também trás alguns treinos liberados mas o “forte” mesmo após a assinatura do Coach. Desta forma ele faz uma avaliação de seu condicionamento e após isso começa a passar as instruções de treinos e as evoluções semanais.

O Gym conta com quatro tipos de treinamentos diferentes:

  • Combinados de força – São treinos com séries de dois exercícios os quais devem ser feitos sem pausa. Estes são para quem quer ganhar tônus muscular.
  • Workouts – Séries variadas para ganho de força e condicionamento físico.
  • Desafios – Esses são para quem gosta de, como o nome diz, se desafiar. São exercícios que devem ser realizados o mais rápido possível.
  • Remada – Exercícios com foco em fortalecimento de braços, capacidade cardiovascular, pernas, glúteos, músculos das costas e abdominais.
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Freeletics Bodyweight

Freeletics Bodyweight
Freeletics Bodyweight

Dos três aplicativos o que mais se destaca sem dúvida alguma é o Bodyweight. Prova disso é a grande quantidade de usuários e também fato de ter sido eleito o melhor aplicativo de 2015 na Alemanha. Mas do que exatamente se trata? Se os anteriores cuidam respectivamente de exercidos de corrida e academia/remada, qual o foco do Bodyweight?

Este aqui trás mais de 1.000 variações de exercícios de calistenia(?!?). São treinos nos quais o único peso utilizado é o do próprio corpo. São exercícios, que pode-se fazer em qualquer lugar, com bastante intensidade e com uma queima muito alta de calorias.

No mesmo molde dos citados acima, este também conta com treinos gratuitos (11 apenas) e os demais são liberados através de uma assinatura do Coach. No caso deste aplicativo em específico eles também fornecem um Guia Nutricional com dicas de alimentação saudável e balanceada para acelerar a perda de gordura.

O aplicativo é dividido em Workouts (sessões de treino), Exercises (exercícios soltos) e Running. Esta última parte é apenas para acompanhar suas corridas, não são exercícios. O aplicativo Running (ver acima) antes fazia parte do Bodyweight. Engraçado é que neste é possível escolher uma corrida de 42 quilômetros e no aplicativo Running não.

Existem ainda um recurso bem interessante do Bodyweight que merece ser citados: O Ghost no qual você disputa contra seus tempos anteriores em exercícios já realizados previamente.

Algumas vezes você precisar passar pelo inferno para chegar ao paraíso”. São dois “tipos de inferno” que os usuários do Freeletics Bodyweight encaram de tempos em tempos. Normalmente você passa por uma sessão de exercícios por dia, mas não quando estiver nestas semanas.

Hell Days! – O Coach vai passar para você três sessões de treino para serem completadas por dia com um dia de descanso. Já passei por esse inferno e digo que é realmente de matar.

Já a Hell Week deve ser ainda pior (ainda não passei por esta). A Hell Week significa sete dias de treinos seguidos. Nos seis primeiros dias são sessões regulares de treinamento, mas no sétimo dia, o Coach lhe dará três sessões de treinamento. Aqui não tem descanso.

Já estava esquecendo uma informação importante do Bodyweight. Caso você esteja com algum músculo machucado, ou outra lesão, é possível informar isso no aplicativo e os treinos da semana seguinte não incluirão exercícios da(s) área(s) lesionada.

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Videos dos treinamentos

Algo muito legal que vale ser citado são os vídeos de treinamento. TODOS os exercícios dos aplicativos Freeletics contam com instruções muito bem detalhadas apresentando cada movimento a ser realizado para evitar lesões. Nestes mesmos videos são mostrados também dicas do treinador para uma melhor execução de cada um.

Meu objetivo com a suíte Freeletics

Tenho utilizado regularmente os três aplicativos em conjunto e em poucas semanas já percebi uma melhora considerável no condicionamento físico. Pretendo fazer uma experiência na qual irei manter uma rotina de exercícios orientados APENAS por aplicativos móveis. O foco é correr uma maratona (sim os terríveis 42,195km) até o final do ano.

Claro que não serei irresponsável de fazer tudo assim sem ao menos um acompanhamento profissional. Fiz um check up esportivo e estou consultando uma nutricionista com especialização esportiva funcional.

Será que o geek gordinho aqui conseguirá? Aguardem os próximos capítulos.

Cozinha é ambiente geek?

Cozinha é ambiente geek?
Cozinha é ambiente geek?

Estava pensando outro dia e cheguei a conclusão de que se tem um ambiente de boa parte dos lares que se tornou bem geek nos últimos tempo é a cozinha. Duvida? Então observe a quantidade de utensílios que mudou de uns tempos para cá.

Não, não vou falar aqui sobre geladeiras inteligentes que fazem compras pela internet, impressoras 3D de comida, balanças que identificam os itens do prato e informam a quantidade de calorias… Nada disso. Esses são produtos muito legais mas que vão demorar a se tornar algo comum por aqui.

Hoje estou falando de produtos que estão nas cozinhas da maioria das pessoas e que foram chegando quase sem serem percebidos. Provavelmente você que está lendo isso tem algum(s) destes em casa. Não muito tempo atrás era basicamente tudo feito no fogão a gás e hoje ele pode ser aposentado sem grande problema (esquece fogão à lenha, isso não é do seu tempo).

Só para citar alguns objetos geeks nas cozinhas: Microondas, lavadora louça, panela de pressão, panela de arroz, fritadeira sem óleo, máquina de fazer pão, cafeteria de cápsulas, multiprocessadores, chaleira, cooktop… tudo elétrico, tudo programável ao toque de botões. Alguns destes sequer tem botões, são pequenas telas de toque. E é só entrar nos sites das lojas de produtos de cozinha que verão muitos outros gadgets do que os desta pequena lista.

São tantos aparelhos para tornar a coisa mais fácil que basta colocar os ingredientes em seus respectivos lugares, apertar alguns botões e ir tomar um café. Café este que você não precisou de um filtro de papel, não derramou pó no chão e não vai precisar de uma garrafa térmica já que fez a quantidade certa para este momento. Foi só colocar uma cápsula na máquina e ligar. Simples assim.

Lembram dos livros gigantes de receitas (os mais velhos irão lembrar da “Dona Benta”) e dos caderninhos amassados com receitas de família? Esquece, está tudo agora nas telas dos tablets com opção para buscar por ingrediente, tipo de comida, tags e o que mais achar interessante.

Por falar nisso, e aprender a cozinhar que antes era passado de geração em geração? Normalmente era de mãe para filha que acontecia isso. Hoje é tudo conectado e globalizado. Eu mesmo aprendi a fazer pratos japoneses com um chef de Nova York sem sair da minha cozinha através de um simples aplicativo.

Faltou algum ingrediente? Adiciona na lista de compras, mas esqueça os pedaços de papel. Tudo agora vai via smartphones e fica compartilhado entre sua família, onde você informa em tempo real a todos quando coloca cada produto no carrinho do mercado.

E ai, a cozinha é ou não é um ambiente geek?

Review fone Mumo Bluetooth, da ROCK

Fone Mumo Bluetooth, da ROCK
Fone Mumo Bluetooth, da ROCK

Há algumas semanas comecei a testar o fone Bluetooth Mumo da empresa ROCK. A ideia de adquirir este fone foi para utilizá-lo em atividades físicas como corridas e pedaladas. Por este motivo este review será com foco neste sentido.

Vamos ao fone:

Sua construção é muito boa e aparenta uma qualidade surpreendente visto seu preço (em torno de R$200). O cabo flat não enrola, vem com imãs nas pontas para que se juntem ao redor do pescoço, conta com diversas borrachas para se adaptar a tamanhos diferentes de ouvidos e acompanha até mesmo um redutor de cabo para que não fique balançado muito ao utilizar.

A qualidade sonora é boa e acredito que agrada a maioria das pessoas. Graves razoáveis que não decepcionam, mas não vá compará-los com fones mais caros pois ai sua percepção irá mudar. Por fim, conta com um controle multifuncional que permite ajuste de volume, navegação por músicas e até mesmo atender ligações.

Uso em esportes

Dito isso, como fica seu uso durante o esporte? Após 90km correndo e 150km pedalando com este fone acho que já dá para deixar minha opinião.

Como disse acima, a ideia era usar durante meus treinos pela facilidade que proporciona o Bluetooth. Se fios sobrando já são ruins em casa ou no trabalho, imagina correndo ou pedalando. O pequeno tamanho e pouco peso deste fone foram alguns dos principais motivos pela escolha. Aliados à isso veio o fato deste ser resistente ao suor, o que já me fez perder diversos outros fones Bluetooth.

Vi comentários por ai (inclusive recebi alguns via Twitter) reclamando sobre a autonomia de bateria. O prometido pelo fabricante é uma duração entre 4 e 6 horas. Sinceramente não vejo problema nisso.

Widget de estado da bateria

Pensando em seu uso para corridas, vamos analisar: Normalmente os treinos vão de 30 minutos à 1 hora. Para os corredores mais avançados isso pode chegar a 2 horas ou mais. Então dá para aguentar entre 2 a 8 treinos dependendo de seu nível e considerando apenas a menor autonomia anunciada. Dá até para correr uma maratona inteira com apenas uma carga.

Por falar em carga, outro ponto interessante é que leva em média apenas 1 hora e meia para abastecer sua bateria via cabo micro-USB (carregador não incluído na caixa). Sendo assim, meia hora de carga já dá para um treino tranquilamente. É aquele tempinho que você tem entre levantar cedo, fazer um lanche pré-treino e se arrumar para correr.

Já estava quase me esquecendo. Um recurso legal deste fone é informar ao iOS (caso vá utiliza-lo com iPhones) o estado da sua bateria. Desta forma fica fácil saber, via widget nativo do iPhone, a quantas anda a carga e recarregá-la antes de seu fim.

Pontos negativos

Mas nem tudo é positivo neste fone. Vamos ao pontos que não gostei:

O fato deste modelo não ter algum apoio sobre as orelhas torna seu uso quase impossível durante as corridas. Experimentei todos os seus modelos de borracha para encaixe mas ainda assim ficou caindo, mesmo utilizando o ear-hook que o acompanha. Este é um acessório que teoricamente fixaria o fone na parte interna da orelha. Infelizmente comigo isso não funcionou e ainda ajudou a tornar seu uso ainda mais incômodo pois machuca.

Acho que para melhorar o uso, este fone deveria vir com um ear-hook diferente. Ao invés de um interno, deveria ser externo como este da imagem abaixo.

Ear-hook que ajudaria
Ear-hook que ajudaria

Como falei antes, a bateria até que aguenta bem, mas fique atento aos avisos sonoros que ele emite quando esta está acabando. Em torno de 20% de carga ele começa a avisar, mas quando chega em 15% ele simplesmente desliga. Assim sem mais nem mesmos, ou seja, esse finalzinho de energia é descartada.

Opinião final

Vou continuar utilizando para corridas e pedaladas? Não. Ficar saindo da orelha pode até não ser tão chato em treinos mais curtos, mas imagine ter de ficar arrumando isso por 10km, 15km, 21km… Simplesmente não dá. Para exercícios de academia ele funciona muito bem já que não tem movimentos de tanto impacto quanto a corrida.

Aqui ele vai ficar mesmo para uso em estudos, trabalho ou no dia a dia. Se o seu foco para este fone não for correr/pedalar, pode comprar que vale o investimento. Barato, qualidade boa, controles multifuncionais e bom som. Do contrário…

Ele pode ser encontrado em algumas lojas online, mas recomendo a MM Store do MacMagazine.