Xiaomi Mi Sphere – Vale a pena comprar um câmera 360º?

Mi Sphere - Câmera 360º da Xiaomi
Mi Sphere – Câmera 360º da Xiaomi

A pergunta do título deste post é uma que sempre me fazia todas as vezes em que pensava em adquirir um equipamento deste tipo. É realmente algo que vale a compra ou uma moda passageira? Há realmente espaço para fotografia e filmagem em 360º?

Há um tempo atrás chegou para testes uma câmera que me ajudou a conhecer mais de perto o que dá para fazer com este tipo de equipamento. O modelo em questão é a Xiaomi Mi Sphere, que também pode ser chamada de Mijia 3.5K. Mas sejamos sinceros, para nós brasileiros uma câmera com nome de “Mijia” fica bem esquisito então vou chamar apenas de Mi Sphere.

Nomes à parte, o que esta câmera é capaz de fazer? Simples e direto: Imagens e filmagens em 360º de forma extremamente simples e com qualidade impressionante. Estou falando de um equipamento que tem a metade do tamanho de um smartphone médio e que conta com um leque impressionante de recursos.

Para ter uma idéia, algumas das resoluções de vídeo: 2304×1152(30fps), 2304×1152(60fps), 3456×1728(30fps), ou seja 3.5K em 360º. Quer mais? GPS, Wi-FI (802.11 b/g/n, 2.4GHz e alcance de até 50 metros), IP67 (sim fotógrafos e filmmakers radicais, pode molhar um pouco), sistema eletrônico de estabilização de imagens em 6 eixos (3-eixos no giroscópio + 3-eixos no acelerômetro), processador de imagens Ambarella A12 e suporta cartões (oficialmente) de até 128GB. Pode ser utilizada sozinha ou em companhia de seu smartphone (iOS e/ou Android).

Resumindo a sopa de letrinhas acima: É muita tecnologia em um espaço tão pequeno. Me surpreendeu positivamente como isso tudo coube ali e fiquei ainda mais impressionado com o resultado final. As imagens/filmagens tem uma qualidade excelente.

Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere
Foto estilo Tiny World feita com a Mi Sphere

Aliado a isso há o aplicativo nativo da Xiaomi chamado Mi Sphere Camera (iOS e Android) que entrega uma boa relação entre recursos, facilidade de uso e rede social para fans de 360º. Não vou detalhar agora a sua rede social pois pretendo escrever depois sobre esta e outras semelhantes. 

Na minha opinião a câmera é ótima e vale cada centavo cobrado por ela, mesmo com as  ressalvas que irei detalhar mais abaixo.

Ponto positivo – Facilidade de uso

A qualidade das fotos poderia entrar aqui, mas como já falei sobre isso acima vamos para o outro ponto. Com um aparelho assim é tão fácil filmar/fotografar que me faz pensar no porquê as outras câmeras, sejam elas profissionais ou mesmo smartphones, não podem simplificar o uso.

Imagine a seguinte cena: Férias em algum lugar bonito com sua família e quer registrar isso. Neste momento tira o smartphone do bolso, pede para todos ficarem juntos, abre seu aplicativo de fotos, olha na tela e faz a foto/filme. Com uma DSLR o processo é igual mas precisa trocar a lente, fazer alguns ajustes de foco, de luz, ISO… Sem dúvida a foto ficará ótima, seja com um ou outro aparelho citado, mas pense no tempo que levou.

Com esta câmera basta tirar do bolso (já falei que é pequena?) e apertar um botão. Não precisa pedir para as pessoas ficarem juntas, apontar a lente para elas, abrir aplicativo… Nada. Como ela registra tudo ao seu redor só é preciso tocar no botão e vá curtir o momento. Como falei, facilidade de uso.

Pontos negativos

A bateria tem apenas 1600mAH/3.8V. Mantendo o Wi-fi desligando a empresa promete 90 minutos de gravação de vídeo e 75 minutos mantiver ligado. Se deixar o GPS ligado e mantendo a transferência automática de arquivos para o smartphone a queda na autonomia cai consideravelmente. Sendo assim lembre-se de sempre levar uma bateria extra quando for sair com ela.

Outro ponto negativo é o calor que ela gera. Não sei como é o processamento interno, mas com poucos minutos de uso ela fica bastante quente, imagino que pelo fato de ser selada para não entrar água e/ou poeira. Ainda bem que ela consegue esfriar rápido quando desligada.

Acessórios para Mi Sphere

A Mi Sphere já vem com um mini-tripé bem prático e que pode ser utilizado como mini selfie stick (me recuso a chamar de “pau de selfie”). Já resolve bem e quebra um galho para a maioria das fotos. Mas recomendo muito a compra do selfie stick oficial da Xiaomi para este aparelho. Primeiro porque ele conta com botão multi-uso para ligar/desligar, escolher modos (fotografia ou filmagem) e tudo isso sem necessitar de bateria. Basta encostar aos conectores abaixo da Mi Sphere. É um acessório necessário? Na verdade não, mas ele facilita muito o uso e de quebra desaparece nas fotos e filmagens já que é tão fino que fica entre as duas lentes (frontal e traseira)

Existe um controle remoto para a Mi Sphere que pode ser encontrado em sites como Amazon, GearBest e outros. Mas este é algo que não sei se vale a pena já que o aplicativo para smartphones permite fazer a mesma função. Talvez para quem resolva trabalhar profissionalmente com esta câmera seja algo que valha o investimento.

Já vi algumas pessoas utilizarem a Mi Sphere em drones e o resultado ficou muito interessante, infelizmente não tenho um drone por aqui para poder testar pessoalmente. Se alguém quiser emprestar um para isso é só falar.

Onde utilizar fotos 360º?

Hoje vários serviços online estão preparados para a publicação de fotos e vídeos em 360º. Youtube, Facebook, Google Street View só para citar os mais famosos e utilizados. No Instagram é possível desde que você edite o vídeo/foto para mostrar o ambiente. Além destes existem redes sociais próprias para 360º como a VeerR. Esta rede conta com nomes de peso com Oculus, Windows Mixed Reality, Vive, Mi, Oculus Go, Samsung Gear VR e Daydream. Me parece ser a maior rede atualmente focada em 360º e realidade virtual.

Além de tudo isso há ainda a possibilidade de visualizar o material gerado com ela através de óculos de realidade virtual. É muito prático para mostrar algum local e passar a sensação de imersão. Imagine as possibilidades: Fotos de viagens, seu negócio, incrementar o Google Street View, venda/aluguel de imóveis… solte a imaginação.

Um detalhe pessoal que gostaria de compartilhar. Depois de tanto testar e publicar fotos hoje sou um fotógrafo com selo de confiança do GOOGLE Street View. Isso quer dizer que se alguém ai tiver interesse em publicar seu negócio em 360º para o mundo estou à disposição.

Certificação de Confiança do GOOGLE Street View
Certificação de Confiança do GOOGLE Street View

Relógios de corrida TomTom são descartáveis?

Bateria morrendo antes da hora? Obsolescência programada? Há solução? Calma que talvez o problema seja fácil de resolver.
Bateria morrendo antes da hora? Obsolescência programada? Há solução? Calma que talvez o problema seja fácil de resolver.

Sempre que tenho um produto em mãos que merece elogios o faço com prazer aqui no site, afinal merecem. Independente de serem emprestados por empresas (nunca me pagaram por isso) ou mesmo adquiridos, o que vale são os resultados obtidos em testes. Da mesma maneira, quando o produto é ruim me sinto na obrigação de também deixar minha opinião. Garmin que o diga, já elogiei e critiquei bastante seus produtos.

Sendo assim hoje venho deixar minha crítica à TomTom sobre um dos seus produtos mais procurados por corredores de rua: TomTom Spark 3. Já vi muito Youtuber ir à eventos de corrida rasgar elogios aos relógios da marca mas não encontrei nenhum deles sequer comentar sobre um problema que parece ser bastante comum aos relógios dela: “Morte programada da bateria”.

O problema

Há pouco mais de um ano minha esposa adquiriu um relógio TomTom Spark 3. O aparelho é super completo, faz medições para vários tipos de esportes diferentes, GPS rápido, à prova d’água, medidor de batimentos cardíacos sem necessidade de fita no peito, aplicativo, marcação de treino, Bluetooth, armazenamento de músicas na memória interna e uma série de outros recursos legais. Mas, e aqui começa o problema, ele aparentemente tem prazo curto de vida.

O relógio em questão começou a apresentar uma mensagem na tela informando falta de energia mesmo tendo acabado de ser carregado completamente. Nas primeiras vezes bastava conectar novamente o carregador que voltava ao normal. Mas de uma hora para a outra parou de vez e mesmo repetindo este procedimento, ao final da carga voltava a apresentar a mesma informação.

Se fosse um aparelho com muitos anos de uso e que tivesse acabando assim os ciclos de vida da bateria eu até entenderia, bateria realmente tem tempo útil, mas não me parece ser o caso. Só para comparação tenho um Suunto Ambit 3 Sport com três anos de uso constante. Já realizei 800 treinos com ele (sim, eu contei) e até hoje funciona muito bem. Já este TomTom em questão tem apenas UM ano e pouco e foi utilizado somente 140 vezes.

Estranhei o fato dele com tão pouco tempo começar a alertar sobre problema de bateria. Em uma rápida busca por informações encontrei muitos casos de outras pessoas relatando o mesmo. No ReclameAqui e no YouTube (um exemplo) há vários relatos e todos dizem o mesmo: Depois de um ano e pouco começaram a apresentar a mesma mensagem de problema de bateria. No fórum oficial da TomTom (em inglês) encontrei reclamações de até seis anos atrás, com mais de dezoito mil visualizações, relatando este mesmo defeito.

Entrei em contato com a assistência técnica e me informaram o mesmo que li nos relatos: “A TomTom não presta manutenção em seus relógios e não troca bateria, ao invés disso dá 50% de desconto para a compra de outro”. Parece uma resposta padrão e é isso. Quer compre outro, não tem o que fazer.

Óbvio que uma resposta como essa não me agradou ou passou o mínimo de profissionalismo. Eles sequer tentaram fazer algum teste para verificar se era realmente problema de bateria. Foi um “cliente, toma ai um desconto e se quiser compra outro”.

Solução

Resolvi investigar mais um pouco antes de tomar alguma decisão sobre o que fazer e nisso acabei deixando o relógio de lado por alguns dias. Foi então que reparei na falha do discurso do suporte e da mensagem no relógio. Como é que um aparelho com bateria estragada, a ponto de não deixar fazer mais nada, fica uma semana inteira com a tela ligada mostrando que está sem bateria? Como é possível isso? Se não tem bateria, qualquer aparelho que seja desliga. Simples assim.

Baixei o programa TomTom Sports Connect para meu computador, conectei o relógio com o cabo carregador e atualizei o sistema dele. Sabem o que aconteceu? Voltou a funcionar normalmente como se nunca tivesse tido problema algum. O relógio está em funcionamento há uma semana e nada de apresentar a mensagem de bateria ruim.

Opinião

Como é que a TomTom e o seu suporte não fizeram um teste assim com tantas reclamações de seus clientes? Não é um problema novo e não é de um produto apenas, o mesmo acontece com vários relógios diferentes. Para mim ficou aquela impressão de “obsolescência programada” já que todos os relatos que li dizem a mesma coisa: Um ano, um ano e pouco de uso (logo depois de acabar a garantia) e dá-lhe mensagem de bateria estragada sem aparentemente estar estragada. Claro que não são em todos os relógios da marca que acontece isso, do contrário já teriam boicotado a empresa há muito tempo, mas que parece mesmo ter algo de errado ai parece.

Se você que está lendo isso estiver passando por este problema, tente fazer o que fiz. Fico na torcida para que dê certo. Agora, se você não tem relógio desta marca e está pensando em adquirir um… pense novamente nisso e pesquise outras opções. Não custa nada fazer isso antes.

Nike+ Run Club – Opinião após algumas semanas de treino

Aplicativo Nike+ Run Club
Aplicativo Nike+ Run Club

Já era para ter comentado sobre a atualização que a Nike fez em seu principal aplicativo, o Nike+ Running, que além da mudança no nome (agora Nike+ Run Club) sofreu uma metamorfose total. Demorei um pouco pois precisava testar na prática para poder conhecê-lo melhor.

Novidades

Antes de passar a minha opinião vou falar sobre as mudanças no aplicativo. Foram muitas e por isso vou citar apenas algumas:

  • Planos de treinamento – Já era um recurso presente na versão anterior, mas agora ficou mais personalizável. Comece escolhendo uma opção (Iniciante, Performance ou Prova específica) e depois entre com suas informações pessoais.
  • Adaptativo – Para mim um dos melhores recursos. Ele serve de complemento ao item anterior já que muda seus treinos conforme você evolui.
  • Treinador em sua língua – Pode parecer uma coisa simples, mas era algo que faltava na versão anterior um retorno de voz em português.
  • Integração da plataforma – Não sei como as outras empresas não fazem isso (ok, algumas  poucas fazem). Se você desenvolve aplicativos diferentes para exercícios diversos me parece obvio que eles conversem entre si. E foi isso que a Nike fez nesta versão. O treino que você faz no Nike+ Run Club “fala” com o do Nike+ Trainning Club.
  • Comunidade Nike+ – Agora é possível se inscrever nos eventos organizados pela Nike (no Brasil existem apenas no Rio apesar de também mostrar São Paulo).
  • Redes sociais – Interessante para quem gosta de compartilhar os treinos nas redes sociais (quem não gosta?). Agora conta com “adesivos” para inserir em suas fotos e postar aonde quiser. Para quem usa no iPhone agora também é possível integrar com os novos recursos do iMessenger através de stickers (alguns até animados).

Pontos à melhorar

Tudo muito legal, mas o aplicativo veio com alguns bugs na primeira versão que acabaram enfurecendo muitos usuários. Felizmente os problemas já foram corrigidos e pelo menos aqui tudo está funcionando bem. Ainda assim sinto falta de alguns recursos que existiam antes, os quais espero que a Nike traga de volta. Dentre eles os desafios entre amigos e as medalhas de incentivo.

Tem alguns detalhes que acredito que o tornaria ainda melhor. Por exemplo retorno de voz para informar fim do treino. Se você não ficar de olho na quilometragem vai acabar correndo mais do que deveria. Outro ponto é sobre os treinos de tiro, nestes você precisa informar manualmente quando está fazendo os intervalos ou iniciando os sprints, poderia ser automático.

Treinamento no dia a dia

Você não disse que iria falar sobre o aplicativo após algumas semanas de treino?” Sim, é verdade e farei isso agora.

Já que a idéia era testá-lo na prática, porque não fazer isso unindo também ao meu próximo objetivo na corrida? A Maratona. Pensando assim resolvi pegar o treino específico para esta prova. Inseri minhas informações, a quantidade de corridas por semana, meu nível e tudo mais, com isso ele me retornou um planejamento de 26 semanas.

Como já corro há alguns anos e tenho um certo condicionamento os primeiros treinos me pareceram fracos. Pouca distância a percorrer, velocidade bem baixa e nada de tiros. Desanimei com isso e achei que não iria seguir com este planejamento. Ledo engano.

Lembra que falei que o aplicativo se adapta? Pois é, há uma analise dos seus resultados nos treinos normais e também no que ele chama de “treinos de referência”. Estes últimos são curtos (15 minutos) mas intensos. São 7 minutos de aquecimento, 3 gradativos na sua maior velocidade e 5 de desaquecimento. Com isso o aplicativo redefine a velocidade média de todo o programa de treinamento.

Com isso meu planejamento que estava bem fácil no começo está cada vez mais difícil. O bom é que estou sentindo uma diferença considerável no meu rendimento e começo a ter certeza de que vou conseguir os tão sonhados 42.195 metros da Maratona.

Ah! Já estava me esquecendo de um detalhe. Se forem utilizar o Nike+ Run Club fiquem atentos às mudanças no planejamento. Isso normalmente acontece no domingo à noite quando ele fecha o período e te mostra seu histórico. Neste momento ele reavalia seu rendimento e pode redefinir a semana seguinte. Comigo aconteceu de um treino que antes estava previsto para terça-feira ser antecipado para segunda-feira. Acabei não vendo isso e perdi um treino. Ainda bem que dá para reordenar os dias de treino (o que também irá refletir no planejamento futuro).

Enfim, como andam os treinos com o aplicativo? Ainda estou no meio da semana sete e tenho mais dezenove pela frente, ou seja, muuuuitos quilômetros ainda para correr (670 para ser mais exato). Por enquanto estou gostando bastante da nova versão no Nike+ Run Club e acho que vou com ele até alcançar meu objetivo.

Para finalizar, a melhor parte, o aplicativo é totalmente gratuito, incluindo os treinamentos, e está disponível tanto para iOS quanto para Android.

QR-Code Nike+Run Club iOS

Download na iTunes App Store

QR-Code Nike+Run Club Android

Baixar no Google Play

Nike+ Training Club – Algumas semanas depois

Nike+ Training Club - Algumas semanas depois
Nike+ Training Club – Algumas semanas depois

Como comentei há algumas semanas atrás, testei por algumas semanas a ultima versão do aplicativo Nike+ Training Club. Foram algumas semanas de muito suor para colocar à prova os treinamentos elaborados por este “treinador de bolso”.

Nos primeiros dias de teste não coloquei à prova os treinos personalizados pois queria ver como eram os treinamentos livres. Acabei escolhendo aleatoriamente para poder ter uma visão geral destes. Acredito que isso não seja o mais indicado, mas resolvi fazer assim para ter um primeiro contato com exercícios diversos e não ficar apenas nos mais indicados para mim. Foi interessante pois acabei conhecendo diversos exercícios que nunca havia feito antes.

Ainda na parte “em destaque” existem diversos programas prontos criados por atletas convidados pela Nike. Claro que estes programas não se encaixam para todos, mas há algumas sequências bem legais. Por exemplo descobri alguns exercícios para serem feitos em dupla. Achei bem bacana isso e não me lembro de ter encontrado qualquer outro aplicativo que tenha este recurso.

Nike+ Training Club
Nike+ Training Club

Mas vamos ao que realmente interessa: os treinos personalizados. Existem basicamente 4 tipos de planos voltados para objetivos diferentes. O primeiro é para quem está começando nos exercícios, o segundo para quem tem como meta perder peso, o terceiro para quem deseja ganhar massa corporal e por fim um para ganho de força.

Ao escolher seu objetivo vem a parte de configuração do plano escolhido. É aqui que o treinamento é refinado para cada um. Neste ponto você pode indicar se quer utilizar algum tipo de equipamento, quantos treinos por semana deseja fazer, se quer incluir uma corrida (integrado com o aplicativo Nike+ Running), seu nível de atividade atual, indicar algumas informações pessoais como altura e peso, e por fim em que data deseja começar a treinar.

Ao terminar estes passos o aplicativo monta a sua planilha de treinos e mostra como será sua primeira semana (com opção para ver todas as demais caso deseje).

Exercícios

Quando comecei o primeiro treino achei que havia feito alguma configuração errada pois estava muito fácil. Mas bastou continuar para ver como estava errado nesta impressão. Acreditem, os exercícios começam bem leves mas vão aumentando a dificuldade e ficando cada vez mais fortes. No final do primeiro dia de treino estava exausto, mas bastante contente com o resultado.

Para meus testes escolhi sempre fazer exercícios sem uso de equipamentos acessórios, ou seja, nada de barras, alteres, aparelhos de ginástica ou qualquer outra coisa. Pessoalmente gosto mais assim pela facilidade de poder treinar em qualquer lugar e hora sem depender de ter uma academia por perto. Não é o meu caso, mas se você viaja muito isso pode fazer uma grande diferença.

Integração

Um ponto positivo a comentar é a integração do Nike+ Training Club com outros da mesma empresa. Hoje consegue mesclar seus exercícios com o Nike+ Running e muito provavelmente irá fazer o mesmo com o Nike+ Running Club (sim, vem novidade por ai). Não sei se com os aplicativos mais antigos (Nike+ Move, Fuel e Futebol) há esta integração, não testei.

Para quem tem iPhone o aplicativo se integra com o Apple Saúde e grava os dados de energia ativa, exercícios e a pontuação de NikeFuel. Isso é uma coisa que sinceramente não entendo porque os desenvolvedores não colocam como padrão em seus aplicativos voltados para exercício.

Opinião final

Gostei bastante do Nike+ Training Club e vou mantê-lo em minha rotina de treinamentos. Mesmo não tendo o lado motivacional presente em outros deste tipo vale à pena pelos ótimos exercícios, ainda mais sendo todos gratuitos não requerendo sequer qualquer tipo de assinatura.

Existe muito mais por trás deste aplicativo, como por exemplo rede social própria da Nike, os dados sobre eventos e locais de treinamento dos clubes e desafios da comunidade de usuários. Mas isso deixo por conta de vocês, baixem o aplicativo e conheçam.

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Fone Sony MDR-AS400EX vale à pena? – Review

Fone Sony MDR-AS400EX
Fone Sony MDR-AS400EX

Geek que é geek não sai de casa para correr/pedalar sem uma playlist musical ou mesmo alguns podcasts. Eu mesmo sou um que não consigo curtir uma corrida sem isso. Por este motivo sempre estou em busca de um bom fone para os treinos.

A Sony lançou recentemente um fone de ouvidos, modelo MDR-AS400EX, dedicado à prática esportiva. A divulgação feita pela empresa é de que este fone é ideal para a prática de atividades físicas e também que não caem durante os exercícios. Será mesmo?

Estou com um deste em teste há uma semana e acredito que com isso já posso comentar minhas impressões. Rodei pouco mais de 130km com ele (pedalando e correndo) além ter utilizado também em exercícios diversos e em momentos de descanso. Posso afirmar que a Sony caprichou neste modelo.

Os fones realmente são muito confortáveis e não caíram em momento algum dos treinos. Além disso o conforto das alças de silicone para ajuste é um ponto que gostei bastante. Mal dá para perceber que estão “enroladas” ao redor das orelhas. Sem contar que não atrapalha em nada as hastes de óculos escuros.

A qualidade sonora é boa, mas nada de espetacular. Não perde em nada para outros modelos que já testei, mas também não é surpreendente. Tem uma acústica boa, graves de qualidade, bom isolamento externo e tudo mais. Mas lembre-se de que este fone é para praticantes de esportes e não para audiófilos.

Um teste que não realizei por completo, mas que a Sony promete, é que o MDR-AS400EX resiste à suor e respingos de água. Quanto ao suor posso garantir que até agora está resistindo muito bem, veremos na próxima chuva se ele também sobrevive.

Adaptador para ajuste de tamanho de fio
Adaptador para ajuste de tamanho de fio

Para quem reclama do tamanho dos fios de fones, este aqui tem 1,2m de ponta à ponta. Pode parecer grande para uso em exercícios (e de fato é), mas ele conta com um acessório para ajuste do tamanho e que também serve para prender à roupa ou braçadeira de smartphone. Gostei disso pois assim pude deixá-lo do tamanho ideal para mim.

Opinião final

Gostei bastante deste fone para meus treinos de corrida de pedalada. Se ajustam muito bem às minhas orelhas/ouvidos e a possibilidade de adaptar o tamanho do fio é um ótimo recurso. O som atende muito bem às minhas expectativas para um fone deste tipo. Até o preço não é dos mais caros (sugerido pela Sony por R$199). Então voltando à pergunta do título deste review: Sim vale à pena este fone para atividades físicas.

O fone pode ser encontrado diretamente no site da Sony ou mesmo em outras lojas.