Use Bike – aplicativo de mapeamento para ciclistas

Use Bike - aplicativo de mapeamento para ciclistas
Use Bike – aplicativo de mapeamento para ciclistas

Hoje é dia de posts sobre ciclismo aqui no NPossibilidades. Além de correr, recentemente comecei a pedalar e claro que uma das primeiras coisas que fiz foi procurar aplicativos com o tema bike. Dentre outros, um que estou testando é o UseBike. Este aplicativo/serviço promete ser uma plataforma com o fim de facilitar a vida dos ciclistas urbanos.

Algumas das funcionalidades que o aplicativo já trás são:

  • Pontos de aluguel de bicicletas de todo o Brasil.
  • Pontos de bicicletários, para você guardar a sua com segurança.
  • Pontos de paraciclos, para você estacionar a sua bicicleta.
  • Oficinas de manutenção de bicicletas.
  • Lojas de produtos para ciclismo.
  • Postos de gasolina para você não ficar pedalando de pneu murcho.
  • Parques com espaços dedicados ao ciclismo.
  • Mapeamento de todas as ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas para tornar sua viagem mais segura.
  • Mapeamento das ciclofaixas de lazer.

Isso tudo por si só já é bem legal, mas o pessoal do UseBike está implementando novos recursos tais como:

  • Topografia das melhores rotas de bike.
  • Sistema de colaboração e reviews das rotas.
  • Previsão meteorológica na rota.

Gostei do aplicativo e por enquanto estou apenas utilizando em minha cidade. Mas acho que o melhor mesmo será quando estiver pedalando em lugares diferentes no qual precisarei ainda mais destas informações. Por falar nisso, comentei que também é possível inserir novos dados? Pois é, os usuários do aplicativo também conseguem informar outros pontos úteis para os demais ciclistas. Gostei disso e já comecei a incluir pontos próximos à minha casa.

Se cabe uma sugestão para os desenvolvedores é inserir outros recursos como eventos para ciclistas, pontos de encontro de grupos de pedal e quem sabe até parcerias com outras startups na área (Bike Registrada e Onde fui roubado por exemplo) ou mesmo Foursquare e Uber Bike.

Vale destacar que já existem parcerias com outras entidades, como é o caso das famosas “bicicletas do Itaú” (aquelas laranjas para alugar). Inclusive no aplicativo UseBike é possível ver não apenas esses pontos de aluguel, mas também quantas bicicletas estão disponíveis e quantas vagas estão liberadas, tudo em tempo real.

No momento desta publicação a base de dados do UseBike já conta com 237 estabelecimentos “amigos dos ciclistas”, mais de 13.000 pontos de aluguel de bicicletas, mais de 300 oficinas/serviços e 98 pontos de parada. Nada mal heim?

O aplicativo UseBike está disponível tanto para iOS quanto para Android.

Bike registrada – Aplicativo ajuda a recuperar bicicletas roubadas

Bike registrada - Aplicativo ajuda a recuperar bicicletas roubadas
Bike registrada – Aplicativo ajuda a recuperar bicicletas roubadas

Se tem uma coisa que todo ciclista tem medo é de roubo de bicicletas. Ninguém quer perder todo o investimento feito neste meio de transporte/lazer/esporte. Um grupo de ciclistas aqui de Brasilia criou um serviço/aplicativo que já ajudou muita gente a recuperar a bike perdida.

Claro que como bom geek, assim que fiquei sabendo desta iniciativa, corri para testar o aplicativo. O Bike Registrada funciona como um cadastro nacional que permite a identificação das bikes e dos seus respectivos donos de forma simples. Através de um cadastro gratuito é possível saber a situação de cada bicicleta (se foi roubada ou não) e também entrar em contato com o seu dono.

A ideia é que os ciclistas possam registrar suas bicicletas e dessa forma, sempre que forem adquirir uma bike, seja possível verificar se a bicicleta é produto de roubo. Acredito que se todos os ciclistas cadastrarem suas bikes e consultarem o sistema, isso pode reduzir de forma significativa a chance de adquirir produtos roubados”, conta o ciclista Maxmuller Saraiva Poeck, idealizador do projeto.

Ok, mas e o aplicativo? Vamos lá. O serviço é bastante interessante e realmente útil (pergunte para quem já teve uma bicicleta recuperada), mas no aplicativo em si ainda falta, em minha opinião, alguma coisa. Poderiam incluir alguns recursos para ficar melhor. Na versão atual ele funciona apenas para consultar a situação de uma bicicleta. Poderiam inserir opções para cadastramento, que hoje é realizado através do site, mudança de status (roubada/recuperada) e até mesmo uma lista de locais com maior incidência de roubos.

Atualização:

Fui procurado pelo pessoal do BikeRegistrada e me passaram algumas informações que merecem uma atualização neste post. A versão para Android permite que o ciclista faça tudo pelo aplicativo. A versão para iOS é que ainda faz apenas a consulta das bicicletas. Felizmente eles já estão finalizando uma nova, versão mais completa, e aprovando a publicação com a Apple para os próximos dias. Outra novidade é que os usuários de Windows Phone logo também ganharão sua versão do aplicativo.

E a consulta através do aplicativo? Como funciona? Ela pode ser feita à partir de três informações diferentes. Através do número de série de uma bicicleta (normalmente posicionada na parte de baixo do quadro), de QRCode dos selos Bike Registrada ou digitando a Tag também presente no selo. Todo o serviço é gratuito, mas caso queira adquirir o selo há um custo de R$29,90 por este.

O Bike Registrada no geral é excelente e já conta com um número impressionante de usuários. Vale citar também que o serviço mantém parceria com a polícia militar do Distrito Federal e de Santa Catarina, Federação Espírito Santense de Ciclismo, Sebrae e outros.

O aplicativo está disponível tanto para iOS quanto para Android. O site oficial pode ser acessado em BikeRegistrada.com.br

Tecnologia móvel para ajudar no combate ao Aedes Aegypti

Tecnologia móvel para ajudar no combate ao Aedes Aegypti
Tecnologia móvel para ajudar no combate ao Aedes Aegypti

Que todos devemos ajudar no combate ao Aedes Aegypti, transmissor dos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya, isso é fato. Mas como? Antigamente a coisa era um tanto complicada, mas hoje, com a tecnologia móvel podemos fazer nosso papel de forma bem mais fácil e eficaz. Sim amigos geeks, tirem seus smartphones dos bolsos e vamos à luta.

Já vi diversos aplicativos deste tipo, mas o “Sem Dengue” da rede Colab.re me pareceu ser uma ótima opção neste sentido. Ele é bem simples de utilizar, bastando poucos passos.

É assim. Viu algum foco do mosquito (pode ser água parada em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, piscinas secas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros):

  1. Abra o aplicativo;
  2. Fotografe;
  3. Confirme o endereço que o GPS do seu celular pega automaticamente;
  4. Toque em enviar.

Mas e ai, vai para onde isso? Alguém vê ou fica apenas em alguma rede social escondida?

A Colab.re tem parceria com várias prefeituras e órgãos de governo por todo o país. Isso significa que todas as publicações serão enviadas a uma plataforma que é acessada pelo setor público, simplificando o controle e as tomadas de ação.

O aplicativo, a meu ver, tem um outro lado positivo no combate ao mosquito. No caso do Aedes Aegypti, que tem um ciclo de vida muito rápido (em média 10 dias entre o nascer e a fase adulta), não dá para ficar esperando sempre pelas autoridades. Então podemos agir de forma ainda mais ativa, acessando o mapa dos focos através do aplicativo e indo até os pontos para acabar com a água parada.

O aplicativo “Sem Dengue” é gratuito e está disponível tanto para iOS quanto para Android. Então vamos lá geeks, mãos à obra!

Deixei de usar taxis, e a culpa é deles

Deixei de usar taxis, e a culpa é deles
Deixei de usar taxis, e a culpa é deles

A polêmica entre Uber e taxis já é um tanto antiga mas não parece que irá acabar tão cedo já que o “mercado antigo não quer dar espaço para o novo”. No Brasil então a coisa parece estar tomando um caminho bem perigoso já que alguns taxistas estão adotando técnicas de guerrilha para, literalmente, “combater” os motoristas de Uber e seus clientes.

Não preciso aqui lembrar dos casos de agressões físicas, ameaças verbais, trocas de mensagens em redes sociais, lobby e o cúmulo de todos que é arrancar clientes de dentro de carros. Claro que isso não quer dizer que TODOS os taxistas são criminosos, mas alguns no meio mancham a imagem de toda a categoria. Categoria que sim, é trabalhadora e que quer apenas levar seu sustento para casa.

Mas porque estou falando sobre isso em um blog de tecnologia móvel? Simples, porque envolve o uso dela. E também porque me deu vontade. 😉

Voltando ao assunto, fiquei pensando outro dia sobre porque os taxistas estão tão revoltados a ponto de atacar pessoas na rua. Será que estão perdendo clientes? Não segundo um estudo divulgado pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no qual revela que o Uber até agora apenas gerou uma nova demanda no mercado.

Então porque seria isso? Todos sabem que a maioria das linhas de taxis não está na mão dos taxistas, mas de algumas poucas pessoas mais ricas. Então porque eles tem tanto medo assim? Não seria mais fácil mudar para o Uber, ganhar mais dinheiro e ser dono do seu próprio negócio ao invés de ficar alugando linhas dos outros?

Depois de algumas pesquisas acho que entendi um dos motivos para esse medo (sim, medo da tecnologia). Resumo este em apenas uma palavra: “Golpes“.

Quantos de vocês já pagaram mais caro no serviço de taxi porque deram uma volta maior do que precisava? Esse é um golpe mais do que antigo, mas se procurarem bem encontrarão muitos outros (dinheiro falso, golpe da nota de menor valor, acordos com traficantes, sequestros relâmpagos… a lista é gigante).

Procurem por um programa chamado “Capitais do Delito” (disponível em serviços como Netflix e TVs por assinatura). É uma série sobre golpes aplicados em turistas ao redor do mundo. Em quase todos os episódios há algum praticado por taxistas. (Sim taxistas do Rio de Janeiro, vocês também estão no programa).

E onde entra o Uber nisso? É que com o uso de um serviço desse tipo fica muito mais difícil ocorrerem os golpes. A rota fica mais fácil de ser traçada e seguida, não há dinheiro em espécie para ser manipulado e você sabe antes do carro chegar quem o irá transportar bem como sua classificação (o que é muito importante pois golpistas são expulsos do serviço). Além disso é possível, com um toque na tela de seu smartphone, informar outras pessoas sobre onde você está, para onde está indo e com qual motorista. Dessa maneira como as “frutas podres” dentre os taxistas irão aplicar algum golpe?

Infelizmente o Uber ainda não está disponível em grande escala aqui no Brasil e são poucas as capitais onde o serviço funciona (Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo até a publicação deste post). Isso me obriga a adotar soluções diferentes para fugir dos taxistas em minhas viagens para outras cidades. Dentre elas opto por alugar um carro, usar transporte público ou mesmo me locomover caminhando.

Volto a repetir, parei de usar taxis por culpa deles mesmos e não propriamente por causa do Uber. Taxistas, vocês precisam entender que o problema não é o aplicativo, mas sim o serviço que prestam. Você taxista revoltado que está lendo isso precisa parar de colocar a culpa em quem não tem. Comece a trabalhar direito, com educação e principalmente sem aplicar golpes.

Mas enfim, esse foi meu momento desabafo.

Aplicativos urbanos – Viagem ao Rio de Janeiro

Aplicativos para Viagem ao Rio de Janeiro
Aplicativos para Viagem ao Rio de Janeiro

Recentemente viajei ao Rio de Janeiro para participar de uma meia maratona. Nesta oportunidade fiz uso de alguns aplicativos já conhecidos mas que acho que seria bom compartilhar a experiência pois pode ajudar outras pessoas. Não vou aqui comentar sobre aplicativos para a corrida, mas sobre os que tornaram a viagem mais agradável e prática.

Para deixar claro o sentido destes em questão preciso dizer que praticamente não conheço o Rio de Janeiro. Já passei férias por lá quando criança, mas isso não conta muito. Então os aplicativos que utilizei foram mais no sentido de me localizar e conhecer os pontos ao redor.

O primeiro da minha lista como sempre é um bom aplicativo de GPS. Novamente fiz a escolha do Here Maps por me permitir uso totalmente offline. Já na saída do aeroporto foi útil pois o taxista não conhecia o hotel no qual nós (minha esposa e eu) ficaríamos. Como já havia cadastrado sua localização antes de sair de casa, bastou seguir sua rota. Havia um GPS no taxi, mas este apontava um caminho bem maior, o que até mesmo o taxista achou melhor descartar.

Por falar nisso, não precisei utilizar aplicativos para taxi ou Uber pois já havia fechado com este taxista antes mesmo de chegar ao Rio. Mas percebi que por lá é bastante difundido o uso do 99Taxis e Easy Taxi. Vi inúmeros taxis com o adesivo destes aplicativos/serviços. Já para me locomover pela cidade um outro que me ajudou bastante foi o Moovit. Com ele ficou bem fácil saber qual ônibus e/ou metrô pegar.

Para conhecer alguns pontos turísticos próximos fiz uso em conjunto do Foursquare e Here Maps. O primeiro para encontrar as melhores opções do que conhecer e o segundo para saber como chegar. Foi muito tranquilo e assim conseguimos aproveitar bem o passeio. Há um outro aplicativo bem legal para conhecer o Rio, chama-se “Rio de Janeiro RJ Guia de Viagens Brasil”, mas podem chamar apenas de Nativoo. É bem completo e tem bastante dica de passeios. Mesmo assim acabei não usando já que o Foursquare foi mais interessante para conhecer o que havia por perto do hotel que estava.

Outros aplicativos bem úteis que usei não tem a ver com o local, mas sim com tornar a viagem mais prática. O primeiro é o TripList para organizar a bagagem fazendo um checklist do que levar. O WorldMate para ter sempre à mão os dados dos voos e da hospedagem e a ficar informado sobre qualquer mudança de portão de embarque, horário, atrasos… Ainda nesta linha o Passbook facilita muito o embarque no avião.

Antes que esqueça, uma viagem não pode ficar sem ser registrada, seja com fotos e/ou vídeos. Um dos melhores aplicativos que tenho utilizado neste sentido é o Replay. Com ele fica fácil juntar tudo isso e obter um resultado bem interessante. Dêem uma olhada no resultado, este vídeo foi editado inteiramente no iPhone durante o voo de volta para casa. A música é de autoria do Sérgio Rocha do site Corrida no Ar.

É isso, espero que estas dicas sejam úteis.

Atualização: Confiram a segunda parte deste post aqui.