Rádio FM em smartphones é realmente necessário?

Passado e futuro - Escolha seu rumo. Rádio FM em smartphones é realmente necessário?
Passado e futuro – Escolha seu rumo. Rádio FM em smartphones é realmente necessário?

Saiu uma notícia outro dia que está dando o que falar. Uma associação norte-americana (National Association of Broadcasters (NAB)) quer que fabricantes de smartphones ativem os receptores de FM instalados em seus produtos. A NAB alega que com esta ativação os usuários passariam a ter economia de bateria e de plano de dados já que atualmente há muita demanda por músicas via streaming online.

O pedido é justo? Do ponto de vista das tradicionais emissoras de rádio sim, mas e da evolução tecnológica? Pessoalmente não utilizo mais os serviços das FMs e AMs há bastante tempo pois troquei por podcasts. Sei que muitas pessoas ainda escutam suas músicas/notícias utilizando as rádios, mas vamos lá, já não está na hora de dar o próximo passo?

Não estou falando de músicas online como substituto, até porque acesso à Internet aqui no Brasil ainda é luxo e funciona bem mais ou menos. Esse manifesto da NAB me parece aquela “mania do velho” (não estou me referindo à idade), aquele apego ao antigo e medo do novo. Me lembrou a história de uma associação de livreiros brasileiros tentando impedir a entrada de livros digitais no país.

Mas o que poderia substituir as “frequências moduladas (FM)”? Simples, rádio digital. Sabiam que existem diversos padrões diferentes que poderiam ficar no lugar das transmissões atuais? Com isso há “melhoria da qualidade do som (rádio AM com qualidade de FM e rádio FM com qualidade de CD) e em mais opções para o ouvinte, como letreiros digitais com informações adicionais como notícias e previsão do tempo” – texto da Wikipédia.

Atualmente estão em uso/teste os seguintes formatos: IBOC (In-Band On-Channel) – americano, DAB (Digital Audio Broadcasting), DAB+ e DRM (Digital Radio Mondiale) – europeus, ISDB-TSB (Integrated Services Digital Broadcasting, Terrestrial, Segmented Band) – japonês e Sirius, XM e World Space (rádios via satélite). Ou seja, não faltam opções para ficar no lugar da antiga FM.

Mas voltando aos motivos da NAB. Para mim fica claro que ela está fazendo isso pois as emissoras de rádio normais perderam seus usuários com tantas opções online chegando ao mercado. Já do lado das fabricantes de smartphones, principalmente a Apple, a idéia é vender música ou assinatura de serviços online.

Que tal a gente “pensar fora da caixinha” (ok, frase bem manjada) e começar a conhecer outras opções ao invés de ficar olhado para trás?

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