Cozinha é ambiente geek?

Cozinha é ambiente geek?
Cozinha é ambiente geek?

Estava pensando outro dia e cheguei a conclusão de que se tem um ambiente de boa parte dos lares que se tornou bem geek nos últimos tempo é a cozinha. Duvida? Então observe a quantidade de utensílios que mudou de uns tempos para cá.

Não, não vou falar aqui sobre geladeiras inteligentes que fazem compras pela internet, impressoras 3D de comida, balanças que identificam os itens do prato e informam a quantidade de calorias… Nada disso. Esses são produtos muito legais mas que vão demorar a se tornar algo comum por aqui.

Hoje estou falando de produtos que estão nas cozinhas da maioria das pessoas e que foram chegando quase sem serem percebidos. Provavelmente você que está lendo isso tem algum(s) destes em casa. Não muito tempo atrás era basicamente tudo feito no fogão a gás e hoje ele pode ser aposentado sem grande problema (esquece fogão à lenha, isso não é do seu tempo).

Só para citar alguns objetos geeks nas cozinhas: Microondas, lavadora louça, panela de pressão, panela de arroz, fritadeira sem óleo, máquina de fazer pão, cafeteria de cápsulas, multiprocessadores, chaleira, cooktop… tudo elétrico, tudo programável ao toque de botões. Alguns destes sequer tem botões, são pequenas telas de toque. E é só entrar nos sites das lojas de produtos de cozinha que verão muitos outros gadgets do que os desta pequena lista.

São tantos aparelhos para tornar a coisa mais fácil que basta colocar os ingredientes em seus respectivos lugares, apertar alguns botões e ir tomar um café. Café este que você não precisou de um filtro de papel, não derramou pó no chão e não vai precisar de uma garrafa térmica já que fez a quantidade certa para este momento. Foi só colocar uma cápsula na máquina e ligar. Simples assim.

Lembram dos livros gigantes de receitas (os mais velhos irão lembrar da “Dona Benta”) e dos caderninhos amassados com receitas de família? Esquece, está tudo agora nas telas dos tablets com opção para buscar por ingrediente, tipo de comida, tags e o que mais achar interessante.

Por falar nisso, e aprender a cozinhar que antes era passado de geração em geração? Normalmente era de mãe para filha que acontecia isso. Hoje é tudo conectado e globalizado. Eu mesmo aprendi a fazer pratos japoneses com um chef de Nova York sem sair da minha cozinha através de um simples aplicativo.

Faltou algum ingrediente? Adiciona na lista de compras, mas esqueça os pedaços de papel. Tudo agora vai via smartphones e fica compartilhado entre sua família, onde você informa em tempo real a todos quando coloca cada produto no carrinho do mercado.

E ai, a cozinha é ou não é um ambiente geek?

Fruit Map – Aplicativo para encontrar frutas ao seu redor

Fruit Map - Aplicativo para encontrar frutas ao seu redor
Fruit Map – Aplicativo para encontrar frutas ao seu redor

Ontem comentei sobre um aplicativo para encontrar feiras orgânicas. Achei bem interessante, mas  e se eu disser que há uma outra opção para encontrar alimentos naturais através dos smartphones? Uma em que você não precisa de dinheiro para adquirir frutas? E mais, que estas frutas são as mais frescas possíveis.

Quem nunca encontrou uma árvore frutífera por ai, em parques, nas ruas ou mesmo em terras públicas? Não seria legal ter isso tudo catalogado e compartilhado?

Pois um grupo de estudantes aqui de Brasília criou um aplicativo que permite mapear frutas em lugares públicos. De forma bem simples o aplicativo permite que os usuários indiquem onde há frutas nas ruas, se está em propriedade pública, como é o acesso, e claro, que tipo de fruta.

O Fruit Map está disponível para iOS e em breve também estará para Android.

DogHero – Aplicativo para hospedagem de cães

DogHero - Aplicativo para hospedagem de cães
DogHero – Aplicativo para hospedagem de cães

Não tenho cachorro mas este aplicativo me pareceu uma ótima dica para quem tem. Imagino que seja uma baita dificuldade ter de viajar, mesmo que em curtos períodos, e ter de deixar seu animalzinho de estimação sozinho. A idéia do DogHero é encontrar pessoas perto de você que possam hospedar seu cão.

Dei uma navegada pelo aplicativo e encontrei diversas pessoas que fazem este tipo de serviço perto da minha casa. Não imaginava que havia tanta gente por aqui fazendo este tipo de trabalho. Pelas descrições, tanto dos serviços dos anfitriões quanto das opiniões dos clientes, parece que a coisa funciona muito bem.

O aplicativo utiliza sua localização para encontrar anfitriões por perto. Estes são avaliados primeiramente pelo pessoal do DogHero para poder fazer parte do sistema, depois podem ser avaliados também pelos clientes que já utilizaram seus serviços.

Voltando ao aplicativo, ele apresenta os perfis dos anfitriões, fotos, se estes possuem ou não algum cão, uma breve descrição, preço cobrado e informações sobre receptividade, credenciais, forma de contato e recurso para fazer reserva. Bem completo e me pareceu melhor do que muito aplicativo de hospedagem para pessoas.

Outro diferencial do serviço, é que chega a ser 60% mais barato que hotéis convencionais para cachorros, oferece garantia veterinária se acontecer algum acidente, apoio 24 horas aos anfitriões, além de outras medidas de segurança caso seja necessário. Ou seja, um baita apoio às duas pontas (clientes e anfitriões).

O DogHero é gratuito e está disponível para iOS e Android, bem como através do site do serviço.

Download na iTunes App Store Baixar no Google Play

“Culto do menos” – É possível viver com realmente o básico?

Kelly Sutton - Criador do "Culto do menos"
Kelly Sutton - Criador do "Culto do menos"

Todos os dias nós vemos comerciais de produtos cada vez mais necessários e importantes para nosso dia a dia. São itens que sempre vem com frases do tipo: “produto imperdível!”, “fantástico”, “você não pode ficar sem”… Basta ligar a TV para ser bombardeado por este tipo de propaganda. Mas será mesmo que precisamos disso tudo?

Para pensarmos um pouco sobre isso, leiam abaixo a história de um engenheiro de software chamado Kelly Sutton. Ele é o responsável pelo blog “Cult of less” no qual mostra como fez para viver apenas com o necessário, que no seu caso é tecnologia.

Sutton mora em New York mas precisa ficar dividido entre sua casa (trabalho) e Berlim (sua cidade natal). Por causa disso sempre se via na rotina de empacotar suas coisas para ficar viajando entre estes dois locais. De tanto fazer isso resolveu tomar uma solução pra lá de radical: Viver apenas com o extremamente necessário. Em seu site ele lista todos os objetos que ainda mantém. Tudo catalogado por preço e com rótulo de produto a venda ou não.

Para terem uma idéia do que Kelly Sutton considera essencial, dêem uma olhada no que é seu quarto. A imagem abaixo apresenta todos os seus objetos. O resto ele vendou ou doou, ficando apenas com algumas poucas roupas e seus itens tecnológicos, que aliás são necessários para sua profissão.

Clique para ampliar a foto do quarto de Kelly
Cult of less

Inspirado pelo livro “Trabalhe 4 horas por semana” de Timothy Ferris, hoje Sutton consegue guardar todos os seus itens em apenas duas pequenas caixas de 50 cm³ e mais duas malas pequenas.

… Não abriria mão do meu computador. Ele é a minha fonte de rendimento, planejamento e diversão. Não se pede a um agricultor para viver sem a sua enxada ou sem o seu burro. Dessa forma não se pediria a um engenheiro de softwares para viver sem o seu computador…” Disse Kelly Sutton

Sua rotina ficou baseada em coisas simples com o auxílio da tecnologia, por exemplo, leitura apenas a partir do iPad e do Kindle. Filmes e séries através do MacBook. Quando quer assistir programas de TV indisponíveis no computador, recorre ao bar da esquina. De resto, faz tudo na rua, como se alimentar, lavar roupas em lavanderias e o que mais for necessário.

…A cada compra que faço, primeiro me pergunto se preciso mesmo daquilo. Assim acabo comprando menos produtos, fico apenas com o que é mais interessantes e útil…”. Ele acredita que seu estilo de vida provavelmente irá mudar quando tiver uma família, mas até lá tentará não desistir de ter apenas o necessário.

Interessante este estilo de vida não acham? E vocês, conseguiriam viver assim? Para saber um pouco mais, assistam aqui uma entrevista que Kelly concedeu à rede ABC News.