Minha mudança para o “pós-TV”

Minha mudança para o “pós-TV”
Minha mudança para o “pós-TV”

 

 Outro dia recebi a visita de um amigo que durante uma conversa me perguntou se meus filhos já haviam assistido a um determinado desenho na TV à cabo. Confirmei que já haviam assistido mas não na TV à cabo porque não temos assinatura há vários anos. Passados alguns segundos onde ele parecia estar em “loading…” veio a pergunta: “Então vocês só assistem a programação aberta?”. O mais engraçado foi perceber a expressão de “Ué?” dele quando respondi que também não assistimos isso.

Essa é uma situação até que corriqueira lá em casa para as pessoas que não sabem de certos hábitos meus. Me afastei totalmente da TV aberta e hoje consigo ficar alheio à programação tão cultural e educativa que temos à nossa disposição (Big Brother Brasil, Faustão, Esquenta, Zorra Total, novelas e outras maravilhas).

Nisso mudei também minha forma de consumir entretenimento (filmes, séries, desenhos, programação esportiva…) desde que resolvi tornar esse aspecto um pouco mais minimalista. Antigamente era um consumidor exagerado de mídias físicas. Eram Terabytes de espaço para filmes, somados a centenas (literalmente) de DVDs.

Quando chegou ao ponto de não ter mais aonde guardar tanta coisa resolvi mudar, dar um basta nisso e procurar outra solução. Até pensei em voltar a ter uma assinatura de TV à cabo mas a quantidade de canais irrelevantes, o valor cobrado e todo o tempo de propagandas nas programações me afastaram desta idéia. Já tentaram algo simples como assistir um desenho com seus filhos? É irritante como inserem propaganda de brinquedo até no meio do desenho! Propaganda de assinatura da operadora de TV dentro da programação. Pô, se já estou assistindo é porque assinei certo? Ainda penso que se é um serviço por assinatura não deveria ter propagandas. Enfim, não dá.

Foi quando comecei a me interessar pelo streaming. Neste embalo testei o Cennarium (teatro online) ligando o computador à TV (ainda não existiam smartTVs), adquiri um Apple TV e comecei a testar outros serviços como Netflix e iTunes para filmes.

Programação esportiva via streaming é um ponto um tanto problemático ainda por não haver alguma alternativa boa aqui no Brasil. Há o Esporte Interativo, mas ainda conta quase que apenas com futebol (e umas pitadas de MMA/WWE). Eu até que me viro bem já que gosto de outros esportes não tão convencionais por aqui (Hockey, Futebol americano…) que possuem alternativas no Apple TV. Minha esposa é que sofre um pouco pois vôlei, natação (esportes que ela gosta) e notícias estão ainda presos às emissoras convencionais. Aliás, ela é a única que ainda assiste TV lá em casa.

Fato é que nesta mudança acabei influenciando meus filhos. Eles assistem muita coisa entre desenhos, filmes e séries, mas nada vindo das emissoras de TV. A facilidade com que eles tem em manusear o Apple TV e escolher o que assistir impressiona. O uso é basicamente de Netflix para a “programação de catálogo” e iTunes para as novidades. Ultimamente até essa questão de ser “catálogo” está mudando no Netflix com a chegada de muito conteúdo atual. Discovery Kids? Cartoon Network? Só na casa dos meus pais ou em hotéis durante alguma viagem.

Um lado “engraçado” são as tentativas das operadoras de TV à cabo para vender contratos lá para casa. Oferecem centenas de canais (quase tudo porcaria) recheados de propaganda e a preços bem altos como se fosse um grande negócio para minha família. Uma vendedora já chegou ao ponto de me criticar quando soube que opto pelo Netflix. É mole?

Vejo gente comentando sobre, finalmente, o fim da transmissão analógica da TV aberta e que será tudo digital no Brasil em alguns meses. De que adianta mudar a forma de transmissão se continuarem pensando e trabalhando da mesma forma?

Quero ver como será, no futuro, a interação dos meus filhos com os conteúdos de entretenimento. Acredito que para eles a coisa será bem diferente do que foi para mim, e muito mais do que foi para os meus pais. Ter de se programar para um dia e horário certo poder assistir a um programa caso contrário irá perdê-lo? Esperar até a semana seguinte para saber como será o próximo episódio da série? Não vejo mais isso dando certo para a nova geração.

Sei que ainda não é uma realidade para a grande maioria das pessoas, mas vejo essa mudança acontecer com várias pessoas ao redor. Ou vocês acham que é à toa que as TVs à cabo estão implementando algo como o “Now”, ou mesmo emissoras “globais” disponibilizando programação on-line? A TV como conhecemos hoje deve se reinventar e mudar bastante. É isso ou irá dar o braço para as mídias físicas da música ou aos livros e jornais impressos e ficar no passado.

Entrevista com Eddie Silva do site Conteúdo Sem Fio

Entrevista com Eddie Silva do site Conteúdo Sem Fio
Entrevista com Eddie Silva do site Conteúdo Sem Fio

Por falar em Eddie Silva (ver posts sobre o Avid Studio), fiz uma entrevista com ele, o criador do Prêmio Podcast 2008 e 2009, responsável pelo documentário PittBridgespittbridges.com e editor do site Conteúdo Sem Fio. Confiram aqui:

Olá Eddie, primeiramente gostaria de agradecer a você por conceder esta entrevista. Acredito que não só os leitores do NPossibilidades, mas todo mundo que gosta de dispositivos móveis e também de produção de conteúdos, gostará de saber um pouco mais sobre o Projeto Conteúdo Sem Fio.

P – Para começar, gostaria que se apresentasse e contasse um pouco da sua história sobre como começou no meio de produção de vídeos.

R – Eu que agradeço esta oportunidade de divulgar o Projeto Conteúdo Sem Fio aos leitores do NPossibilidades. Comecei a gostar a trabalhar com vídeo depois que vi um amigo meu que é jornalista de Nova York enviar matérias que ele mesmo gravava por meio de uma câmera Canon LX-1 para emissoras do Brasil. Lógico que ele não editava. Enviava o conteúdo crú mesmo e as emissoras editavam as reportagens ou matérias. Achava legal o lance do Backpack Journalism onde o jornalista era o editor, cameraman ou seja fazia tudo que geralmente precisaria uma equipe pra fazer a mesma matéria.

Isto foi mais ou menos em 1995 e desde então fiquei testando e brincando de fazer vídeos mas nada a sério. Em 2005 comecei a trabalhar com podcast/videocast e parei para me dedicar ao Prêmio Podcast – premiopodcast.com.br – que criei com duas edições em 2008 e 2009 onde tinha como o objetivo divulgar o podcast brasileiro.

Após isto voltei novamente a fazer vários testes de formatos para videocasts mas nada sério. Apenas um hobby mesmo devido o fato de tomar muito do meu tempo para criar filmar, capturar o vídeo, editar e exportar.

P – Há quanto tempo e como surgiu a idéia do Projeto Conteúdo Sem Fio e a quem exatamente ele se destina?

R – Esta é uma longa história que como minha esposa diz que eu falo muito, então vou tentar resumir 🙂

Eu tenho um projeto desde 2004 que é criar uma TV na Internet. O principal eu já tenho que é o domínio itv.com.br e que recusei já algumas ofertas tentadoras por ele. Mas eu não queria simplesmente ficar jogando vídeos engraçados copiados do youtube. Queria realmente criar uma TV na internet, com conteúdo próprio. Quando a Canon lançou a câmera Canon HV-20 que filmava em 1920x1080p por um custo baixo, me animei. Comprei ela e comecei a brincar e tentar criar um formato para o iTV. Realmente o câmera era muito boa, o que faltava pra mim era equipamento para poder editar os vídeos rápidos e fáceis. Para se ter uma idéia, na época eu usava Windows e no máximo de memória ram que tinha era de 2gb. Para editar e exportar um vídeo em HD levava muito tempo. Resolvi fazer um videocast diário de 1 ou 2 minutos comentando as notícias interessantes que era o Eddie News Show. Logo parei de gravar devido que não conseguia fazer tudo sozinho. Achar matérias, gravar, importar, editar, exportar e publicar. Um simples vídeo de um minuto levava quase 3 ou quatro horas para ficar pronto, com uma qualidade aceitável que não fosse apenas um vídeo caseiro ou vídeo amador.

Com o surgimento do Twitter tive a idéia de fazer um programa com as melhores notícias que rolavam no Twitter. Era o VQV – Vamo QueVamo. Mais uma vez o fator tempo matou todos os meus sonhos. Pois para que eu conseguisse achar as melhores notícias no twitter, teria que seguir meio mundo. Na época não existia ainda estes lances de listas ou mesmo os encurtadores de URLs que mostram os links mais encurtados. Parei de gravar e de novo tentava achar um formato para o iTV.

Em fevereiro de 2010 eu coloquei no papel um projeto para o iTV que era ser TV na internet com conteúdo gravado com dispositivo móvel. Eu tinha que achar um diferencial para não precisar ficar concorrendo com grandes portais que criavam já conteúdo com suas câmeras HD normais. O meu diferencial era justamente este, criar uma TV com 100% de conteúdo criado a partir de dispositivo móvel. No papel era a coisa mais bonita. Tudo maravilhoso, correspondentes de várias partes do Brasil enviando matérias e eu editando por meio do iPad usando o apps iMovie. Montei uma boa equipe, jornalistas de várias partes do Brasil e até um jornalista em Hollywood LA comentando sobre celebridades e cinema. Quando comecei a fazer alguns testes pilotos com o material que estava recebendo, vi que não conseguia criar o conteúdo 100% com o meu iPad. Sempre chegava uma hora que eu precisava usar meu computador e aí já fugia do objetivo principal que era ser 100% móvel. O que era para ser lançado em um ou dois meses, acabou não saindo do papel. Podia até sair mas não estaria sendo honestamente nem comigo e nem com os colaboradores. Passei meses e meses testando um setup ideal. Só para complementar sobre o motivo que resolvi fazer o iTV totalmente com conteúdo móvel era que todo aquele tempo que eu gastava importando, editando e exportando para formato que pudesse ser acessado com qualquer dispositivo móvel, eu não gastaria. Pois o vídeo enviado pelos correspondentes já vinha para o formato do iPad. Assim ficava mais fácil.

Aí a Apple lançou o iPhone 4S com uma câmera com qualidade melhor do meu iPhone 4. Nem precisa dizer que eu estava as 4 da manha na frente da loja sendo o primeiro da fila. Depois de alguns testes eu comecei a trabalhar num outro projeto que estava na gaveta que era fazer um documentário sobre as pontes de Pittsburgh, pois é a cidade que mais pontes tem no mundo. Comecei a gravar o PittBridges – pittbridges.com – e fiquei abismado com a qualidade. Tinha que compartilhar com as pessoas mesmo antes do documentário ficar pronto. Resolvi fazer um blog onde iria comentar como eu estava filmando. Registrei um domínio para o publico americano e o conteudosemfio.com.br para o publico brasileiro.

Comecei a escrever alguns textos de como eu conseguia criar conteúdo com o meu iPhone 4S e me empoguei e resolvi escrever um livro sobre como criar conteúdo com dispositivo móvel. Só que num determinado momento pensei que ia acontecer igual ao que aconteceu ao projeto iTV. No papel tudo bonito e maravilhoso mas na prática coisa já era diferente. Pensei então por que ao invés de escrever como faço, eu mostrar realmente se é possível fazer o que eu estava escrevendo. E nascia assim o Projeto Conteúdo Sem Fio que era na verdade uma maneira de provar ou mostrar o que eu estava escrevendo era possível.

Qualquer pessoa com dispositivo móvel poderia criar conteúdo, escrever, fotografar e até mesmo filmar um documentário apenas com um iPhone que é a proposta do PittBridges. E aí comecei a brincar no conteudosemfio.com.br e tão cedo não quero parar. 🙂

A princípio a minha idéia era fazer um site para as pessoas que querem criar conteúdo com seus dispositivos móveis. Sei que hoje principalmente no Brasil, milhares de pessoas tem dispositivos móveis com capacidade de criar conteúdo. Mas nem todos querem ou se animam a criar conteúdo. Hoje a maioria das pessoas querem é consumir e não estão nem aí com a criação. Desta maneira o público do Projeto Conteúdo Sem Fio corria o risco de ser pequeno vendo a proporção de quantos querem consumir e quantos querem criar. Mas numa entrevista que fiz com o @sergiovds em um dos episódios do Projeto Conteúdo Sem Fio, ele falou algo interessante que eu não tinha pensando ainda. O fato dele criar conteúdo tanto em blogs, podcasts ou sei lá, era uma maneira dele contar a história dele. Ou seja este conteúdo que ele cria era como um álbum de fotografia que nossos pais faziam. Hoje temos esta tecnologia que é possível qualquer pessoa escrever, fotografar ou filmar. Ele não está preocupado em criar conteúdo para o público e sim contar história para os filhos, netos e etc. Pensado desta maneira o conteúdo do Projeto Conteúdo Sem Fio é para todas as pessoas que querem criar algo mesmo que não seja para publicar e sim talvez para ter como recordação. Assim por meio do Projeto estarei mostrando como eles podem usufruir a tecnologia que eles tem em suas mãos independente se querem criar conteúdo ou apenas contar a sua história da sua vida.

P – Que tipo de equipamento você utiliza para a produção de todo este material que publica no site do Projeto?

R – Só no meu estúdio tenho 2 ipads, 2 iphones, 1 Samsung Tab 10.1 e HP TouchPad. Mas o mais utilizados são mesmo os dispositivos da Apple. Para criar conteúdo é o que tem de melhor no momento.

Estúdio do Eddie Silva com seus equipamentos
Estúdio do Eddie Silva com seus equipamentos

P – E aproveitando que falou de equipamentos, quais softwares você usa neles?

R – Eu gravei um episódio mostrando como eu crio o conteúdo. Todo o processo e devo por no ar em breve. Mas vou explicar por aqui todo o processo para todos terem uma idéia como eu faço. Vamos criar um cenário para vocês entenderem melhor. Na semana passada tivemos a Campus Party Brasil 2012. O meu amigo Sérgio Vieira que citei fez uma pequena cobertura para o Projeto CSF por meio do seu iPhone. Ele gravava alguns drops contando as curiosidades do dia na CPBR. Eu criei uma conta no Youtube especificamente para os correspondentes e eles podem enviar seus vídeos diretamente do seu smartphones. O Sérgio enviava lá mesmo usando o wifi do local o vídeo para esta conta exclusiva e privada do Projeto CSF. Eu no meu estúdio, fazia o download do vídeo usando o app ProTube HD que permite baixar vídeos do Youtube para a sua camera roll do iPad. Infelizmente este app funciona somente em iPad com jailbreak. Após baixar o vídeo eu uso o 1St Video que permite você editar até 2 tracks de vídeo. O custo dele é meio salgado $29 mas vale a pena. Se é um vídeo simples eu posso usar o Avid Studio que custa $4,99 e fiz um review completo dele em como usar e está no site. Uso também o app da Adobe PhotoShop para criar as fotos que envio via o app do WordPress para o site. Todo o processo é realmente 100% com dispositivo móvel. Em nenhum momento eu uso pc ou laptop. Assim foi criado, editado e publicado os vídeos do Minuto Campus Party Brasil 2012.

P – Por todo o material de excelente qualidade que você publica, nem preciso perguntar se acha que dispositivos móveis podem ser utilizados para produção de conteúdos. Mas ainda assim tem muita gente que pensa o contrário. O que você diria para estas pessoas?

R – Olha não é por modéstia mas eu não acho ainda que o material do Projeto Conteúdo Sem Fio está com boa qualidade. Porque como falei no inicio a minha proposta é testar todos os formatos e realmente provar se é possível criar conteúdo conforme eu escrevia. Nos meus episódios não tenho roteiro. Sento na frente do iPhone e começo a falar como se estivesse conversando com um amigo. Eu tenho certeza que posso fazer algo com mais qualidade, editar o som, tirar os chiados, respiração, jogar efeitos, mas no momento não quero fazer pelo fato de não ter tempo. Tenho medo que por começar a exigir de mim mesmo mais qualidade possa parar que nem os outros projetos que parei por não ter tempo suficiente para fazer vídeos com boa qualidade. Da maneira que eu gravo acabo mostrando o meu modo de falar do dia a dia. Não quero convencer ninguém a fazer o que eu penso. Quero apenas compartilhar o meu conhecimento com as pessoas. Se eles gostarem da forma que eu faço, elas voltam. Se não bye bye tristeza. 🙂

Mas é possível criar sim conteúdo com qualidade de cinema por assim dizer. Se vocês derem uma busca na internet por iphone film festival ou mobile film festival, vão se surpreender com quanta coisa de ótima qualidade filmada apenas com um iphone.

P – Que dica você daria para quem está começando a produzir conteúdos móveis ou que está pensando em entrar nessa?

R – Quando se fala em criar conteúdo móveis a primeira coisa que vem na mente das pessoas é conteúdo com vídeo. Mas com um smartphone hoje você consegue criar conteúdo em qualquer área. Me lembro em 2007 (acho) a Nokia criou um Kit para jornalismo para usar no Nokia 95 (http://www.flickr.com/photos/kevglobal/2069036895/ ) Não conseguia dormir tentando adquirir este kit mas infelizmente aqui nos EUA o Nokia 95 nunca chegou nas operadoras. Ou seja você pode escrever, fotografar, gravar áudio ou filmar hoje em qualquer smartphone da vida. Você pode criar conteúdo twitando cobrindo algum evento, pode criar conteúdo fotografando um assunto específico e publicando em qualquer sites ou rede sociais. Você pode gravar um podcast sobre qualquer assunto ou apenas expondo a sua opinião sobre determinado assunto que viu na tv ou nos noticiários. Você pode criar vídeos com críticas, opiniões e até mesmo um filme. Veja o meu caso sobre o documentário que estou gravando com um iPhone. Poderia usar uma câmera melhor com mais definição mas tenho certeza que com o iPhone 4S vou conseguir passar para as pessoas o que quero transmitir. O que acontece também é que muitos quando pensam em gravar vídeos pelo smartphones a primeira coisa que imagina é aqueles vídeos que os adolescentes enviam para o Youtube. Mas hoje muitas emissoras de TVs usam esta mesmas imagens que são enviadas para os espaços que elas disponibilizam para os visitantes enviarem seus vídeos. Um exemplo mais conhecido aqui é o iReporter da CNN onde você pode enviar sua própria cobertura ou notícia que está acontecendo justamente onde você está. Hoje com a internet rápida e dinâmica, o importante é a informação e não a qualidade por assim dizer. Até uma emissora editar um vídeo, deixar bem refinado, a concorrente já jogou no ar o mesmo vídeo sendo o primeiro em informar tal notícia.

Então se você está tentando criar algo, tente ser relevante. Tente criar, mesmo que por teste. Só com a pratica que você vai melhorando. Mas crie. Você vai ver como é gostoso depois você ver o seu trabalho. Vale a pena. Outra dica: em meus dispositivos, é proibido ter jogos. 🙂 Brincar as vezes é bom mas o tempo que você gasta aprendendo usar algum app de edição de fotos ou vídeos, vai valer mais a pena do que qualquer tempo que você gastar jogando.

P – Lembro bem deste kit, cheguei a comentar sobre este no blog em 2008. Era também meu sonho de consumo na época. Por falar em repórter, durante um evento da Nokia bati um papo com o pessoal de uma grande emissora de TV que faz um projeto de reportagem utilizando apenas dispositivos portáteis (celulares) para gravação e transmissão de notícias. Isso mostra que há a possibilidade de um bom futuro no cenário de produção móvel. Como você vê isso? Você imagina que isso poderá, um dia, mudar o atual cenário de criação e editoração de vídeos?

R – Eu tenho um amigo cameraman de uma grande emissora em Washington DC e ele me contou que um tempo atrás com as tempestades de neve que algumas cidades tiveram, eles não tinham acesso ou como chegar no local com a Van. Muitas matérias foram feitas ao vivo com o jornalista por meio de iPhone. Ele contando isto, meus olhos brilhavam pois é justamente o meu sonho. Imagina por exemplo na Copa de 2014? Eu posso ter 200 ou mais correspondentes dentro do estádio mostrando cada ângulo que uma TV normal não conseguiria cobrir. Hoje se uma emissora de TV me chamar para uma entrevista 🙂 eu posso usar meu iPhone e transmitir imagem com qualidade de fazer inveja a qualquer link no exterior. E o melhor sem nenhum custo para a emissora e sem nenhum custo pra mim. Vocês tem idéia quando custa um link de vídeo via satélite Live para qualquer emissora de TV? O custo poderá ser reduzido pra zero. Como falei o importante é a dinâmica da informação e não se o vídeo está bonitinho com o green screen e tudo mais.

Eu vejo bem promissor as emissoras utilizarem no dia a dia os dispositivos móveis ainda mais que a cada dia temos lançamentos com novas tecnologias, novos features. Para vocês terem idéia do potencial, acessem o http://ntmojos.indigenous.gov.au Neste projeto foi distribuído vários kits mojos (mobile journalism) para alguns habitantes de comunidades remotas na Austrália para contarem suas histórias do dia a dia. Vale a pena assistir e ver como pessoas sem nenhum conhecimento em filmagens ou edições consegue criar conteúdo interessante.

P – A produção de material Sem Fio ainda é algo um tanto novo e acertado que esteja apenas começando. Mas como você vê isso futuramente? Qual a sua visão para este campo daqui a alguns anos?

R – É engraçado como são as coisas. Em 2004 por exemplo quando eu viajava e levava meus equipamentos comigo, minha esposa quase me batia. Duas mochilas com tripé, laptop 17″ harddrive de backup, filmadora, fitas, cabos e extensões e etc. Hoje eu viajo com meu iPhone e iPad e consigo criar conteúdo com mais qualidade e mais rápido.

Quando as pessoas começarem a entender que o mesmo trabalho que você faz no teu PC ou laptop, você consegue fazer no tablet, haverá uma maior aceitação. Hoje eu vejo que as pessoas estão usando seus dispositivos para consumir conteúdo só. Pois é tudo novidade. Mas quem sabe no futuro com a ajuda do Projeto Conteúdo Sem Fio, elas poderão ver que é possível também criar conteúdo.

P – Muito obrigado por sua entrevista Eddie Silva. Deixo aberto o espaço para deixar seu recado aos leitores e também para deixar seus contatos.

R – Eu que agradeço mais uma vez esta oportunidade de divulgar o Projeto Conteúdo Sem Fio e a paciência de todos aqui de ficarem lendo o que eu falei. Se qualquer leitor tiver alguma dúvida ou curiosidade, terei o prazer e de coração mesmo em poder ajudar, se souber né 🙂 Se não, tenha certeza que procurarei aprender ou descobrir alguma maneira para tentar quem sabe responder por meio de um episódio. Meu twitter é @eddienews e do Projeto é @conteudosemfio.
Obrigado e VQV.

Confiram abaixo algumas fotos do estúdio móvel de Eddie Silva.

Você registraria seu casamento apenas com smartphones?

Fotos e filmagem de casamento apenas com o iPhone?
Vocês fariam isso?

Pode parecer um tanto estranha a pergunta título deste post, mas foi o que um grupo de fotógrafos fez recentemente. Os “iPhoneshooters” filmaram e fotografaram uma cerimônia, seguida da festa, inteiramente através das lentes de alguns iPhones.

Para esta empreitada, o grupo seguiu algumas regras. Entre elas de utilizar apenas iPhones com o aplicativo nativo do aparelho. Nada de programas para mudar qualidade ou fazer fotos em HDR. Eles podiam utilizar acessórios como lentes de 35mm e tripés.

Claro que a qualidade não se compara à das câmeras profissionais já que o iPhone não é um dos melhores aparelhos para isso, mas o resultado foi bastante interessante.

Alguém ai teria coragem de tentar o mesmo?

Review câmera Samsung PL120

Este é o primeiro review de câmera digital realizado no NPossibilidades. O modelo em questão é a Samsung PL120 que foi lançado este ano durante a CES 2011 (Consumer Electronics Show). Dentre diversos recursos interessantes deste modelo, um dos que mais gostei foi a tela de LCD frontal com recursos inusitados. Mas este é um detalhe que comento mais abaixo. Por enquanto vamos a uma visão geral da câmera:

Samsung PL120
Samsung PL120

Para começar, assim como toda câmera não profissional, ela conta com um tamanho bastante compacto que permite que seja transportada facilmente no bolso da calça. Suas medidas são apenas 94 x 54,5 x 18,8 mm com 110g de peso. Tamanho muito próximo a alguns celulares no mercado.

Pelo pequeno tamanho desta câmera é fácil imaginar que ela não produza fotos de tão boa qualidade. Mas este é um ledo engano. A PL120 tem um sensor de 14.2 MP com capacidade de impressão profissional. O zoom ótico de 5x tem um bom ângulo (26mm) que permite capturar imagens em planos bem amplos. Outro detalhe interessante é a captura de vídeos em qualidade HD, algo que a cada dia se torna mais comum no mercado também está presente nesta câmera.

Samsung PL120
Samsung PL120

Em questão de recursos de software, a PL120 vem com todas as opções comuns para este tipo de aparelho como modos de Flash, correção de olhos vermelhos, equilíbrio de branco de diversas formas, detecção de rosto de forma inteligente e diversos outros. Mas algumas outras opções foram inseridas neste aparelho para torná-lo ainda mais atraente.

Dentre outros destaco alguns que me chamaram bastante a atenção:

O primeiro deles é para quem tem filhos pequenos. Através de seu visor frontal é possível passar uma animação em áudio e vídeo para chamar a atenção das crianças. Assim fica muito mais fácil mantê-las de olho em você para fotografar. Este visor serve ainda para realização de auto-retrato já que permite que você veja o que será fotografado. Também é útil para aquelas fotos com timer. Basta posicionar a câmera em local adequado e acionar o recurso. O tempo para a foto é mostrado na tela.

A câmera vem com recursos de detecção de rostos, sorrisos e até mesmo piscadas. Ela consegue memorizar rostos (12 no total) os quais terão o foco priorizado quando estiveram na frente da câmera. Alguns outros modos de fotografia completam o conjunto da PL120. Há o modo Smart Auto que reconhece e ajusta a câmera automaticamente para 16 modos de cena. O modo Beauty Shot que ajuda a esconder imperfeições da pele e pequenos retoques. O modo Magic Frame insere suas fotos em diversos tipos diferentes de molduras. O Text ajusta a câmera para fotografar melhor documentos.

Há ainda diversos modos diferentes de fotografia para as mais variadas situações. O modo noturno permite boas fotos, mas não vá esperar resultados excelentes devido ao curto alcance do flash.

Samsung PL120
Samsung PL120

Prós

  • Preço baixo (em torno de R$600,00)
  • Vídeos em fullHD
  • Aplicativo completo para edição

Contras

  • Falta um cabo para conectar à TV
  • Cartão de memória de apenas 2GB

Outro destaque fica por conta do software para o computador. Ao contrário do que sempre acontece, o CD que a acompanha não vem com tal aplicativo, este vem apenas com manual de uso em diversos idiomas. O software de edição vem dentro da PL120, basta conectar via cabo e o Intelli-studio será acionado. Ele pode até ser copiado para o PC, mas não há necessidade disso, é possível utilizá-lo sem isso. É um ótimo recursos para quem tem netbooks sem muito espaço de armazenamento.

O Intelli-studio vem com tantas opções que quase nem é preciso utilizar outro aplicativo. Além de edições gerais em fotos e vídeos, ele permite ajustes mais finos, converção de formatos, upload para os principais serviços onine (Flickr, Youtube, Twitter, Facebook, Picasa ou email), visualização de tags de fotos (ponto no mapa onde foi feita) e até apresentação de slides.

O aplicativo Intelli-studio permite ainda atualizar o Firmware da câmera sempre que algum for disponibilizado. Além disso, é possível ainda fazer o download de animações para as fotos de crianças.

Resumindo: A Samsung conseguiu reunir muitos e bons recursos em um equipamento barato e compacto. A Câmera PL120 não é indicada para o fotógrafo profissional, mas garante boas fotos e vídeos em diversas situações comuns do dia a dia. Sem sombra de dúvidas um ótimo custo benefício para o fotógrafo casual.

Tripés fotográficos para smartphones

Tripés fotográficos para smatphones
Acessórios bons e baratos

Não sei se sabem, mas todo o conteúdo multimídia produzido aqui no site é feito exclusivamente com dispositivos móveis como smartphones e tablets. Normalmente as fotos e vídeos são gravados com o Nokia N8[bb] (pela sua ótima qualidade fotográfica) e as edições nos vídeos são produzidas no iPad[bb].

Como o volume de produtos para testes e análises está aumentando cada vez mais por aqui, surgiu à necessidade de adquirir alguns pequenos acessórios para melhorar ainda mais a qualidade do material visual. Foi pensando assim que veio o Camera Connection Kit, a lente olho de peixe para smartphones e agora dois tripés fotográficos. Estes dois últimos servirão para aumentar a estabilidade das fotos e vídeos.

Optei por dois modelos diferentes que me dessem condições para uso em qualquer ambiente. São eles:

Mini tripé para smartphones

Mini tripé
Mini tripé

O tripé convencional servirá para locais planos onde sei que terei maior controle sobre a superfície onde serão gravados os vídeos e produzidas as fotos (mesas, bancadas, chão…). Ele é quase todo feito em material plástico e tem algumas peças de metal. As pernas podem ser aumentadas facilmente através de pequenos tubos retráteis. Como ele conta com “pés” de borracha não corre o risco de escorregar e derrubar o aparelho suportado.

Por falar em suporte, este modelo conta com um encaixe superior para que se possam encaixar aparelhos de tamanho médio. O maior que utilizei neste até agora foi o Nokia E7, o que ficou no limite. Provavelmente o modelo mais utilizado será mesmo o já citado N8.

Tripé flexível

Tripé flexivel
Tripé flexivel

Este modelo é um dos que eu mais estava interessado. Ao contrário do Mini tripé para smartphones (acima), ele conta com pernas flexíveis que podem ser “moldadas” para se adaptar aos mais variados objetos. Desta forma é possível utilizá-lo em praticamente qualquer lugar sem a necessidade de superfícies planas. A idéia é poder utilizá-lo em árvores, cercas, encanamentos, postes. Será um bom acessório para fotografias externas.

Outro ponto interessante neste tripé é a possibilidade de expandir o alcance de suas pernas. Como as peças (bolinhas) são apenas encaixadas umas nas outras é fácil conectar novas. Este também conta com “pés” de borracha para ajudar na sustentação do aparelho sem que este corra o risco de escorregar.

Encaixe para smartphones
Encaixe para smartphones

O único problema deste modelo é que ele não conta com encaixe para smartphones, apenas para câmeras. Ainda bem que a mesma peça do modelo acima pode ser compartilhada aqui.

Onde adquirir
Como a idéia de aquisição destes dois modelos é primeiramente testar a melhoria na produção multimídia, resolvi comprar estes acessórios no bom e velho DealExtreme. Isso quer dizer que são opções baratas (tanto no preço quanto na qualidade). Se a melhora for significativa irei buscar tripés “não alternativos”.

O Mini tripé para smartphones custa $5.19 e o Tripé flexível custa $4.15

Por enquanto o que tenho a dizer é que estou gostando muito destes acessórios e até recomendo a compra mesmo no DealExtreme. Para comprar por lá, vocês não irão gastar mais do que R$20,00. Só precisam ter paciência já que a demora é considerável para que os produtos cheguem.

Abaixo mais fotos dos dois acessórios: