Osmo Mobile 2 – Este estabilizador para filmagens com smartphones vale a compra?

Gimbal Osmo Mobile 2
Gimbal Osmo Mobile 2

Há algum tempo tenho me dedicado a um dos meus hobbies prediletos: produção de vídeos. Para isso, além de estar estudando sobre captura de imagens, ângulos, iluminação… o estudo de edição de vídeos também se tornou uma constante. Mas claro que para isso também tenho lido e testado alguns equipamentos e acessórios tais como tripés, sliders, dolly skaters e outros. Neste sentido recentemente adquiri um equipamento que sempre tive curiosidade de testar, um gimbal.

Um gimbal, a grosso modo, é um suporte para sua câmera que consegue estabilizar o movimento, por exemplo, de caminhar enquanto filma. Para quem faz vídeos parados (você sentado em frente à uma câmera como a maioria dos Youtubers) pode até ser um acessório dispensável, mas se pretende gravar em movimento e com mais qualidade a coisa muda bastante com um destes.

Osmo Mobile 2 em detalhes

O gimbal em questão que tenho testado é o Osmo Mobile 2, um acessório da DJI (famosa pelos seus drones), mas este é específico para uso de smartphones. A empresa comercializa outros modelos deste tipo de equipamento para uso com diversos tipos de câmera, inclusive uma versão antiga também para smartphones. Esta nova versão, lançada este ano, veio para aprimorar ainda mais a experiência do primeiro Osmo Mobile.

Uma das novidades deste em relação ao antigo é a possibilidade de filmar com o smartphone na vertical. Não é algo que pessoalmente me agrada muito, mas para quem gosta de fazer vídeos para os Stories (Instagram, IGTV e outros) ajuda bastante.

Balanceamento

Ao “instalar” o smartphone no gimbal é preciso balanceá-lo para que fique no melhor equilíbrio possível. Isso faz com que sua filmagem fique sempre na posição correta, elimine quase que por completo o balanço ao caminhar e também ajuda a poupar bateria do acessório. Do contrário ele fará “mais força” para tentar corrigir tudo isso. No vídeo abaixo é mais fácil entender como funciona.

Utilizando o Osmo Mobile 2

O uso deste gimbal é bem mais simples do que eu imaginava, mesmo tendo ele diversos recursos que fazem a filmagem ficar com um ar de profissional. Após a instalação do aplicativo padrão e o balanceamento (ver acima) ele já está pronto para uso. Requer um pouco de treino para acostumar com o posicionamento dos botões, virar para um lado e para outro, para cima e para baixo… mas nada complicado e em alguns minutos já dá para começar a brincadeira. Além disso dá para ajustar, nas configurações, a velocidade dos movimentos além de inverter a direção do joystick.

Pode parecer um tanto estranho falar em mudar a direção do joystick mas para mim foi mais lógico fazer assim. Na configuração padrão ao pressionar para a esquerda a câmera vira para a direita e vice-versa. Funciona assim? Sim, mas leva tempo para o cérebro compreender que você está indicando que ao apontar o joystick para um lado é aquela lateral correspondente do smartphone que irá para frente. Preferi fazer a inversão para indicar com o joystick para que lado ele deve virar a câmera e assim ficou bem mais fácil controlar o Osmo Mobile 2.

Botões

O aparelho conta com quatro botões que permitem fazer praticamente tudo, o resto se faz tocando a tela do smartphone. Na lateral há um botão deslizante que serve para aumentar/diminuir o zoom, na frente um outro vermelho de disparo tanto para fotografia quanto para filmagem e o já citado joystick para direcionar a câmera. 

Botões e conexões

Abaixo destes, marcado com a letra M, há um botão multiuso. Ele serve para ligar/desligar o Osmo Mobile 2, para alternar entre câmera frontal e traseira, para travar/soltar o movimento de subida/descida da câmera e também para fazer com que ela volte para a posição inicial. Para tudo isso é preciso decorar a quantidade de cliques para cada uma destas funções.

Recursos

Através do aplicativo original é possível ter acesso a uma série de recursos que tornam o Osmo Mobile 2 tão incrível. Funcionalidade como Timelapse, tão comum em diversos aplicativos de filmagem (incluíndo o nativo do iPhone) é expandida e levada a outro nível. Além da funcionalidade normal deste tipo de filmagem o conjunto aplicativo/gimbal permite fazer Hyperlapse e Motionlapse.

O Timelapse comum é aquela técnica em que a câmera fica parada e registra diversas fotos em sequencia com intervalos curtos entre elas e no final forma-se um vídeo com isso. Já o Hyperlapse segue a mesma ideia, mas com você que está filmando em movimento. Já o Motionlapse o gimbal fica parado mas a câmera vai virando de um lado para outro onde é possível escolher inclusive diversos pontos nos quais ela irá apontar.

Claro que recursos como filmagem normal, câmera lenta, iluminação, foco e outros fazem parte do pacote como era de se esperar. Mas um outro recurso extra é, na minha opinião, o mais interessante. Há uma configuração bem simples de utilizar que permite travar o foco em determinado objeto/pessoa. Muito útil para quem gosta de se filmar (Youtubers) já que com esta função o smartphone no gimbal fica seguindo o “alvo”.

Uma novidade neste aparelho em relação ao seu modelo anterior é que a bateria interna (que chega a  durar até 15 horas de uso) pode também carregar a bateria do smartphone. Basta conectar um cabo na porta traseira do gimbal e no seu celular. Dá até mesmo para carregar a bateria interna ao mesmo tempo em que se carrega a do smartphone.

Aplicativo(s)

O aplicativo padrão, DJI GO, é bem completo e trás diversos recursos bem interessantes para a dupla smartphone/gimbal, é a melhor opção para utilizar o Osmo Mobile 2. Ele na verdade é o mesmo utilizado para manusear outros produtos da DJI como outros gimbals e até seus drones. Dentro dele há também um editor de vídeos, a Skypixel, uma rede social estilo Instagram para usuários de produtos da DJI, acesso à loja, forum, suporte, programa de afiliados e o Flight Records que mostra seus dados de voos com drones.

Reparou que neste tópico eu disse “aplicativo(S)”, no plural? Pois é, o DJI GO não é o único que consegue controlar o Osmo Mobile 2. Há um outro aplicativo chamado FILMIC Pro que também consegue. Este é, na opinião de diversos profissionais da área de filmagens (e na minha também), o melhor aplicativo do tipo para os iPhones. É o que conta com os recursos de filmagem mais avançados que conheço.

Não vou entrar em detalhes sobre este aplicativo aqui, tem tantos recursos que daria para vários posts. Mas para ter uma ideia do que ele é capaz, vários dos melhores “cineastas móveis” profissionais o utilizam inclusive para gravar longa-metragens (alguém ainda usa este termo?). O FILMIC tem um custo de R$50,00, uma compra interna de R$32,90 e um aplicativo extra para controle/tela extra de também R$32,90. É uma brincadeira bem cara, então é melhor deixar para os profissionais da área e ficar com o DJI GO mesmo já que é gratuito.

Acessórios

O Osmo Mobile 2 por si só já é uma grande aquisição e não precisa de mais nada extra, mas ainda assim ele pode ser acrescido de acessórios diversos caso necessite. Na parte inferior há uma conexão padrão de acessórios de fotografia/filmagem, assim dá para utilizá-lo em tripés, sliders, tiras de pulso/pescoço, com a base própria (vendida à parte), suporte para microfone e/ou iluminação… o céu o bolso é o limite.

Vale a pena comprar?

Se você não se interessa por fazer filmagens mais fluidas/niveladas e está satisfeito com o resultado que produz apenas com seu smartphone digo para guardar seu dinheiro para outra coisa. Mas se pretende melhorar seus vídeos e produzir com qualidade semi-profissional, se é um Youtuber, aspirante a cinegrafista ou algo do tipo vá lá e compre um destes para ontem. Vale cada centavo.

Quanto custa? Em “terra brasilis” está saindo em torno de R$1400,00, mas em vários sites estrangeiros dá para pagar a metade disso. Só torça para não ser taxado na Receita Federal. Isso pode acabar deixando pelo mesmo preço cobrado por aqui e ainda ter de esperar quase uma eternidade para chegar.

Claro que eu não deixaria de postar um vídeo que gravei utilizando o Osmo Mobile 2. Dêem uma olhada abaixo para tirar suas próprias conclusões sobre o resultado:

Fone Sony MDR-AS400EX vale à pena? – Review

Fone Sony MDR-AS400EX
Fone Sony MDR-AS400EX

Geek que é geek não sai de casa para correr/pedalar sem uma playlist musical ou mesmo alguns podcasts. Eu mesmo sou um que não consigo curtir uma corrida sem isso. Por este motivo sempre estou em busca de um bom fone para os treinos.

A Sony lançou recentemente um fone de ouvidos, modelo MDR-AS400EX, dedicado à prática esportiva. A divulgação feita pela empresa é de que este fone é ideal para a prática de atividades físicas e também que não caem durante os exercícios. Será mesmo?

Estou com um deste em teste há uma semana e acredito que com isso já posso comentar minhas impressões. Rodei pouco mais de 130km com ele (pedalando e correndo) além ter utilizado também em exercícios diversos e em momentos de descanso. Posso afirmar que a Sony caprichou neste modelo.

Os fones realmente são muito confortáveis e não caíram em momento algum dos treinos. Além disso o conforto das alças de silicone para ajuste é um ponto que gostei bastante. Mal dá para perceber que estão “enroladas” ao redor das orelhas. Sem contar que não atrapalha em nada as hastes de óculos escuros.

A qualidade sonora é boa, mas nada de espetacular. Não perde em nada para outros modelos que já testei, mas também não é surpreendente. Tem uma acústica boa, graves de qualidade, bom isolamento externo e tudo mais. Mas lembre-se de que este fone é para praticantes de esportes e não para audiófilos.

Um teste que não realizei por completo, mas que a Sony promete, é que o MDR-AS400EX resiste à suor e respingos de água. Quanto ao suor posso garantir que até agora está resistindo muito bem, veremos na próxima chuva se ele também sobrevive.

Adaptador para ajuste de tamanho de fio
Adaptador para ajuste de tamanho de fio

Para quem reclama do tamanho dos fios de fones, este aqui tem 1,2m de ponta à ponta. Pode parecer grande para uso em exercícios (e de fato é), mas ele conta com um acessório para ajuste do tamanho e que também serve para prender à roupa ou braçadeira de smartphone. Gostei disso pois assim pude deixá-lo do tamanho ideal para mim.

Opinião final

Gostei bastante deste fone para meus treinos de corrida de pedalada. Se ajustam muito bem às minhas orelhas/ouvidos e a possibilidade de adaptar o tamanho do fio é um ótimo recurso. O som atende muito bem às minhas expectativas para um fone deste tipo. Até o preço não é dos mais caros (sugerido pela Sony por R$199). Então voltando à pergunta do título deste review: Sim vale à pena este fone para atividades físicas.

O fone pode ser encontrado diretamente no site da Sony ou mesmo em outras lojas.

LifeActív – A melhor braçadeira esportiva para smartphones

LifeActív - A melhor braçadeira esportiva para smartphones
LifeActív – A melhor braçadeira esportiva para smartphones

Como geek faço questão de levar meu smartphone em meus treinos de corrida/pedal. Por tanto já testei vários acessórios para isso. Um destes foi a Flipbelt que é muito boa para transportar chaves, dinheiro, gel de carboidrato e, claro, smartphone. Já comentei sobre ela neste outro post.

De uns tempos para cá optei pelas famosas braçadeiras esportivas. São muito práticas e realmente úteis. O problema é que a grande maioria delas apresenta os mesmos problemas: Qualidade ruim, baixa ou nenhuma proteção contra suor/água e péssimo manuseio do smartphone com ela no braço.

Foi então que encontrei uma que parece ser a melhor braçadeira esportiva para smartphones. A LifeActív da Lifeproof aparentemente resolveu todos os problemas que citei acima. A qualidade é surpreendente, em conjunto com o case LifeProof Frē protege de todo tipo de líquido e o sistema de clipagem torna o uso do aparelho muito fácil. Ela não precisa necessariamente ser utilizada em conjunto com o case da marca, mas juntos ficam perfeitos.

Já tem uma semana que estou utilizando e até agora tenho gostando bastante desta braçadeira. Para terem uma ideia do quanto ela está em testes, já percorri mais de 140km (em treinos de corrida, pedal e duatlo) e até agora ela está se saindo muito bem.

Ela pode ser adquirida diretamente no site da LifeProof, que faz entrega no Brasil. O único problema é que o frete fica muito caro. Se tiverem algum outro esquema para importa-la recomendo que o faça, isso pode deixar a compra menos cara.

Update: Por coincidência, o pessoal do MacMagazine acabou de disponibilizar esta braçadeira em sua loja. Agora ela pode ser adquirida também por lá. Ah! Também estão vendendo o case LifeProof Frē

Continuarei com os testes e caso tenha mais alguma coisa para contar atualizarei este post.

Review fone Mumo Bluetooth, da ROCK

Fone Mumo Bluetooth, da ROCK
Fone Mumo Bluetooth, da ROCK

Há algumas semanas comecei a testar o fone Bluetooth Mumo da empresa ROCK. A ideia de adquirir este fone foi para utilizá-lo em atividades físicas como corridas e pedaladas. Por este motivo este review será com foco neste sentido.

Vamos ao fone:

Sua construção é muito boa e aparenta uma qualidade surpreendente visto seu preço (em torno de R$200). O cabo flat não enrola, vem com imãs nas pontas para que se juntem ao redor do pescoço, conta com diversas borrachas para se adaptar a tamanhos diferentes de ouvidos e acompanha até mesmo um redutor de cabo para que não fique balançado muito ao utilizar.

A qualidade sonora é boa e acredito que agrada a maioria das pessoas. Graves razoáveis que não decepcionam, mas não vá compará-los com fones mais caros pois ai sua percepção irá mudar. Por fim, conta com um controle multifuncional que permite ajuste de volume, navegação por músicas e até mesmo atender ligações.

Uso em esportes

Dito isso, como fica seu uso durante o esporte? Após 90km correndo e 150km pedalando com este fone acho que já dá para deixar minha opinião.

Como disse acima, a ideia era usar durante meus treinos pela facilidade que proporciona o Bluetooth. Se fios sobrando já são ruins em casa ou no trabalho, imagina correndo ou pedalando. O pequeno tamanho e pouco peso deste fone foram alguns dos principais motivos pela escolha. Aliados à isso veio o fato deste ser resistente ao suor, o que já me fez perder diversos outros fones Bluetooth.

Vi comentários por ai (inclusive recebi alguns via Twitter) reclamando sobre a autonomia de bateria. O prometido pelo fabricante é uma duração entre 4 e 6 horas. Sinceramente não vejo problema nisso.

Widget de estado da bateria

Pensando em seu uso para corridas, vamos analisar: Normalmente os treinos vão de 30 minutos à 1 hora. Para os corredores mais avançados isso pode chegar a 2 horas ou mais. Então dá para aguentar entre 2 a 8 treinos dependendo de seu nível e considerando apenas a menor autonomia anunciada. Dá até para correr uma maratona inteira com apenas uma carga.

Por falar em carga, outro ponto interessante é que leva em média apenas 1 hora e meia para abastecer sua bateria via cabo micro-USB (carregador não incluído na caixa). Sendo assim, meia hora de carga já dá para um treino tranquilamente. É aquele tempinho que você tem entre levantar cedo, fazer um lanche pré-treino e se arrumar para correr.

Já estava quase me esquecendo. Um recurso legal deste fone é informar ao iOS (caso vá utiliza-lo com iPhones) o estado da sua bateria. Desta forma fica fácil saber, via widget nativo do iPhone, a quantas anda a carga e recarregá-la antes de seu fim.

Pontos negativos

Mas nem tudo é positivo neste fone. Vamos ao pontos que não gostei:

O fato deste modelo não ter algum apoio sobre as orelhas torna seu uso quase impossível durante as corridas. Experimentei todos os seus modelos de borracha para encaixe mas ainda assim ficou caindo, mesmo utilizando o ear-hook que o acompanha. Este é um acessório que teoricamente fixaria o fone na parte interna da orelha. Infelizmente comigo isso não funcionou e ainda ajudou a tornar seu uso ainda mais incômodo pois machuca.

Acho que para melhorar o uso, este fone deveria vir com um ear-hook diferente. Ao invés de um interno, deveria ser externo como este da imagem abaixo.

Ear-hook que ajudaria
Ear-hook que ajudaria

Como falei antes, a bateria até que aguenta bem, mas fique atento aos avisos sonoros que ele emite quando esta está acabando. Em torno de 20% de carga ele começa a avisar, mas quando chega em 15% ele simplesmente desliga. Assim sem mais nem mesmos, ou seja, esse finalzinho de energia é descartada.

Opinião final

Vou continuar utilizando para corridas e pedaladas? Não. Ficar saindo da orelha pode até não ser tão chato em treinos mais curtos, mas imagine ter de ficar arrumando isso por 10km, 15km, 21km… Simplesmente não dá. Para exercícios de academia ele funciona muito bem já que não tem movimentos de tanto impacto quanto a corrida.

Aqui ele vai ficar mesmo para uso em estudos, trabalho ou no dia a dia. Se o seu foco para este fone não for correr/pedalar, pode comprar que vale o investimento. Barato, qualidade boa, controles multifuncionais e bom som. Do contrário…

Ele pode ser encontrado em algumas lojas online, mas recomendo a MM Store do MacMagazine.

Garmin Vivosmart – Vale o investimento?

Garmin Vivosmart e seu carregador
Garmin Vivosmart e seu carregador

Faz algum tempo que venho testando uma pulseira de atividades físicas da Garmin, mais especificamente o modelo Vivosmart. Mas infelizmente as coisas não andaram muito bem com este produto e hoje venho contar aqui as minhas impressões sobre esta fitness band.

O que ela faz?

A idéia desta é sem dúvida alguma ótima. De todas as pulseiras do tipo que já vi e das que já tive em mãos é a que mais gostei, do conceito. A Garmin caprichou nos recursos desta e a tornou, à meu ver, uma das mais completas. Pena que a qualidade deixou um pouco a desejar.

Os recursos são muitos e me agradaram bastante, principalmente as opções de controles. Mas antes de falar sobre estes vou comentar um pouco sobre a parte “fitness”. A Vivosmart é mais voltada para exercícios aeróbicos. Ela não conta com sensor de frequencia nativo, mas pode ser pareado com um próprio da marca vendido à parte. O mesmo vale para outro sensor de cadência voltado para ciclismo.

Algo não muito comum em pulseiras deste tipo é o fato de ser à prova de água. Sim, ela aguenta até 50 metros de profundidade, mais que suficiente para aguentar tranquilamente exercícios de natação. No mais ela conta com os já conhecidos recursos presentes em outros produtos semelhantes: Opção para iniciar/finalizar atividades, contador de passos, contador de calorias, alertas para quando se passa muito tempo parado, análise de sono, alerta por vibração…

Por falar em passos, gostei da solução dada para as metas diárias. Diferente das demais pulseiras nas quais estas metas são fixadas manualmente, a da Garmin traça conforme seu rendimento no dia anterior. Ou seja, todo dia você terá uma meta nova a cumprir.

No quesito conectividade um outro ponto forte desta pulseira é em relação aos controles que citei acima. Um deles, o que mais gostei é o do player de áudio. Parece simples, mas é bem prático para iniciar/pausar ou trocar as músicas durante os exercícios, assim não é preciso sequer tocar no smartphone para isso. Outro controle que me agradou bastante é o das câmeras da Garmin (linhas Virb e X), o qual permite iniciar/pausar uma filmagem e também registrar fotos. Para quem tem uma câmera destas é uma idéia interessante a pulseira da Garmin.

Há também um recurso controverso pois há quem ache isso interessante e quem considere desnecessário: Notificações do smartphone. Você pode configurar tudo o que quer ser avisado nela. No começo eu era do time dos que não gostam, mas depois me acostumei e até gostei disso. Mas é preciso usar com cuidado para que excessos de mensagens no braço não atrapalhem na sua produtividade do dia-a-dia.

Para finalizar ela conta com recurso para encontrar seu smartphone caso não saiba aonde o deixou. Pela própria pulseira é possível enviar um comando que o fará emitir um som. Interessante mas não é algo que faça grande diferença.

Os problemas… Ah os problemas…

Até aqui, como falei anteriormente, a Vivosmart é a melhor, no conceito apenas. Testei duas e ambas apresentaram defeitos diferentes. A primeira desligava sozinha dando a impressão de que estava sem bateria, mesmo tendo sido completamente carregada. Para que voltasse a funcionar era preciso conectá-la novamente ao carregador. Começou fazendo isso a cada dois dias, depois diminuiu para um e no final não chegava sequer a isso. Resultado: foi devolvida.

Já a segunda Vivosmart estava funcionando perfeitamente bem nos primeiros dias, mas durante a uma meia maratona que participei (Golden Four aqui em Brasília) ela começou a apresentar um problema no display. Surgiu uma “linha morta” cortando as informações, que logo evoluiu para duas. No final já eram três dessas. Já vi “pontos mortos” em telas, mas “linhas mortas” pra mim foi novidade.

Pesquisando para tentar descobrir o que era isso me deparei com diversas pessoas, no fórum oficial da Garmin, passando pelo mesmo problema. Alguns chegaram a trocar mas o defeito voltou, ou seja, é algo recorrente neste produto. E não se enganem que este é o único que ela apresenta, basta uma breve navegada por lá para ver o que mais pode acontecer.

Pode ser por isso que a Garmin lançou recentemente um novo modelo, chamado Vivosmart HR, que conta com uma tela e não um visor. Mas pela quantidade de problemas já relatados também no fórum da Garmin acho que este não é um bom investimento.

Garantia

E a minha pulseira, como ficou? Resolveram o problema? Trocaram por uma nova?… Não, nada foi resolvido ainda. E o pior é que está acabando o prazo estipulado por lei (artigo 18 CDC) e até agora não me deram qualquer posicionamento. Já vi que terei problemas com isso.

Assim que a história acabar atualizo este posto contando o resultado. Até lá pensem duas vezes antes de comprar a Vivosmart.

Atualização: Como comentei anteriormente a Vivosmart estava com a equipe de suporte da Garmin para manutenção. Infelizmente não resolveram no prazo legal, não entraram em contato e após um telefonema meu ainda tentaram ganhar mais uma semana para dar algum posicionamento. Não tive outra alternativa se não a de pedir meu dinheiro de volta. Vamos ver se pelo menos isso eles irão cumprir no prazo.

Depois de tudo isso só tenho a dizer que não recomendo a pulseira Vivosmart da Garmin.