Garmin Vivosmart – Vale o investimento?

Garmin Vivosmart e seu carregador
Garmin Vivosmart e seu carregador

Faz algum tempo que venho testando uma pulseira de atividades físicas da Garmin, mais especificamente o modelo Vivosmart. Mas infelizmente as coisas não andaram muito bem com este produto e hoje venho contar aqui as minhas impressões sobre esta fitness band.

O que ela faz?

A idéia desta é sem dúvida alguma ótima. De todas as pulseiras do tipo que já vi e das que já tive em mãos é a que mais gostei, do conceito. A Garmin caprichou nos recursos desta e a tornou, à meu ver, uma das mais completas. Pena que a qualidade deixou um pouco a desejar.

Os recursos são muitos e me agradaram bastante, principalmente as opções de controles. Mas antes de falar sobre estes vou comentar um pouco sobre a parte “fitness”. A Vivosmart é mais voltada para exercícios aeróbicos. Ela não conta com sensor de frequencia nativo, mas pode ser pareado com um próprio da marca vendido à parte. O mesmo vale para outro sensor de cadência voltado para ciclismo.

Algo não muito comum em pulseiras deste tipo é o fato de ser à prova de água. Sim, ela aguenta até 50 metros de profundidade, mais que suficiente para aguentar tranquilamente exercícios de natação. No mais ela conta com os já conhecidos recursos presentes em outros produtos semelhantes: Opção para iniciar/finalizar atividades, contador de passos, contador de calorias, alertas para quando se passa muito tempo parado, análise de sono, alerta por vibração…

Por falar em passos, gostei da solução dada para as metas diárias. Diferente das demais pulseiras nas quais estas metas são fixadas manualmente, a da Garmin traça conforme seu rendimento no dia anterior. Ou seja, todo dia você terá uma meta nova a cumprir.

No quesito conectividade um outro ponto forte desta pulseira é em relação aos controles que citei acima. Um deles, o que mais gostei é o do player de áudio. Parece simples, mas é bem prático para iniciar/pausar ou trocar as músicas durante os exercícios, assim não é preciso sequer tocar no smartphone para isso. Outro controle que me agradou bastante é o das câmeras da Garmin (linhas Virb e X), o qual permite iniciar/pausar uma filmagem e também registrar fotos. Para quem tem uma câmera destas é uma idéia interessante a pulseira da Garmin.

Há também um recurso controverso pois há quem ache isso interessante e quem considere desnecessário: Notificações do smartphone. Você pode configurar tudo o que quer ser avisado nela. No começo eu era do time dos que não gostam, mas depois me acostumei e até gostei disso. Mas é preciso usar com cuidado para que excessos de mensagens no braço não atrapalhem na sua produtividade do dia-a-dia.

Para finalizar ela conta com recurso para encontrar seu smartphone caso não saiba aonde o deixou. Pela própria pulseira é possível enviar um comando que o fará emitir um som. Interessante mas não é algo que faça grande diferença.

Os problemas… Ah os problemas…

Até aqui, como falei anteriormente, a Vivosmart é a melhor, no conceito apenas. Testei duas e ambas apresentaram defeitos diferentes. A primeira desligava sozinha dando a impressão de que estava sem bateria, mesmo tendo sido completamente carregada. Para que voltasse a funcionar era preciso conectá-la novamente ao carregador. Começou fazendo isso a cada dois dias, depois diminuiu para um e no final não chegava sequer a isso. Resultado: foi devolvida.

Já a segunda Vivosmart estava funcionando perfeitamente bem nos primeiros dias, mas durante a uma meia maratona que participei (Golden Four aqui em Brasília) ela começou a apresentar um problema no display. Surgiu uma “linha morta” cortando as informações, que logo evoluiu para duas. No final já eram três dessas. Já vi “pontos mortos” em telas, mas “linhas mortas” pra mim foi novidade.

Pesquisando para tentar descobrir o que era isso me deparei com diversas pessoas, no fórum oficial da Garmin, passando pelo mesmo problema. Alguns chegaram a trocar mas o defeito voltou, ou seja, é algo recorrente neste produto. E não se enganem que este é o único que ela apresenta, basta uma breve navegada por lá para ver o que mais pode acontecer.

Pode ser por isso que a Garmin lançou recentemente um novo modelo, chamado Vivosmart HR, que conta com uma tela e não um visor. Mas pela quantidade de problemas já relatados também no fórum da Garmin acho que este não é um bom investimento.

Garantia

E a minha pulseira, como ficou? Resolveram o problema? Trocaram por uma nova?… Não, nada foi resolvido ainda. E o pior é que está acabando o prazo estipulado por lei (artigo 18 CDC) e até agora não me deram qualquer posicionamento. Já vi que terei problemas com isso.

Assim que a história acabar atualizo este posto contando o resultado. Até lá pensem duas vezes antes de comprar a Vivosmart.

Atualização: Como comentei anteriormente a Vivosmart estava com a equipe de suporte da Garmin para manutenção. Infelizmente não resolveram no prazo legal, não entraram em contato e após um telefonema meu ainda tentaram ganhar mais uma semana para dar algum posicionamento. Não tive outra alternativa se não a de pedir meu dinheiro de volta. Vamos ver se pelo menos isso eles irão cumprir no prazo.

Depois de tudo isso só tenho a dizer que não recomendo a pulseira Vivosmart da Garmin.

Review Philips SHOEBOX mini – Caixa de som Bluetooth resistente à água

Review Philips SHOQBOX mini
Review Philips SHOQBOX mini

Já faz algum tempo que pretendia adquirir uma caixa de som Bluetooth (influência do GordoGeek). Mas como a idéia era utilizá-la nas mais diversas situações, inclusive ao ar livre, acabei optando por uma que não fosse muito grande e que tivesse resistência à água. Nestas condições uma boa pedida foi a Philips Shoqbox Mini.

Para começar o quesito qualidade sonora: O som desta caixinha é realmente impressionante para algo tão pequeno. Já a testei em locais abertos como um parque e ainda assim a qualidade não deixou nada a desejar. Um detalhe interessante é que ela conta com um circuito limitador interno que não deixa acontecer distorções. Bem legal isso!

Resistência à água
Existem diversas caixas de som similares no mercado com valores diversos (abaixo ou acima desta) mas com resistência à água, no padrão IPX6 e a qualidade sonora apresentada até que o preço médio desta não está dos mais salgados. Ela custa em torno de R$200,00.

Philips SHOQBOX mini na água
Foto promocional da Philips SHOQBOX mini na água

Como falei anteriormente ela está classificada como resistência IPX6, isso quer dizer que resiste bem contato com líquidos. Não é indicada para ser utilizada dentro da água, mas aguenta bem uma queda na piscina por exemplo (já disse que ela não afunda?). Isso é um ponto que se deve levar em consideração. A Philips mostra em algumas fotos a Shoqbox Mini flutuando como se fosse totalmente à prova de água, mas não é isso que o IPX6 representa. Mesmo aguentando e funcionando bem, não é recomendado este tipo de uso.

Design
O design da Shoqbox Mini é um tanto controverso. Há que diga que pareça uma granada… Ok, na cor preta realmente lembra uma, mas nas outras cores essa impressão é bem menor. De qualquer forma ela foge um pouco do padrão das demais.

SHOQBOX mini - Granada?
SHOQBOX mini – Granada?

Por falar no lado físico dela, vamos às medidas: Peso: 200 gramas. Dimensões: 107x58x69mm. Ou seja, bem leve e compacta, cabendo perfeitamente em qualquer bolso de mochila ou mesmo bolsa.

Conta com uma porta micro-USB para carregar a bateria interna. Esta aguenta aproximadamente 5 horas de uso. Também há uma porta auxiliar caso queira conectá-la a um aparelho que não tenha Bluetooth. Estas duas portas ficam vedadas por uma tampa para impedir a entrada de água/poeira.

SHOQBOX mini - Portas
SHOQBOX mini – Portas

Na outra extremidade ficam os controles para ligar/desligar, aumentar/diminuir volume e o botão para pareamento Bluetooth que também serve para atender ligações(?!?). Sim isso mesmo, caso esteja conectado ao seu smartphone e você receba um telefonema, por exemplo, é possível utilizá-la como um viva-voz já que conta um microfone embutido.

SHOQBOX mini - Controles
SHOQBOX mini – Controles

Pontos negativos:
Claro que eles existem, mas não são muito relevantes. Um deles é o cabo micro-USB fornecido pela Philips que é extremamente curto, ou seja, bem provável que você terá de comprar outro caso não vá carregá-la no computador. Outro é o fato do som sair apenas de um lado da caixa. Pelo formato da Shoqbox Mini era de se imaginar que funcionasse diferente.

Conclusão:
Gostei bastante da Shoqbox Mini e mesmo com os dois pontos negativos ela me surpreendeu positivamente com sua qualidade sonora. Ser resistente à água, ter Bluetooth, não permitir distorções no som e ainda ser possível utiliza-la como viva-voz completam bem o conjunto.

Review AirFrame

Olá pessoal, sentiram saudades? Pois é, mais uma vez fiquei um tempo sem publicar alguma por aqui. Mas vamos lá, vou tentar voltar, mesmo que seja de vez em quando. Neste momento estou voltando de férias e tentando retomar as atividades do site. Hoje resolvi deixar alguns comentários sobre o AirFrame, um dos últimos acessórios que peguei para testar.

AirFrame
AirFrame

Este é um dos acessórios mais simples para smartphones mas que também considero dos mais úteis: o suporte veicular. Não apenas pela praticidade de onde deixar o aparelho dentro do carro mas pela facilidade de uso do GPS.

Até recentemente eu utilizava um suporte veicular da Nokia que sempre me atendeu muito bem, mas com o tempo (já estava em uso há uns 6 anos) começou a mostrar sinais de envelhecimento e perder a firmeza que tinha para suportar o peso de algum smartphone. Então resolvi testar o modelo da AirFrame.

Sei que existem diversos modelos diferentes, cada um com suas vantagens e desvantagens, mas o que me levou a escolher este foi a sua simplicidade e tamanho reduzido. Como podem ver pela foto abaixo, ele é consideravelmente menor, o que o torna bastante discreto, inclusive para os ladrões curiosos (confiram o post “GPS portáteis viraram alvo de ladrões).

Diferença de tamanho entre o AirFrame e meu antigo suporte da Nokia
Diferença de tamanho entre o AirFrame e meu antigo suporte da Nokia

Já há alguns anos comentei  comentei aqui sobre os lugares mais comuns para se posicionar o GPS no carro e o AirFrame vai em um dos pontos que considerava ruim, a saída do ar condicionado. Hoje vejo que há algumas vantagens em se transportar o aparelho ali:

  • Não fica tão a vista de ladrões.
  • Não fica tão exposto ao sol.
  • Facilidade de manuseio (lembre-se de não fazer isso com o carro em movimento).
  • Não é preciso direcionar o ar condicionado para cima de tempos em tempos.

Este último ponto foi também um dos mais relevantes na escolha por este modelo de suporte. Durante as viagens de carro sempre haviam alguns momentos em que eu era obrigado a direcionar o ar condicionado para o vidro dianteiro. Como o aparelho ficava exposto ao sol o tempo todo acabava esquentando muito, chegando quase a fritar. Com isso ficava aquele jogo de hora esfria o aparelho e esquenta a família, hora esfria a familia e torra o aparelho. Com o suporte já na saída do ar não preciso mais me preocupar com isso.

Claro que este ponto é útil aqui no Brasil e em países mais quentes, já em países frios isso se torna uma desvantagem. Em vários reviews estrangeiros que li sobre o AirFrame a reclamação era sobre sobre o fato de que eles precisam utilizar o ar condicionado para esquentar o ambiente dentro do carro e com isso acabam deixando o smartphones/GPS bem quente. Mesmo assim há ainda a possibilidade de simplesmente fechar a saída do ar e continuar a utilizar normalmente.

Curiosidade à parte, o AirFrame se mostrou um acessório muito bem acabado em vários pontos. O encaixe do lado em que fica o aparelho é emborrachado e bem firme, podendo ser facilmente ajustado para diversos tamanhos diferentes. Atrás, na parte em que fica preso ao carro, ele é pensado para encaixar em qualquer saída de ar, das mais comuns às mais diferentes.

Compatível com qualquer tipo de saída de ar
Compatível com qualquer tipo de saída de ar

Outro detalhe bem feito neste suporte é o mecanismo de rotação. Ele é ao mesmo tempo fácil de manusear e firme o suficiente para não ficar girando por causa dos movimentos do carro. Isso é algo bastante útil principalmente pensando em nossas ruas e estradas esburacadas. E como o aparelho normalmente encosta (caso esteja de pé) a sua parte inferior no carro ele acaba ficando ainda mais firme, o que normalmente não acontece com aqueles suportes do tipo “braço”.

O AirFrame atende bem qualquer tamanho de aparelho? Essa é uma pergunta interessante já que existem aparelhos dos mais variados tamanhos, incluindo smartphones gigantes (iPhone 6 Plus, Galaxy Note…). O modelo que tenho em mão atende muito bem aparelhos do tamanho do iPhone 6 e outros um pouco maiores (de até 5 polegadas), mas há uma versão ainda maior (e reforçada), a AirFrame+, caso você tenha um smartphone maior.

Este suporte não é dos mais baratos e no Brasil pode ser encontrado por R$99,00 na Apple Store ou um pouco mais barato, R$70,00, na Mundo do iPhone (com nome alterado pela loja). Claro que também existem piratas “as cópias similares” com preços mais em conta. Pessoalmente fico longe destes por não concordar com essa pirataria “política de copiar produtos dos outros“.

USB TurboCharger 7000 e Kit de tomadas para Viagem/Veicular

USB TurboCharger 7000
USB TurboCharger 7000

Se tem um produto que considero dos mais importantes para nós geeks é uma boa bateria externa para nos salvar nos momentos em que estamos longe de tomadas. Não tem jeito, todos os nossos brinquedinhos que tanto gostamos volta e meia nos deixam na mão em se tratando de energia. Já comentei aqui no NPossibilidades diversas vezes sobre baterias extras, mas esta última que chegou aqui é sem dúvida alguma a minha preferida. Estou me referindo à USB TurboCharger 7000 produzida pela Proporta.

Já fiz uma análise de um outro modelo bastante semelhante, a USB TurboCharger 5000 (confiram aqui) onde fiz um comparativo com outros modelos do mercado (USB TurboCharger 3400 e o Nokia DC-11). Em meus testes na época o modelo 5000 foi o que se saiu melhor. Ai vem a Proporta e resolve trazer um modelo ainda mais potente e com algumas melhorias.


USB Turbo Charger 7000 e Kit de viagem com suporte a energia AC

Para começar o mais óbvio de todos, a autonomia é bem superior. Se o modelo de 5000 mAh era suficiente para muitas horas extras de energia, imaginem agora com 7000mAh. Para ter um parâmetro de comparação, um Nokia 808 PureView conta com bateria de 1400 mAh, o iPhone 4S[bb] de 1432 mAh, o Lumia 800[bb] de 1450 mAh, o Galaxy S III[bb] de 2100 mAh. Somados os quatro dá 6382 mAh. Ou seja, esta bateria é capaz de carregar estes quatro smartphones e ainda sobram pouco mais de 600mAh, suficiente para meia carga em um celular como o Nokia C3. Nada mal heim?

USB TurboCharger 5000 e USB TurboCharger 7000
USB TurboCharger 5000 e USB TurboCharger 7000

Esta não é a única vantagem em relação ao modelo anterior. A Proporta atualizou a porta de carregamento nesta nova versão. Antes era utilizada uma miniUSB e agora vem com microUSB. Parece bobagem, mas como praticamente tudo hoje utiliza este padrão, é muito mas fácil encontrar um cabo com este conector, além do fato de não precisar andar com dois.

Ainda comparando com a 5000, o tamanho não mudou muito e continua praticamente igual. Pelo menos na largura e altura, tendo sido aumentada um pouco no comprimento. Na foto abaixo a bateria está ao lado de um Nokia Lumia 800[bb], assim fica mais fácil de visualizá-la. Mesmo no bolso é possível imaginar que não irá incomodar, se transportá-la em uma bolsa ou mochila é praticamente insignificante seu tamanho.

USB TurboCharger 7000 e Nokia Lumia 800
USB TurboCharger 7000 e Nokia Lumia 800

A TurboCharger 7000 continua mantendo algumas das características presentes em outros produtos da Proporta. Por exemplo as duas portas de carregamento foram mantidas com capacidades diferentes (LOW e HIGH). A LOW é voltada para aparelhos que não são capazes de receber uma alta carga de forma rápida, normalmente os mais antigos. A HIGH é destinada a todos os aparelhos mais recentes de smartphones e tablets. Isso não quer dizer que as duas portas não podem ser utilizadas nestes, apenas que na LOW a transferência de energia será um pouco mais lenta.

USB TurboCharger 7000
USB TurboCharger 7000

Na parte superior está localizado o botão liga/desliga e seus quatro LEDs indicadores de bateria, que agora estão menores e mais discretos. O revestimento da 7000 também é softouch, mas conta agora com laterais em BlackPiano. Os acessórios desta bateria são semelhantes aos que vieram na 5000, com um acréscimo de outro cabo retrátil (antes vinha apenas um). Isso é bom para poder carregar dois aparelhos ao mesmo tempo ou mesmo guardar um como reserva.

Quem leu o review da USB TurboCharger 5000 deve ter reparado que na época reclamei sobra a falta de um conector de tomada para carregar a bateria. A Proporta não ainda não incluiu algo assim na 7000, mas desta vez enviaram também um kit completo de tomadas para viagem junto à um carregador veicular Dual USB.

Kit de tomadas para Viagem
Kit de tomadas para Viagem

O primeiro kit conta com quatro formatos de tomada, sendo uma já preparada para o formato adotado aqui no Brasil e outros três para as situações mais diversas. Aconselho muito a aquisição de algo assim principalmente para quem pretende viajar para o exterior onde as tomadas são muito diferentes (Europa por exemplo). Neste vem um adaptador bivolt para estas tomadas onde podemos conectar qualquer dispositivo USB.

Carregador veicular Dual USB
Carregador veicular Dual USB

Já o carregador veicular Dual USB é ideal para deixar no porta luvas do seu carro (ou carro alugado caso esteja viajando). Dá para carregar a bateria TurboCharger 7000 e também um GPS ao mesmo tempo, ou smartphone, tablet, câmera….

Conclusão: Se com a 5000 na mochila eu já deixava os carregadores dos smartphones em casa, com a USB TurboCharger 7000 dá para ter ainda mais autonomia extra. O carregador veicular não vai mais sair do carro e lá posso deixar um ou dois cabos sem problema. Já o kit de tomadas é agora item fixo da minha lista de acessórios para viagens.

Todos os produtos citados aqui foram gentilmente cedidos pela Proporta para testes e análises e podem ser adquiridos em sua loja virtual (com entrega também no Brasil). Acessem www.proporta.com

Review – Mobee Magic Charger para Apple Magic Mouse

Review Magic Charger
Review Magic Charger

Se tem uma coisa que me tira do sério são acessórios ou dispositivos com fios. Para mim é algo que já deveria ter sido “cortado” (tutisss) há muito tempo do mundo da tecnologia, principalmente móvel. Por isso sempre que posso troco tudo todos os meus acessórios ou aparelhos por similares com tecnologias wireless. Foi assim com os fones de ouvidos, foi assim com o desktop para net e notebook, foi assim com o mouse e com o teclado e atualmente com meu entretenimento via Apple TV.

Mas, como já dizia a Bia Kunze, “cada fio que cortamos é um carregador a mais para carregar” (ou algo assim). Acrescento ai nesta citação da Garota Sem Fio um conjunto de pilhas extras ao carregador. 😉

Bom, pensando assim, resolvi testar um dos tipos de acessórios que mais me chamou a atenção até hoje: Carregadores por indução. Para quem não sabe o que é isso, um resumo: Carregamento de baterias sem a necessidade de plugs ou conectores, basta a aproximação do objeto à uma base.

Já vi vários destes por ai, mas como a maioria deles consiste em ter de trocar a bateria do aparelho por uma própria tive de escolher um modelo que fosse compatível com algum dos meus acessórios. Para o Nokia N8, o iPad ou o fone BH-505 é impossível pois estes não permitem a troca da bateria (não oficialmente), o mesmo acontece com o MacBook Air. Então me sobraram o Magic Mouse e o teclado Bluetooth da Apple. Entre estes a escolha ficou para o Magic Mouse que utilizo com muito mais frequência.

Feito a escolha, fui atrás do único acessório que permite isso: Magic Charger da Mobee.

Ele consiste em uma bateria extra no formato de pilha dupla já acoplada à tampa do compartimento do mouse. É tão bem feito que depois de trocado só é possível perceber que não é o original pela falta da maçãnzinha da Apple. Ao invés disso tem a logo da Mobee. A outra parte do acessório é a base de carregamento. Esta fica conectada à alguma porta USB que você tenha disponível. Pode ser no computador ou mesmo em uma tomada com este formato.

Com isso basta colocar o mouse sobre a superfície de carregamento para que comece a transferência de energia. Confiram abaixo um unboxing do produto:

Para carregar por completo a bateria, o fabricante diz que são precisos seis horas de carga. Achei um tempo bastante elevado. Mas se considerar que pode-se fazer isso no período em que for dormir, está valendo. A duração também não me pareceu lá grande coisa à principio, pois a Mobee diz que tem autonomia para seis dias de uso. Uma conta rápida: Seis horas de carga para seis dias de uso = Uma hora de carga para um dia inteiro de uso. Gostei…

Mas analisando com calma é fácil deduzir que a bateria da Mobee dura mais do que os seis dias já que ninguém trabalha direto com um mouse. Não sei vocês, mas normalmente eu durmo, me alimento, descanso…. 😉 UPDATE: Comprovado – A bateria durou exatos 11 dias, quase o dobro informado pelo fabricante.

Outro ponto que também me fez pensar bastante antes de adquirir este acessório foi o ciclo de vida de um produto assim. Quantos carregamentos poderia fazer com ele? A Mobee diz que esta bateria suporta 500 ciclos antes de começar a apresentar perda de performance. Fazendo uma conta rápida:

Uma carga a cada 6 dias (60 cargas por ano) representam 8 anos de uso sem precisar trocar a bateria. Acho que é tempo suficiente para usar até cansar do mouse. Se alguém ainda achar que é pouco, é possível comprar baterias extras avulsas, sem ter de comprar a base novamente. Está mais do que pago o valor cobrado pelo acessório ($50,00).

A base de carregamento é extremamente simplista: Branca, de plástico, com um conector mini-USB de um lado e um pequeno LED do outro. Este LED informa através de luz e cores o estado da bateria:

  • Vermelho informa que está esperando.
  • Vermelho piscando falha.
  • Verde piscando significa que está carregando.
  • Verde sempre ligado que a bateria carregou.

Um detalhe me chamou a atenção ao terminar de carregar a bateria. No Mac há um recurso para verificar a quantidade de bateria do mouse. Mesmo tendo deixado às 6 horas e o LED tendo indicado que estava tudo ok, ele apresentava que tinha apenas 75% de carga. Achei estranho e já estava preocupado porque achei que estava com defeito. Mas, pesquisando um pouco encontrei a resposta. Os Mac Xiitas vão chiar agora, mas calma, já explico. A falha está no Mac.

Acontece que o sistema da Apple reconhece bem baterias alcalinas de 1,5V e as da Mobee são de 1,2V cada. Ou seja, as do carregador chegam a 2,4V e as comuns vão até 3V. Dai a diferença já que o Mac OS não tem como identificar que tipo de pilha está no mouse.

Mas voltando ao começo deste post, sei que volto a utilizar um fio, mas pelo menos fico livre das pilhas comuns que além de caras são prejudiciais ao meio ambiente se descartadas no lixo comum. Além disso, a base pode ficar em casa, no home-office, funcionando também como decoração moderna. 😉

Pontos positivos

  • Fácil de utilizar, basta colocar o mouse sobre a base.
  • Design estilo Apple.
  • Fim das pilhas comuns.

Pontos negativos

  • Longo tempo para carregar.

Autonomia final poderia ser maior.

A Mobee criou, além do Magic Charger, outros carregadores semelhantes para dispositivos da Apple. O The Magic Bar, para o teclado Bluetooth e o The Magic Numpad para Magic Trackpad.