WD My Cloud – Sua própria nuvem pessoal

WD My Cloud - Nuvem pessoal
WD My Cloud – Nuvem pessoal

Hoje falar em nuvem de dados é algo bastante comum. Nomes como Dropbox, Google Drive, iCloud, OneDrive são mais que conhecidos. Mas e nuvem própria? Sim, é possível ter uma armazenada ai na sua casa, escritório ou onde mais achar conveniente. Tenho testado há algum tempo o WD My Cloud, um NAS (Network Access Storage) básico voltado para uso doméstico.

Há alguns modelos semelhantes da marca que vão de 2 a 4 TB os quais bastam estar conectados ao roteador para permitir acesso remoto ao seu conteúdo. O que tenho em mãos é o de menor capacidade (2TB) mas todos podem ser ampliados bastando conectar outro HD externo em sua porta USB (3.0).

Gostei do fato deste ter um visual bem limpo e discreto, sendo basicamente branco com uma pequena parte cinza. A única luz frontal (azul) é bem sutil e pode ainda ser desligada caso queira. Lembrando que esta indica o status do NAS. A conexão com o roteador é feita exclusivamente através de cabo e pode ser tanto a 100 Mb/s ou 1 Gb/s, dependendo do seu roteador. No meu caso conectei a um Apple Airport Express sem a menor dificuldade.

Falando nisso, outro dia me perguntaram se a instalação e configuração é complicada. Não, é bem simples e não requer muitos conhecimentos técnicos. Após conectá-lo ao roteador é só acessar o endereço “http://wdmycloud” e seguir as instruções. Basicamente é só escolher o idioma, login e senha para o primeiro acesso. Depois, se for o caso é possível criar outros usuários, cada um com seu acesso diferenciado. Há outra maneira de fazer esta instalação através de programa próprio da WD (disponível para OSX e Windows). Seguindo pela instalação sem aplicativo, após a criação do usuário você será redirecionado para uma tela de administração com diversas configurações e informações. É aqui também que se pode atualizar o firmware do sistema.

WD My Cloud - Tela inicial
WD My Cloud – Tela inicial

Sobre o sistema, não espere muita coisa avançada. Nada de instalar cliente de Torrent, servidor web, download automatizado, sincronia com outras redes… O WD My Cloud tem o intuito de funcionar como armazenamento de dados e backup (funciona muito bem com o Time Machine dos Macs). Se você tiver algum dispositivo com DNLA (como uma smartTV) é possível acessar seus arquivos de mídia e até mesmo a biblioteca do iTunes. Claro que isso também funciona através da internet, afinal é para isso que serve um NAS.

Falei que dá para conectar um HD externo ao WD My Cloud certo? Não preciso dizer que o mesmo serve para pendrives. Tanto um quanto o outro podem ser utilizados não apenas para ampliar a capacidade de armazenamento, mas também para criar pontos de segurança, os “Safepoints”. Assim é possível recuperar seus dados se houver alguma falha grave no NAS. Gostei disso apesar de esperar nunca precisar restaurar arquivos desta forma, mas é bom saber que há esta opção.

Se o programa para desktop é útil, os aplicativos móveis não ficam atrás. Não testei as versões para Windows Phone ou Android, apenas a do iOS, e esta digo que funciona muito bem. Neste aplicativo há possibilidade de acessar não só o NAS mas também outras redes como Dropbox, Google Drive e OneDrive (senti falta do iCloud). Com isso optei por desinstalar o outro aplicativo que utilizava antes para centralizar tudo isso no My Cloud.

WD My Cloud - Aplicativo iOS
WD My Cloud – Aplicativo iOS

A velocidade de acesso aos arquivos, independente da maneira que fizer, é boa. Apenas as primeiras transferências demoraram consideravelmente porque armazenei tudo que tinha espalhado em outros HDs, pendrives e CDs/DVDs (sim, ainda tinha alguns, agora acabou). Um detalhe legal do WD My Cloud é que há também a possibilidade de criar pastas públicas para compartilhar arquivos com quem quiser. Tome cuidado com o que vai compartilhar e evite fazer pirataria. 😉

Minha opinião sobre o WD My Cloud: Gostei bastante do equipamento e está me atendendo muito bem. Os backups via Time Machine estão funcionando sem problemas e sequer percebo quando estes acontecem. O recurso de ser avisado via e-mail quando algo errado acontece (reinício de sistema por exemplo) é bastante útil. Acesso móvel através de smartphone também é uma mão na roda.

Review Nokia E6

Review Nokia E6
Review Nokia E6

O Nokia E6 está aqui no “laboratório de testes” do NPossibilidades há dias e hoje, após um longo atraso, resolvi publicar minha opinião sobre este aparelho. Para começar, uma breve descrição do que é este modelo: Como podem ver pela foto abaixo, o E6 segue a mesma linha de seus irmãos, ou seja, teclado QWERTY físico com tela de tamanho médio acima. Isso porque a série E é voltada, como sabem, para uso por executivo ou empresarial, por isso prima por visual mais clássico, recursos de escritório e material com melhor acabamento.

Nokia E6
Nokia E6

Ok, então é mais um modelo igual aos outros desta série? Longe disso, o Nokia E6 conta com alguns belos diferenciais que se destacam entre seus irmãos. Primeiro, ele vem com o Symbian Anna nativo, é o primeiro modelo a chegar às lojas com esta versão aqui no Brasil. Segundo, ele conta com tela sensível a multi-toque, coisa que é um tanto rara nesta linha de modelos (a não ser pelo Nokia E7). Para evitar que a tela seja acionada por acidente ao colocar o aparelho no bolso ou mesmo em uma bolsa, na lateral direita está um botão de travamento no mesmo estilo de outros aparelhos como por exemplo o N8.

Symbian Anna nativo
Symbian Anna nativo

Quer mais? Então tá, câmera de 8MP (foco fixo) com duplo LED e reconhecimento facial, quatro telas iniciais, display com Gorilla Glass (super resistente a arranhões), processador 2D/3D para gráficos com OpenVG1.1 e OpenGL ES 2.0, cancelamento de ruídos externos, saída para TV e todo a sorte de recursos já padronizados pela Nokia (rádio FM, GPS e A-GPS, acelerômetro, magnetômetro, Wi-Fi, Bluetooth 3.0, USB on-the-go, gravação de filmes a 720p, entrada para cartões de até 32GB, Nokia Mapas gratuito…)

Além de possibilidade de contar com cartão de memória de 32GB, o aparelho conta com generosos 8GB interno. Nada mal para um aparelho que não tem como foco o uso multimídia que necessita de mais espaço para músicas e filmes.

Câmera de 8MP, duplo LED e foco fixo
Câmera de 8MP, duplo LED e foco fixo

Comparando com o modelo logo abaixo de sua família, o Nokia E5 (confiram o review aqui), o E6 tem um ar mais sério e não tão jovem, é claramente mais voltado à pessoas que querem um aparelho para colocar no bolso do paletó ou da camisa. Uma falta que percebi deste aparelho é que não conta com a opção dois ambientes, algo muito comum na série E. Desta forma é possível ter configurações visuais, sonoras e atalhos para trabalho e para uso pessoal com um simples toque na tela. Acredito que isto seja reflexo do Symbian Anna, que não tem esta preocupação. Não acho que isto seja um problema tendo em vista que este aparelho me pareceu mesmo ser mais focado em um tipo de público.

Teclado QWERTY físico
Teclado QWERTY físico

Também reflexo do Symbian Anna, o E6 vem com três recursos que normalmente não estão presentes na série E: Editor de imagens e de vídeo. Então é possível trabalhar estes arquivos diretamente no aparelho sem a necessidade de utilizar um computador. E também um player de músicas com visual semelhante ao cover-flow da Apple.  Ainda na parte multimídia, o player de vídeo conta com suporte à legendas (necessário apenas fazer a atualização do firmware)

O pacote de aplicativos para escritório segue também o mesmo padrão: Suíte Office completa (QuickOffice, Microsoft Office Communicator, aplicativo para acesso seguro à Intranets, F-Secure, Adobe Reader, dicionário, cliente de e-mails, calendário…).

Opinião: No geral, o aparelho lembra bastante, a um primeiro olhar, outros da mesma linha, mas com a presença de recursos mais modernos como tela com multi-toque, câmera melhor, Gorilla Glass, acelerador 2D/3D e outros, o Nokia E6 se destaque fácilmente de seus irmãos. Até agora considero este o segundo melhor aparelho desta série, ficando atrás apenas do E7.

Review: Macbook Air 2011, SuperDrive e Magic Mouse

Review triplo: MacBook Air 2011, SuperDrive e Magic Mouse
Review triplo: MacBook Air 2011, SuperDrive e Magic Mouse

Durante meu “período de férias do blog” comecei um novo projeto no qual virei colunista no site WeRgeeks. Mais um fato que ficou um pouco restrito a quem segue o blog no Twitter. Bom, hoje vou trazer aqui para o NPossibilidades um dos posts que publiquei nesta coluna. Quem quiser acompanhar os outros, deixo aqui o convite para conhecerem o ótimo trabalho realizado pelos meus amigos Tato Tarcan, Prof. Maury e toda a Cavalaria Geek. Acessem o WeRgeeks.

Neste fiz um review triplo, com direito a unboxing, de um Macbook Air[bb] de 13 polegadas (modelo 2011), um Magic Mouse[bb] e também um SuperDrive[bb]. Junto a isso trago fiz também uma pequena análise com as primeiras impressões de um novo usuário do sistema MacOS Lion[bb].

Começando pelo maior, vamos ao Macbook Air. O notebook com visual mais arrojado da Apple (e que serviu como inspiração para a nova categoria de ultra books) é uma ótima opção para quem quer um equipamento rápido, potente e ao mesmo tempo leve. O único porém deste computador é seu preço um tanto elevado e bem acima da média.

Unboxing

Macbook Air – Netbook ou Notebook?
O foco do Macbook Air é a leveza, então tenha em mente que se optarem por esta linha estarão pagando pela falta de peso nas costas na hora de transportá-lo na mochila.

Outro ponto que se deve levar em consideração é que o aparelho traz algumas das características dos netbooks, ou seja, poucas portas de entradas USB (duas apenas) e falta de um leitor de DVDs. Somado isso ao modelo de 11 polegadas acaba fazendo com que alguns considerem o Macbook Air um netbook.

MacBook Air
MacBook Air

Isso é, em minha opinião um erro e também uma injustiça com este equipamento. A grosso modo, vejamos algumas das características básicas dos netbooks:

• Pouco armazenamento
• Preço baixo
• Pouca memória
• Baixo processamento
• Bateria reduzida.

No primeiro item até que o Macbook se enquadra. Ele vem com três opções (64GB, 128GB ou 256GB) de armazenamento em Flash. Mas no resto o aparelho deixa qualquer comparativo de lado. Para começar o preço: R$2999 no modelo mais simples, chegando a R$5500 no mais completo. Em relação à memória vem em opções com 2 ou 4 GB DDR3 e conta também com processador Intel i5 ou i7 dual core. Para finalizar, conta com autonomia de bateria para até 7 horas longe da tomada (na versão de 13 polegadas), nenhum netbook que conheço aguenta tanto tempo.

Quanto ao “poder de fogo” com aplicativos mais pesados, não tive nenhum problema até agora. Não faço uso de nada que demande muito processamento, por isso posso rodar tudo ao mesmo tempo sem que a máquina sequer dê o menor sinal de ficar lenta. Meu uso é basicamente análise e desenvolvimento de sistemas web, gerenciamento financeiro e pessoal, edição de imagens e vídeos, trabalhos diversos na internet, gravação de DVDs… Até agora o Air está fazendo tudo com “com o pé nas costas”. Em alguns casos ele chega a ser até mais rápido que o Macbook Pro graças à memória Flash.

MacOS Lion
Este foi um fator no qual me surpreendi ao migrar do Windows para o Mac. Primeiro pela agilidade ao fazer o primeiro boot. Com pouquíssimas configurações e poucas escolhas foi questão de minutos para estar com o computador ligado, atualizado e pronto para uso. Bem diferente do que acontece no Windows.

O Lion é um ponto um tanto controverso. Boa parte dos usuários antigos do Mac aos quais pesquisei não gostaram muito desta versão, outros ainda não migraram do Snow Leopard por diversos motivos. Para mim, que estou chegando agora no Mac, gostei muito do que encontrei. Como não estou muito familiarizado com as versões anteriores deste sistema, a curva de aprendizado foi muito mais fácil.

Entre tantos detalhes presentes no Lion, alguns dos que mais me agradaram foram: Gestos multitouch no track, AirDrop para transmissão de arquivos, sincronização com gadgets diversos (iPad e N8), Launchpad que traz um visual estilo iPad, a velocidade com que indexa e encontra qualquer tipo de informação armazenada no aparelho (Finder) e integração entre aplicativos de terceiros (Dropbox e SugarSync).

Um ponto no qual gostaria de destacar é o que mais está dando o que falar até agora: A rolagem natural. Para quem não sabe do que se trata, a Apple inverteu a rolagem de tela realizada no touchpad. Normalmente nos mouses ao se mover, através do botão de rolagem, para baixo a tela sobe e vice versa. É assim desde sempre e independe de sistema operacional. No Lion a coisa mudou espelhada nos tablets e smatphones, ou seja, role para cima e a tela sobe, role para baixo e a tela desce.

Isso dá uma certa confusão em quem fica trabalhando em computadores diversos já que hora a rolagem de tela é de um jeito, hora é de outra. Mas no fundo gostei mais desta nova forma e concordo com a Apple, é bem mais natural. Acontece que estamos muito acostumados com a forma antiga que é baseada na rolagem da barra lateral, e não da tela. Quem faz muito uso de tablets e smartphones acredito que não terá muitos problemas para se acostumar com esta opção do Lion.

Conclusão sobre o Macbook Air
Caro, bem caro para um notebook, mas vale cada centavo quando se leva em consideração o acabamento, a facilidade de não precisar desligar o aparelho para transportar na mochila (graças à memória flash semelhante a um tablet ou smartphone), a ótima autonomia de bateria e principalmente a falta de peso.

Para os profissionais móveis é uma ótima opção. Quem precisa levar sempre consigo um tablet para reuniões e um computador para trabalhar, o peso somado não chega ao da maioria dos notebooks convencionais.

Por outro lado, se levar em consideração o poder de fogo para demandas mais pesadas como jogos, renderização de vídeos, animação 3D… o Air pode não ser a melhor escolha. Pensem nisso antes de considerar este aparelho: Qual o uso normal que vocês fazem com um computador.

Acessórios
Claro que antes de terminar este review, não poderia deixar de falar nos dois acessórios principais que fazem parte do meu novo escritório móvel. Magic Mouse e SuperDrive.

Magic Mouse
O Magic Mouse é um show à parte. Sua lisa superfície trás, além de um grande botão duplo (sim, dá para ter o clique do botão direito nele), uma superfície touch com suporte à gestos. Não são exatamente os mesmos realizados no trackpad do Air, mas sem dúvida são bastante úteis.

Uma coisa que me agradou muito neste mouse é que como ele se consecta via Bluetooth e isso vem incorporado no MacBook Air, não é preciso ocupar uma das poucas portas USB para utilizá-lo. Basta ligar e pronto, em questão de segundo já está conectado.

Magic Mouse
Magic Mouse

Quanto à autonomia de bateria, vou ficar devendo esta informação já que ainda tenho pouco tempo de uso com ele. Mas pelo que pesquisei por ai ele dura meses com apenas duas pilhas.

O que gostei: Rolagem e transição de telas. Para rolar as telas para cima e para baixo basta um dedo de forma bem suave. O mesmo se aplica de forma lateral para navegar entre páginas na internet, páginas de livros, meses no iCal… Um outro detalhe que gostei bastante foi que ele se conecta perfeitamente ao Nokia N8. Muito bom para poder utilizar o smartphone conectado à uma TV como mídia center em viagens.

O que não gostei: Dependendo da superfície onde for utilizá-lo dá a impressão de que ele está arrastando sobre o asfalto. Parece que está esfregando metal com metal. A solução mais viável que encontrei para isso é sempre carregar um mouse pad na mochila.

SuperDrive
O que falar da finalidade de um drive externo de CD/DVD? A ideia é poder ler ou gravar dados neste tipo de mídia. Apesar de continuar achando que isso está com os dias contados (viva o Dropbox e pendrives), de vez em quando sou obrigado a fazer uso de DVDs.

Como o Macbook Air não conta com um leitor interno (lembrem-se, o foco dele é ser o mais leve e portátil possível) tive de adquirir o SuperDrive. Poderia ter escolhido opções mais baratas? Não. Por uma restrição imposta pela Apple, apenas este modelo é compatível com o Air. Paciência.

Super Drive
Super Drive

Ele é bem leve e o compacto ao extremo. É praticamente do tamanho de uma caixinha de CD (um pouco mais grosso e largo apenas) e ocupa apenas uma porta USB – diferente do modelo da LG que tenho aqui que necessita de duas. Também não preciso me preocupar em perder seu cabo, ele é acoplado ao SuperDrive e não se separa. Também gostei do fato de ser bem silencioso e consumir pouca energia – Nem luzes indicadores ele possui para ajudar a gastar mais.

Conclusão dos acessórios:
Não que estes sejam essenciais para o Macbook Air, eles apenas trazem um certo conforto e comodidade (mouse) e acrescentam a opção de uso de mais um tipo de mídia (SuperDrive).

O mouse é primordial para meu uso quando faço edições de imagens. Para isso é preciso ter um pouco mais de precisão nos cliques do que proporciona o trackpad. Já o SuperDrive é algo que tende a ser pouco utilizado já que praticamente todos os meus arquivos hoje são armazenados e/ou transmitidos pela nuvem.

Review câmera Samsung PL120

Este é o primeiro review de câmera digital realizado no NPossibilidades. O modelo em questão é a Samsung PL120 que foi lançado este ano durante a CES 2011 (Consumer Electronics Show). Dentre diversos recursos interessantes deste modelo, um dos que mais gostei foi a tela de LCD frontal com recursos inusitados. Mas este é um detalhe que comento mais abaixo. Por enquanto vamos a uma visão geral da câmera:

Samsung PL120
Samsung PL120

Para começar, assim como toda câmera não profissional, ela conta com um tamanho bastante compacto que permite que seja transportada facilmente no bolso da calça. Suas medidas são apenas 94 x 54,5 x 18,8 mm com 110g de peso. Tamanho muito próximo a alguns celulares no mercado.

Pelo pequeno tamanho desta câmera é fácil imaginar que ela não produza fotos de tão boa qualidade. Mas este é um ledo engano. A PL120 tem um sensor de 14.2 MP com capacidade de impressão profissional. O zoom ótico de 5x tem um bom ângulo (26mm) que permite capturar imagens em planos bem amplos. Outro detalhe interessante é a captura de vídeos em qualidade HD, algo que a cada dia se torna mais comum no mercado também está presente nesta câmera.

Samsung PL120
Samsung PL120

Em questão de recursos de software, a PL120 vem com todas as opções comuns para este tipo de aparelho como modos de Flash, correção de olhos vermelhos, equilíbrio de branco de diversas formas, detecção de rosto de forma inteligente e diversos outros. Mas algumas outras opções foram inseridas neste aparelho para torná-lo ainda mais atraente.

Dentre outros destaco alguns que me chamaram bastante a atenção:

O primeiro deles é para quem tem filhos pequenos. Através de seu visor frontal é possível passar uma animação em áudio e vídeo para chamar a atenção das crianças. Assim fica muito mais fácil mantê-las de olho em você para fotografar. Este visor serve ainda para realização de auto-retrato já que permite que você veja o que será fotografado. Também é útil para aquelas fotos com timer. Basta posicionar a câmera em local adequado e acionar o recurso. O tempo para a foto é mostrado na tela.

A câmera vem com recursos de detecção de rostos, sorrisos e até mesmo piscadas. Ela consegue memorizar rostos (12 no total) os quais terão o foco priorizado quando estiveram na frente da câmera. Alguns outros modos de fotografia completam o conjunto da PL120. Há o modo Smart Auto que reconhece e ajusta a câmera automaticamente para 16 modos de cena. O modo Beauty Shot que ajuda a esconder imperfeições da pele e pequenos retoques. O modo Magic Frame insere suas fotos em diversos tipos diferentes de molduras. O Text ajusta a câmera para fotografar melhor documentos.

Há ainda diversos modos diferentes de fotografia para as mais variadas situações. O modo noturno permite boas fotos, mas não vá esperar resultados excelentes devido ao curto alcance do flash.

Samsung PL120
Samsung PL120

Prós

  • Preço baixo (em torno de R$600,00)
  • Vídeos em fullHD
  • Aplicativo completo para edição

Contras

  • Falta um cabo para conectar à TV
  • Cartão de memória de apenas 2GB

Outro destaque fica por conta do software para o computador. Ao contrário do que sempre acontece, o CD que a acompanha não vem com tal aplicativo, este vem apenas com manual de uso em diversos idiomas. O software de edição vem dentro da PL120, basta conectar via cabo e o Intelli-studio será acionado. Ele pode até ser copiado para o PC, mas não há necessidade disso, é possível utilizá-lo sem isso. É um ótimo recursos para quem tem netbooks sem muito espaço de armazenamento.

O Intelli-studio vem com tantas opções que quase nem é preciso utilizar outro aplicativo. Além de edições gerais em fotos e vídeos, ele permite ajustes mais finos, converção de formatos, upload para os principais serviços onine (Flickr, Youtube, Twitter, Facebook, Picasa ou email), visualização de tags de fotos (ponto no mapa onde foi feita) e até apresentação de slides.

O aplicativo Intelli-studio permite ainda atualizar o Firmware da câmera sempre que algum for disponibilizado. Além disso, é possível ainda fazer o download de animações para as fotos de crianças.

Resumindo: A Samsung conseguiu reunir muitos e bons recursos em um equipamento barato e compacto. A Câmera PL120 não é indicada para o fotógrafo profissional, mas garante boas fotos e vídeos em diversas situações comuns do dia a dia. Sem sombra de dúvidas um ótimo custo benefício para o fotógrafo casual.

Review do Fox Prime I-Motion – Lado Geek do carro

Como anunciei outro dia fiz alguns testes no novo Fox da Volkswagem. Bom vocês devem estar se perguntando o que um post sobre carros está fazendo em um que trata sobre tecnologia. Acontece que este review não é propriamente sobre o carro, ele foca no lado tecnológico deste. Enfim, Geeks também dirigem carros e gostam sempre que possível de utilizar seus brinquedinhos eletrônicos em qualquer lugar, inclusive no trânsito. Não vou entrar em detalhes como autonomia do veículo, motorização, injeção eletrônica e outras características do tipo. Deixo isso para sites e blogs especializados, não vou me intrometer em assunto que não domino.

Botões, botões e mais botões
Visual moderno, mudou muito em relação ao Fox anterior

Bom, pra começar, o Prime I-Motion é o top na nova linha de carros Fox e boa parte dos itens que havia no modelo de testes é opcional. Ou seja, não é em qualquer Fox que vocês encontrarão os itens aqui avaliados. Mas é bom saber do que eles são capazes.

Apresentação
O carro veio com um pequeno detalhe que também irá agradar aos Geeks. Um DVD de apresentação dos principais recursos. Ele tem uma ótima produção (tanto visual quanto sonora) com explicações em vídeo de praticamente todos os comandos e de como dirigir um veículo com câmbio automático. Deu até vontade de pegar uma pequena parte dos vídeos e colocar no Youtube para mostrar aqui. Mas como isso poderia infringir alguma lei de direitos autorais achei melhor não provocar.

Botões de comando

Botões, botões e mais botões
Botões, botões e mais botões

O que é que os Geeks mais gostam, seja em carros, ou seja em computadores? Botões e telas com informações. Isso o Fox tem até de mais. São tantos botões que é preciso mesmo consultar o manual. (!!) Confesso que se não tivesse feito isso não daria conta de testar todos os recursos.

Quase todos os comandos citados neste review são acionados através dos botões dispostos nas laterais internas do volante. Ali também estão dispostas as borboletas das machas e este é um detalhe que achei bem interessante neste veículo. Além de ele contar com direção automática, o câmbio ASG permite dirigir passando as machas como se fosse um carro manual. Isso pode ser feito tanto no cambio quanto nas borboletas. Estas com certeza irão agradar quem gosta de jogos eletrônicos de carros. Parece muito com um controle de algum game.

Começando pelo sistema de som. Esta é uma das principais maneiras de “conectar os brinquedinhos eletrônicos” ao carro. Afinal, qual o Geek que não tem uma coleção de músicas baixadas da Internet? O melhor é que quase nem precisa se preocupar em que gadget estas músicas estão. Para isso o som vem equipado com uma entrada USB, uma entrada para cartões SD, recepção via Bluetooth e uma entrada auxiliar. Se seu aparelho contar com transmissão por frequência FM (caso do Nokia N97 e alguns outros) esta também pode ser uma outra forma de conexão. Com o auxílio de um cabinho simples é possível ligar também os iPhones/iPods e outros equipamentos. O único problema desta entrada é que ela fica localizada na parte traseira do com, o que pode dar um certo trabalho.

Alguns detalhes do som que considero serem interessantes para compartilhar:

  • Segurança: O equipamento conta com codificação. Caso tentem roubá-lo não servirá em outros carros sem a geração de outro código. Isso só é feito em autorizadas da Volkswagen com a apresentação da documentação original.
  • Função Gala: Com o aumento da velocidade do veículo, o ruído externo também aumenta (claro). Esta função tenta evitar isso. Ou seja, quanto mais rápido, maior o volume, quanto mais devagar, menor a curva de compensação. Leva um certo tempo para acostumar, mas é bem interessante. Quando o carro pára, o som abaixa. Existem vários ajustes para personalizar este recurso.
  • Sistema RDS: Permite acessar informações transmitidas por emissoras FM junto às músicas. No caso de conexão com o N97 aparece apenas a palavra Nokia. Bem que este aparelho poderia transmitir também os dados das músicas. (De repente este recurso estará disponível em futuros firmwares).
  • Random track: Bom para quem gosta de variar as sequências das músicas. Basta acioná-la e as músicas contidas no CD serão tocadas em modo randômico. Ao terminar, uma nova sequência é gerada.
  • Função INFO (MP3 e WMA apenas): Com o toque de um botão é possível visualizar no display o conteúdo das tags ID3 de cada arquivo.
  • Cartões SD: Apenas cartões com até 2GB. Pena, em tempos onde as mídias estão cada vez mais baratas poderiam ter liberado um leitor SDHC (32GB). Mesmo assim esta entrada tem suas curiosidades. Existe por exemplo um comando (apenas um toque) em que é acionado um gravador de MEMOS de som.

Muito bom para aqueles momentos em que precisamos anotar alguma informação. Basta acionar o gravador e ditar a mensagem. Depois é só plugar o cartão no computador e descarregar os arquivos de áudio (WAV). No canto inferior esquerdo do som existe um pequeno (mas potente) microfone. É tão discreto que só o percebi lendo o manual.

  • Entrada USB: Com ela é possível tocar músicas armazenadas em um pen drive. No manual diz que é possível ler até 64 pastas com até 16320 arquivos. Claro que não testei até esta profundidade, mas consegui tocar tudo que havia no meu pen drive.
  • Bluetooth: Muito prático e bem fácil de utilizar. Basta acionar o Bluetooth no som (ou via computador de bordo) que este irá apresentar no painel o código para pareamento. Basta digitá-lo em seu celular e começar a transmitir suas músicas.

Também é possível utilizar os autofalantes do veículo como se fossem um equipamento viva-voz. Como o som não é do tipo “Connect”, este não possui o recurso de armazenamento da agenda de contatos, tudo fica sempre no aparelho mesmo. Existem comandos no som para realizar, receber e cancelar chamadas. Em celulares com recurso de Caller ID, o número recebido irá aparecer no display. Ele ainda permite parear dispositivos dedicados de áudio via Bluetooth, não apenas celulares e smartphones. Mas isso implica que este deverá ter dois perfis do Bluetooth (HF e A2DP).

Por fim, um recurso interessante no som é o de “transferência de áudio”. Com ele é possível alternar o áudio da chamada entre o celular e os autofalantes/microfone do carro.

Computador de bordo

Personalização
Personalização

Claro, Geek que é Geek adora um computador. O que veio no veículo é muito completo e tem de tudo um pouco. Nele é apresentado desde dados básicos até alguns recursos avançados. No display central do painel, que também contem o computador de bordo, temos:

  • Odômetro – Diferente dos carros convencionais, ele conta com dois, um total e um parcial (dados da viagem atual).
  • Dados – Hora, frequência de memória, dados RDS, número da rádio e temperatura externa.
  • Indicadores: Lembretes de quando se deve trocar o óleo, fazer a revisão, abastecer o veículo, alerta de velocidade…

Ao acionar o computador de bordo são apresentados os seguintes dados:

Autonomia, distância percorrida, velocidade média, alerta de velocidade, tempo de percurso, consumo momentâneo e consumo médio de combustível. Tudo isso pode ser visto de duas formas (Geral e apenas do momento em que o carro está circulando).

Além disso, o painel dá acesso ao estado do veículo (alerta de combustível, líquido de refrigeração, pressão do óleo, alerta para puxar o freio de mão…) e ao configurador, onde é possível personalizar o sensor de estacionamento (volume), janelas (abertura e fechamento), travamento e destravamento (volume do sinal sonoro em separado), alertas de serviço e também ao idioma do painel.

Conclusão:
Geek que gosta de dirigir irá se sentir muito confortável neste veículo. Além de todas as opções tecnológicas citadas acima, e dos vários porta-trecos que podem comportar os gadgets,  existem mais dois outros que completam o conjunto. Um é uma segunda tomada (além da que está no painel), ela fica localizada no porta malas. Somado ao banco bipartido, é possível deixar lá atrás algum “brinquedinho eletrônico” carregando e ainda ter acesso à este mesmo com o carro em movimento. A segunda opção tecnológica não é muito referente ao mundo Geek, mas sim à tecnologia de conforto. É que o espelho retrovisor direito tem um recurso de auto-ajuste para estacionar. Basta engatar a ré que ele se abaixa para que o motorista veja o chão na lateral. Isso com o sensor de estacionamento é fantástico. Mais uma vez lembrando que tudo que foi citado neste review depende da escolha de acessórios no veículo

É isso, espero que tenham gostado do review.