Fone Sony MDR-AS400EX vale à pena? – Review

Fone Sony MDR-AS400EX
Fone Sony MDR-AS400EX

Geek que é geek não sai de casa para correr/pedalar sem uma playlist musical ou mesmo alguns podcasts. Eu mesmo sou um que não consigo curtir uma corrida sem isso. Por este motivo sempre estou em busca de um bom fone para os treinos.

A Sony lançou recentemente um fone de ouvidos, modelo MDR-AS400EX, dedicado à prática esportiva. A divulgação feita pela empresa é de que este fone é ideal para a prática de atividades físicas e também que não caem durante os exercícios. Será mesmo?

Estou com um deste em teste há uma semana e acredito que com isso já posso comentar minhas impressões. Rodei pouco mais de 130km com ele (pedalando e correndo) além ter utilizado também em exercícios diversos e em momentos de descanso. Posso afirmar que a Sony caprichou neste modelo.

Os fones realmente são muito confortáveis e não caíram em momento algum dos treinos. Além disso o conforto das alças de silicone para ajuste é um ponto que gostei bastante. Mal dá para perceber que estão “enroladas” ao redor das orelhas. Sem contar que não atrapalha em nada as hastes de óculos escuros.

A qualidade sonora é boa, mas nada de espetacular. Não perde em nada para outros modelos que já testei, mas também não é surpreendente. Tem uma acústica boa, graves de qualidade, bom isolamento externo e tudo mais. Mas lembre-se de que este fone é para praticantes de esportes e não para audiófilos.

Um teste que não realizei por completo, mas que a Sony promete, é que o MDR-AS400EX resiste à suor e respingos de água. Quanto ao suor posso garantir que até agora está resistindo muito bem, veremos na próxima chuva se ele também sobrevive.

Adaptador para ajuste de tamanho de fio
Adaptador para ajuste de tamanho de fio

Para quem reclama do tamanho dos fios de fones, este aqui tem 1,2m de ponta à ponta. Pode parecer grande para uso em exercícios (e de fato é), mas ele conta com um acessório para ajuste do tamanho e que também serve para prender à roupa ou braçadeira de smartphone. Gostei disso pois assim pude deixá-lo do tamanho ideal para mim.

Opinião final

Gostei bastante deste fone para meus treinos de corrida de pedalada. Se ajustam muito bem às minhas orelhas/ouvidos e a possibilidade de adaptar o tamanho do fio é um ótimo recurso. O som atende muito bem às minhas expectativas para um fone deste tipo. Até o preço não é dos mais caros (sugerido pela Sony por R$199). Então voltando à pergunta do título deste review: Sim vale à pena este fone para atividades físicas.

O fone pode ser encontrado diretamente no site da Sony ou mesmo em outras lojas.

Cozinha é ambiente geek?

Cozinha é ambiente geek?
Cozinha é ambiente geek?

Estava pensando outro dia e cheguei a conclusão de que se tem um ambiente de boa parte dos lares que se tornou bem geek nos últimos tempo é a cozinha. Duvida? Então observe a quantidade de utensílios que mudou de uns tempos para cá.

Não, não vou falar aqui sobre geladeiras inteligentes que fazem compras pela internet, impressoras 3D de comida, balanças que identificam os itens do prato e informam a quantidade de calorias… Nada disso. Esses são produtos muito legais mas que vão demorar a se tornar algo comum por aqui.

Hoje estou falando de produtos que estão nas cozinhas da maioria das pessoas e que foram chegando quase sem serem percebidos. Provavelmente você que está lendo isso tem algum(s) destes em casa. Não muito tempo atrás era basicamente tudo feito no fogão a gás e hoje ele pode ser aposentado sem grande problema (esquece fogão à lenha, isso não é do seu tempo).

Só para citar alguns objetos geeks nas cozinhas: Microondas, lavadora louça, panela de pressão, panela de arroz, fritadeira sem óleo, máquina de fazer pão, cafeteria de cápsulas, multiprocessadores, chaleira, cooktop… tudo elétrico, tudo programável ao toque de botões. Alguns destes sequer tem botões, são pequenas telas de toque. E é só entrar nos sites das lojas de produtos de cozinha que verão muitos outros gadgets do que os desta pequena lista.

São tantos aparelhos para tornar a coisa mais fácil que basta colocar os ingredientes em seus respectivos lugares, apertar alguns botões e ir tomar um café. Café este que você não precisou de um filtro de papel, não derramou pó no chão e não vai precisar de uma garrafa térmica já que fez a quantidade certa para este momento. Foi só colocar uma cápsula na máquina e ligar. Simples assim.

Lembram dos livros gigantes de receitas (os mais velhos irão lembrar da “Dona Benta”) e dos caderninhos amassados com receitas de família? Esquece, está tudo agora nas telas dos tablets com opção para buscar por ingrediente, tipo de comida, tags e o que mais achar interessante.

Por falar nisso, e aprender a cozinhar que antes era passado de geração em geração? Normalmente era de mãe para filha que acontecia isso. Hoje é tudo conectado e globalizado. Eu mesmo aprendi a fazer pratos japoneses com um chef de Nova York sem sair da minha cozinha através de um simples aplicativo.

Faltou algum ingrediente? Adiciona na lista de compras, mas esqueça os pedaços de papel. Tudo agora vai via smartphones e fica compartilhado entre sua família, onde você informa em tempo real a todos quando coloca cada produto no carrinho do mercado.

E ai, a cozinha é ou não é um ambiente geek?

Nokia adquire Withings e mira em produtos de saúde

Nokia adquire Withings e mira em produtos de saúde
Nokia adquire Withings e mira em produtos de saúde

Sei que já comentei aqui que não iria mais falar sobre notícias. Mas como não comentar algo quando se une a minha “querida finlandesa” (sim a Nokia ainda existe), tecnologia e saúde? Três dos principais assuntos aqui do NPossibilidades. O que aconteceu foi que a Nokia anunciou publicamente a aquisição da Withings, empresa francesa especializada em gadgets e wearables de saúde. Ela agora será integrada à Nokia Technologies (parte não adquirida pela Microsoft).

Segundo o presidente da Nokia, Ramzi Haidamus, “a Withings partilha a nossa visão para o futuro da saúde digital e os seus produtos inteligentes e bem desenhados contribuem para vidas mais saudáveis. Combinando os seus produtos premiados e pessoas talentosas com a experiência de classe mundial e inovação da Nokia Technologies nos posiciona exclusivamente para liderar a próxima onda de inovação em saúde digital”.

Ainda sobre a opinião da empresa, esta está otimista quanto ao crescimento do setor da saúde digital e conetada assim como o espaço ocupado no mercado pelo desenvolvimento da “Internet das Coisas”.

Para quem não conhece a Withings, ela se firmou neste mercado como uma das principais empresas deste nicho com ótimos produtos vencedores de inúmeros prémios em todo o mundo.  Dentre eles termômetros inteligentes, smartbands de atividades pessoais, balanças inteligentes e outros.

Não vejo a hora de que esta aquisição dê frutos com novos aparelhos, acessórios e aplicativos voltados para o esporte e/ou saúde.

Deixei de usar taxis, e a culpa é deles

Deixei de usar taxis, e a culpa é deles
Deixei de usar taxis, e a culpa é deles

A polêmica entre Uber e taxis já é um tanto antiga mas não parece que irá acabar tão cedo já que o “mercado antigo não quer dar espaço para o novo”. No Brasil então a coisa parece estar tomando um caminho bem perigoso já que alguns taxistas estão adotando técnicas de guerrilha para, literalmente, “combater” os motoristas de Uber e seus clientes.

Não preciso aqui lembrar dos casos de agressões físicas, ameaças verbais, trocas de mensagens em redes sociais, lobby e o cúmulo de todos que é arrancar clientes de dentro de carros. Claro que isso não quer dizer que TODOS os taxistas são criminosos, mas alguns no meio mancham a imagem de toda a categoria. Categoria que sim, é trabalhadora e que quer apenas levar seu sustento para casa.

Mas porque estou falando sobre isso em um blog de tecnologia móvel? Simples, porque envolve o uso dela. E também porque me deu vontade. 😉

Voltando ao assunto, fiquei pensando outro dia sobre porque os taxistas estão tão revoltados a ponto de atacar pessoas na rua. Será que estão perdendo clientes? Não segundo um estudo divulgado pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no qual revela que o Uber até agora apenas gerou uma nova demanda no mercado.

Então porque seria isso? Todos sabem que a maioria das linhas de taxis não está na mão dos taxistas, mas de algumas poucas pessoas mais ricas. Então porque eles tem tanto medo assim? Não seria mais fácil mudar para o Uber, ganhar mais dinheiro e ser dono do seu próprio negócio ao invés de ficar alugando linhas dos outros?

Depois de algumas pesquisas acho que entendi um dos motivos para esse medo (sim, medo da tecnologia). Resumo este em apenas uma palavra: “Golpes“.

Quantos de vocês já pagaram mais caro no serviço de taxi porque deram uma volta maior do que precisava? Esse é um golpe mais do que antigo, mas se procurarem bem encontrarão muitos outros (dinheiro falso, golpe da nota de menor valor, acordos com traficantes, sequestros relâmpagos… a lista é gigante).

Procurem por um programa chamado “Capitais do Delito” (disponível em serviços como Netflix e TVs por assinatura). É uma série sobre golpes aplicados em turistas ao redor do mundo. Em quase todos os episódios há algum praticado por taxistas. (Sim taxistas do Rio de Janeiro, vocês também estão no programa).

E onde entra o Uber nisso? É que com o uso de um serviço desse tipo fica muito mais difícil ocorrerem os golpes. A rota fica mais fácil de ser traçada e seguida, não há dinheiro em espécie para ser manipulado e você sabe antes do carro chegar quem o irá transportar bem como sua classificação (o que é muito importante pois golpistas são expulsos do serviço). Além disso é possível, com um toque na tela de seu smartphone, informar outras pessoas sobre onde você está, para onde está indo e com qual motorista. Dessa maneira como as “frutas podres” dentre os taxistas irão aplicar algum golpe?

Infelizmente o Uber ainda não está disponível em grande escala aqui no Brasil e são poucas as capitais onde o serviço funciona (Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo até a publicação deste post). Isso me obriga a adotar soluções diferentes para fugir dos taxistas em minhas viagens para outras cidades. Dentre elas opto por alugar um carro, usar transporte público ou mesmo me locomover caminhando.

Volto a repetir, parei de usar taxis por culpa deles mesmos e não propriamente por causa do Uber. Taxistas, vocês precisam entender que o problema não é o aplicativo, mas sim o serviço que prestam. Você taxista revoltado que está lendo isso precisa parar de colocar a culpa em quem não tem. Comece a trabalhar direito, com educação e principalmente sem aplicar golpes.

Mas enfim, esse foi meu momento desabafo.

Micos digitais durante as corridas

Sem comentários...

Como sabem de uns tempos para cá resolvi praticar algum esporte mais regularmente e entrei para o mundo das corridas de rua. Claro que como bom geek não deixei de manter comigo alguns gadgets durante os treinos.  Não preciso e também não irei entrar em detalhes sobre como eles podem ser úteis para isso, o post de hoje é para falar sobre o lado não prático deles.

A idéia falar sobre os micos digitais que já vi acontecerem durante as corridas e como evitá-los. E acreditem, um dos eventos mais geeks que já vi são as corridas de rua. Sério! Pode não parecer um ambiente muito tecnológico à principio, mas é tecnologia para todo lado. Basta chegar um pouco mais perto das largadas que é possível ver centenas de smartphones, câmeras tipo GoPro, smartbands, pedômetros digitais, fones Bluetooth, players de música, relógios inteligentes, frequencímetros, GPS…

Mas vamos à lista do que observo acontecer e que podem acabar atrapalhando bastante a performance durante as provas.

Levar gadgets demais
Parece óbvio, mas acontece bastante. Volta e meia vejo gente se enrolando toda por estar com um smartphone na mão postando selfies nas redes sociais e ao mesmo tempo tentando iniciar a marcação de tempo no relógio. O pior é que querem fazer isso na largada, correndo e no meio de 3, 4, 5 mil pessoas. Não preciso dizer que a chance de dar alguma coisa errada é grande.

Deixar para acionar o GPS apenas na largada
Independente do aparelho que for utilizar, seja um smartphone, seja um relógio próprio para marcar a corrida, não deixem para acionar o GPS apenas no momento da largada. É bastante comum levar um certo tempo para te localizar. O correto é acionar alguns minutos antes de começar e dar o “start” ao cruzar a linha de largada. Já vi gente deixar para o último instante e ficar parado esperando pelo sinal do GPS.

Selfies
É sempre bom registrar com fotos as provas, seja para compartilhar nas redes sociais, seja para aquele álbum de recordações ou para enviar aos amigos/família. O problema é quando isso é feito de forma exagerada. Tem gente que exagera tanto que chega a atrapalhar não só a sí mesmo como os outros competidores. Em uma corrida realizada aqui em Brasília este ano presenciei uma cena dessas. Havia um competidor com uma GoPro em uma mão filmando tudo e o smartphone na outra fazendo selfies  a cada 300 metros. Não sei qual era a idéia dele, mas era bizarro.

Falta de bateria
Antes de toda prova é sempre bom deixar tudo pronto para evitar problemas, entre outras coisas é recomendado deixar a roupa que irá utilizar, o tênis, número de peito e o que mais for levar já separado. Nesta lista é bom ter em mente também as baterias do aparelhos. Se vai levar um relógio/frequencímetro, smartphone, fone Bluetooth ou o que quer que seja, verifique a bateria e se for o caso carregue-a na véspera para não ficar na mão.

Correr com smartphone na mão
Outra dica um tanto óbvia do que não fazer mas que vejo acontecer sempre. Imaginem a cena: 5 mil pessoas correndo, você com o smartphone na mão e ele escorrega. Tem alguma chance dele sobreviver?

Concentrar tudo no smartphone
São ótimos aparelhos e fazem de tudo: tiram fotos, marcam a corrida com tempo e distancia, marcam frequencia cardíaca, tocam música… Mas e se ele travar? Isso é algo bem comum independente do sistema operacional. Já passei por alguns problemas assim o que acabou com parte da graça da corrida. Por isso hoje uso um relógio próprio de corrida e um player separado para as músicas.

Checar o tempo todo as informações no smartphone
Tem gente que não consegue se desligar das informações em tempo real durante as provas e fica verificando o tempo todo como está a frequencia, quanto já correu, quanto falta, que velocidade está… Não há problema nisso, se isso é importante para você faça. O problema é quando tudo isso está na tela do smartphone e ele no bolso. Não é nada prático correr assim. Se for o caso, é melhor colocar o aparelho em uma braçadeira no antebraço (não no braço). Assim você pode checar sem problemas.

Mensagens durante as corridas
O momento da corrida é seu e apenas seu, mesmo em meio à milhares de outros corredores. Então para que ficar recebendo mensagens? Deixar iMessenger, Whatsapp, Messenger do Facebook ou outros do tipo funcionando durante as corridas só vai atrapalhar sua concentração. Pior ainda é querer responder correndo… Se for possível, desative tudo antes da prova. E mais, se você sabe de alguém que está correndo não o atrapalhe com mensagens e/ou telefonemas.

Gadgets e água
Esta é uma combinação desastrosa. Se você irá levar algum aparelho eletrônico qualquer para a corrida, não esqueça de protegê-lo. Chuva, água derramada nos pontos de hidratação, suor… tudo isso é perigoso para seu gadget. Existem capas próprias para isso mas se não tiver uma à mão, um saquinho do tipo ziplock resolve bem.

Todas as dicas aqui são básicas, mas podem lhe ajudar a curtir sem dor de cabeça as provas.