O Anti-Smartphone do John

John's Phone - O anti-smartphone
John's Phone - O anti-smartphone

Parece piada o que vocês verão aqui neste post, eu mesmo não acreditei muito quando vi. Inventaram um celular “anti-smartphone”. É um aparelho tão simples que nem visor (como os que temos hoje) vem. Ele conta apenas com teclas numéricas, botão de ligar e desligar telefonemas, trava e volume. Nada de Web, câmera, sensores, GPS, e-mail…

Sua agenda telefônica e jogos estão (acreditem) e recados (SMS) em um bloquinho de papel que fica guardado na parte de traseira do aparelho. Sua stylus é uma caneta esferográfica! No topo fica um pequenino display que lembra muito os que vinham nos antigos pages.

Este deve ser um aparelho interessante para pessoas avessas á tecnologia ou pessoas de mais idade que não conseguem se acostumar com os aparelhos mais modernos.

Confiram no vídeo abaixo um unboxing do John’s Phone.

Agenda de contatos do John's Phone
Agenda de contatos do John's Phone

Fonte: Gizmodo Brazil e Gizmodo US.

A mistura de aprendizado e dispositivos móveis para conseguir a educação para todos

Mobile MathsJá que comentei sobre o projeto Playing For Change hoje, vou aproveitar para comentar sobre outro projeto interessante que tomei conhecimento recentemente. Ele também tem fim social, mas desta vez tem a ver com tecnologia. A Nokia está com um projeto na África no qual mistura tecnologia de dispositivos móveis (celulares) com educação. Confiram no release oficial que recebi da Nokia Internacional (tradução por minha conta).

Este projeto sim poderia entrar na nova campanha da Nokia: Não importa a tecnologia, e sim o que você faz com ela (It’s Not Technology, It’s What You Do With It).

“ÁFRICA DO SUL – Você pode imaginar uma pessoa 16 anos de idade que descreve a aprendizagem de matemática como algo “divino”, “fantástico” ou “fascinante”? Ou crianças realizando trabalhos extras na escola em seu tempo livre sem que seus professores tenham lhes pedido isso? Estes são apenas alguns dos efeitos do projeto Mobile Learning for Mathematics da Nokia. Projeto este em uma parceria público-privada na África do Sul.

A UNESCO e a Nokia firmaram um acordo em 20 de outubro de 2010, para utilizar tecnologias móveis a fim de promover a Educação para todos. Inicialmente, a Nokia irá contribuir com algo entre cinco e dez milhões de euros.

A Nokia acredita na educação para todos e no uso de tecnologia móvel para fornecer soluções modernas de aprendizagem para todos. Celulares – agora quase onipresentes entre os alunos do ensino secundário – proporcionam novas e excitantes oportunidades para apoiar e desenvolver a aprendizagem e ensino. O projeto Mobile Learning for Mathematics na África do Sul é um grande exemplo dos benefícios da tecnologia móvel pode trazer para a educação.

Celulares e redes sociais – usando suas próprias ferramentas
O serviço concentra-se na aprendizagem ativa, oferecendo pacotes de estudo interativo para os telefones móveis dos alunos e também tirando partido das redes sociais. O conteúdo estará incorporado ao currículo local, mas oferece diferentes tipos de experiências de aprendizagem através da teoria, exercícios, aulas e suporte ponto-a-ponto, bem como as competições, testes e auto-avaliação. O resultado está motivado os alunos a conversarem com amigos e também a fazerem exercídios de matemática em seus celulares, mesmo fora da escola à noite, nos finais de semana e feriados.

A Nokia está colaborando com o governo local, operadoras de telefonia móvel, um provedor de conteúdo e uma popular rede social chamada MXit. Também trouxe este serviço gratuito para os alunos através das duas principais operadoras da África do Sul, a MTN e a CellC. Desta forma tudo está disponível para os telefones, não apenas da Nokia. Com uma interface fácil para os alunos e professores, que permite aos alunos a compreender e desenvolver suas habilidades em qualquer momento. Os professores, por outro lado, podem facilmente enviar testes a seus alunos, alimentar um banco de dados praticamente infinito de exercícios e ver os níveis de competência dos alunos bem como a progressão de cada um.

Melhoria da motivação e resultados
Os resultados são muito animadores: 280 alunos em seis escolas participaram da primeira fase, em outubro de 2008 a junho de 2009. Este número aumentou, no ano passado, para 4.000 alunos e 72 professores em 30 escolas de três províncias. Havia mais de 180.000 visitas ao serviço, nos primeiros quatro meses. Surpreendentemente, cerca de 80% de todo o uso ocorreram fora do horário escolar.

Então não é de admirar que agora exista um grande interesse no serviço em outros lugares e aspirações para expandir o conceito para outros países e além de matemática.”

Playing For Change Foundation – Um projeto musical para conectar o mundo pela música

Vou abrir aqui uma pequena pausa nos post sobre tecnologia para falar sobre um belo trabalho que tive o prazer de conhecer neste final de semana. A Playing For Change Foundation é uma fundação dedicada a conectar o mundo através da música, disponibilizando recursos (incluindo, mas não limitados a instalações, suprimentos e programas educacionais) para músicos e suas comunidades ao redor do mundo.

Mark Johnson, fundador do projeto, e sua equipe viajaram durante uma década por vários locais como África do Sul, Oriente Médio, montanhas do Himalaia e vários outros gravando músicas com artistas de rua. O resultado é o CD/DVD Songs Around the World com o som destes artistas que tocam juntos, mesmo que com centenas de quilômetros de distância uns dos outros e até sem terem se visto.

Mas porque estou falando deste projeto? Porque resolvi dar uma forcinha. Toda a renda da venda deste material é revertida para estes artistas de rua. Bono Vox e Manu Chau também estão colaborando e emprestaram suas vozes em participações especiais.

Confiram abaixo dois exemplos do que contém no DVD.

Além de ajudar, esta coletânea é uma ótima opção para quem gosta de boa música com um toque “global”. Para colaborar basta adquirir um CD/DVD Songs Around the World. Quem quiser saber um pouco mais sobre a Playing For Change Foundation é só acessar o site oficial www.playingforchange.org.

“Culto do menos” – É possível viver com realmente o básico?

Kelly Sutton - Criador do "Culto do menos"
Kelly Sutton - Criador do "Culto do menos"

Todos os dias nós vemos comerciais de produtos cada vez mais necessários e importantes para nosso dia a dia. São itens que sempre vem com frases do tipo: “produto imperdível!”, “fantástico”, “você não pode ficar sem”… Basta ligar a TV para ser bombardeado por este tipo de propaganda. Mas será mesmo que precisamos disso tudo?

Para pensarmos um pouco sobre isso, leiam abaixo a história de um engenheiro de software chamado Kelly Sutton. Ele é o responsável pelo blog “Cult of less” no qual mostra como fez para viver apenas com o necessário, que no seu caso é tecnologia.

Sutton mora em New York mas precisa ficar dividido entre sua casa (trabalho) e Berlim (sua cidade natal). Por causa disso sempre se via na rotina de empacotar suas coisas para ficar viajando entre estes dois locais. De tanto fazer isso resolveu tomar uma solução pra lá de radical: Viver apenas com o extremamente necessário. Em seu site ele lista todos os objetos que ainda mantém. Tudo catalogado por preço e com rótulo de produto a venda ou não.

Para terem uma idéia do que Kelly Sutton considera essencial, dêem uma olhada no que é seu quarto. A imagem abaixo apresenta todos os seus objetos. O resto ele vendou ou doou, ficando apenas com algumas poucas roupas e seus itens tecnológicos, que aliás são necessários para sua profissão.

Clique para ampliar a foto do quarto de Kelly
Cult of less

Inspirado pelo livro “Trabalhe 4 horas por semana” de Timothy Ferris, hoje Sutton consegue guardar todos os seus itens em apenas duas pequenas caixas de 50 cm³ e mais duas malas pequenas.

… Não abriria mão do meu computador. Ele é a minha fonte de rendimento, planejamento e diversão. Não se pede a um agricultor para viver sem a sua enxada ou sem o seu burro. Dessa forma não se pediria a um engenheiro de softwares para viver sem o seu computador…” Disse Kelly Sutton

Sua rotina ficou baseada em coisas simples com o auxílio da tecnologia, por exemplo, leitura apenas a partir do iPad e do Kindle. Filmes e séries através do MacBook. Quando quer assistir programas de TV indisponíveis no computador, recorre ao bar da esquina. De resto, faz tudo na rua, como se alimentar, lavar roupas em lavanderias e o que mais for necessário.

…A cada compra que faço, primeiro me pergunto se preciso mesmo daquilo. Assim acabo comprando menos produtos, fico apenas com o que é mais interessantes e útil…”. Ele acredita que seu estilo de vida provavelmente irá mudar quando tiver uma família, mas até lá tentará não desistir de ter apenas o necessário.

Interessante este estilo de vida não acham? E vocês, conseguiriam viver assim? Para saber um pouco mais, assistam aqui uma entrevista que Kelly concedeu à rede ABC News.