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Highlan – 2º Circuito de palestras

Highlan - 2º circuito sobre mobilidade

O 2º Circuito sobre Mobilidade Highlan é uma ação realizada pela Highlan – Soluções Inteligentes, uma desenvolvedora de Softwares com um núcleo especialista em desenvolvimento mobile. A intenção desta iniciativa é tentar entender e identificar através de especialistas em tecnologia e em tecnologia mobile, como essa ferramenta que nos acompanha praticamente 24 horas por dia se comporta e se desenvolve, tentando acompanhar suas evoluções e experimentações.

Confiram abaixo a minha participação:

Highlan:
Ultimamente temos ouvido falar bastante da evolução e adaptação das câmeras e TVs digitais que agora oferecem conexão com internet, tecnologia 3D e até recuperam algumas características retrô, como por exemplo as câmeras digitais que aliam as tecnologias analógica e digital. Você acha que esses esforços são um reflexo dessas tecnologias para se disvencilharem dos smartphones, já que estes por sua vez procuram agregar cada vez mais esse tipo de funcionalidade, por exemplo, o iphone permite até mesmo a edição dos vídeos?

Alessandro:
Acredito que este pode ser um dos motivos sim, mas não apenas o único. O que penso ser o real motivo para esta evolução é a concorrência que vemos cada dia maior, principalmente no mercado de aparelhos de TV. Outro fato que tem feito com que as empresas estejam correndo tanto atrás da tecnologia 3D é auxiliar no combate à pirataria de filmes. Como os filmes em três dimensões necessariamente precisam ser em Blu-ray, isso faz com que a pirataria, pelo menos pela Internet, diminua. Afinal, quem é que tem conexão suficiente para baixar filmes tão grandes?

Quanto às câmeras digitais, pelo menos as não profissionais, essas sim deveriam encontrar uma forma de se desvencilhar dos smartphones. Enquanto estes vinham com poucos megapixels e lentes ruins, os fabricantes de câmeras estavam em posição confortável, mas as coisas mudaram muito. Hoje temos aparelhos com qualidade de câmera tão boa quanto as vendidas por ai. 5, 8, 12 megapixels, lentes Carl Zeiss, flash Xenon, filmagem em HD e em alguns casos até em Full HD. O iPhone mesmo é um exemplo que deveria preocupar os fabricantes de câmeras. Ele produz ótimas fotos e já faz as edições. O Nokia N8 já produziu até curta-metragem de forma profissional. Se eu fosse um fabricante de câmeras, estaria bem preocupado.

Highlan:
A mobilidade é uma ferramenta que tem sido utilizada em favor da interatividade, da necessidade que nós usuários temos de utilizar as redes sociais, onde podemos expor, visualizar, interagir e colaborar com as informações que são colocadas através delas. Você acha que por isso os smartphones apresentem essa convergência de tecnologias e funcionalidades? E será que eles podem resultar em uma tecnologia nova, que nos coloque ainda mais em contato com essa necessidade? Aposta em algo para o futuro?

Alessandro:
Nesse ponto eu vejo que uma coisa encontrou a outra e fizeram um casamento perfeito. As redes sociais, a necessidade de se comunicar com os amigos, de trocar informações em tempo real e a velocidade com que isso acontece, tudo isso encontrou o lugar perfeito nos smartphones. Estes por sua vez já estavam vindo com cada vez mais recursos, mas que nem sempre eram muito utilizados. Pelo menos não por quem não fosse aficionado por tecnologia.
Com o advento das redes sociais, estes recursos couberam de forma perfeita com as redes sociais. Essa convergência não poderia ter encontrado lugar melhor do que nos smartphones, afinal, estes estão sempre por perto, seja no bolso da calça ou na bola à tira colo, sempre prontos para registrar todo e qualquer momento para compartilhar com todos.
Tecnologia nova? Com a velocidade que as coisas acontecem hoje, é um tanto difícil tentar prever o futuro. Tudo é muito rápido. Mas com o que tenho visto por ai, eu apostaria em uma mescla de redes sociais com realidade aumentada para um futuro próximo.

Highlan:
Na tua opinião, os smartphones mini, são uma forma de disseminar a cultura dos smartphones, tornando-se atrativos pelos preços inferiores aos seus “irmãos maiores”? Você acha que esse tipo de ação pode levar a “extinção” dos celulares convencionais em mercados como o nosso, onde o aumento do acesso a internet mobile é crescente, assim como a aquisição de smartphones?

Alessandro:
Em alguns casos sim, mas a grande maioria dos casos “mini” que estão chegando ao mercado parece ser mais uma estratégia de marketing para apostar em segmentos de mercado diferentes. Nem todos os consumidores tem renda suficiente para pagar dois ou quase três mil Reais em um smartphone. Nem todo mundo precisa ou quer um aparelho com tantos recursos ou tão parrudo assim. E é neste público que as empresas estão mirando agora seus esforços. O mercado de aparelhos médios agora também será território dos smartphones. Futuramente isso deverá acontecer também com os aparelhos mais simples até chegar o dia que todos os aparelhos do mercado serão smartphones.

Highlan:
Quem você vê saindo na frente na disputa Entre Android x iPhone? Você acha que algum outro concorrente tem chance de colocar essas marcas em segundo plano num prazo curto de tempo? E o que você acha do Windows Phone 7?

Alessandro:
Na briga entre Android e iPhone acredito que o futuro será mais promissor para o Android. Mesmo este tendo que amadurecer ainda, já provou que será a aposta de quase todos os fabricantes de smartphones. Só acho que isso não afetará muito o mercado do iPhone. A Apple tem um fiel público que a segue quase que como uma religião. Para estes, dificilmente algo fará com que sequer pensem em deixar o iPhone de lado para experimentar alguma outra coisa. Já o Windows Phone 7, este deverá mostrar logo a que veio ou poderá não encontrar mais espaço. Ele foi uma promessa de um novo ar no mercado de sistemas operacionais móveis, mas não me pareceu tão inovador assim, pelo menos nada de novidade que já não tenha sido explorada em algum outro sistema.

Highlan:
Vamos falar agora um pouco sobre tablets? Eles estão começando a ser comercializados em grande escala agora, com diferentes tamanhos, formatos e funcionalidades. Em que sentindo eles se diferem dos smartphones, se por exemplo, alguns deles agora tem a capacidade de efetuar ligações e não são tão maiores que um iphone? Que rumo você acredita que este nicho vai tomar?

Alessandro:
Não é de se estranhar que alguns tablets, como é o caso do Galaxy Tab, tenha recurso de telefonia. Como praticamente todos eles vem com sistema operacional de smartphone, este recursos torna-se um extra na concorrência com o iPad. Isso faz com ele os modelos com Android tenham mais um item na briga com o modelo da Apple. Mas as semelhanças com smartphones param por ai. Os tablets são um nicho que vem para concorrer com o que era do netbooks. Sim, era. Digo assim pois os últimos números de vendas já mostraram que tablets estão tomando de assalto o que era o território dos smartphones.

Alguns dizem que o futuro da computação será dos tablets e que os PCs ficarão apenas para voltados para tarefas mais pesadas. Para algumas atividades até acredito que possa ser assim, mas não todas. Trabalhos que precisam de mais criação de conteúdo, de processamento gráfico, renderização de animações… Este não perderão espaço para os tablets. Agora consumo de conteúdo, navegação web, editoração de textos e apresentações e até mesmo atividades não necessariamente da área de informática, como coleta de dados em pesquisas, cardápios de restaurantes, informações de shoppings e hotéis, estes serão dominados pelos tablets.

Highlan:
Alessandro, como você acha que o mercado de apps esta se desenvolvendo no Brasil? Você acha que as empresas brasileiras voltadas para este mercado estão prontas para oferecer produtos de qualidade? Quais pontos você acredita podem ser melhorados, comercialização ou entendimento das necessidades do público final?

Alessandro:
Sim, claro que o mercado de desenvolvimento de aplicativos no Brasil está se desenvolvendo, principalmente no que se refere à mobilidade. O que acho que falta é apenas uma melhor política de vendas. As grandes lojas de apps presentes no país ainda estão devendo, de uma forma ou de outra, um maior cuidado, e espaço, para com o conteúdo nacional. Mas isso também tende a melhorar assim que alguma primeira grande loja de apps comece a se preocupar mais com o Brasil. Isso será o suficiente para que as outras mudem de idéia. Basta ver o que aconteceu com os tablets. Bastou chegar um grande concorrente por aqui para que outras se manifestassem.

Alessandro

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